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No Brasil são criados problemas onde ainda não existiam, enquanto as soluções não aparecem

foto: Antena de celular em formato de árvore, para não agredir a paisagem
No Brasil, crise da telefonia está gerando um problema ainda maior, a instalação de milhares de novas antenas de celular por todo o país. Como o sistema de telefonia móvel não funciona, e as linhas de celular não tem estabilidade, a solução encontrada foi a de instalar novas antenas, certo?
Errado! São 4 operadoras que dominam o setor, cada operadora irá instalar as suas centenas de antenas, o que irá gerar um numero 4 vezes maior de produção de ferro, extraído da mineração, que necessita de muita queima de carvão para ser fabricado. O ferro também emite carbono que fere a camada de ozônio e dada a sua reatividade química os objetos de ferro ficam submetidos a corrosão do tempo, reagindo com o oxigênio atmosférico ou dissolvido em água produz a conhecida ferrugem.
Veja o texto abaixo encontrado no blog do Deputado Ronaldo Nogueira que está propondo uma CPI que irá investigar as tarifas de telefonia no Brasil. Ele ainda outra questão que agride o meio ambiente: a poluição visual. Em outros países mais evoluído que o nosso, antenas ficam parecendo árvores para não formar uma floresta de antenas.

Esta tentativa das telefônicas de colocar a culpa pela falta de qualidade no sinal de celular nas legislações municipais, ou dizer que a ocupação do solo é dificultada pelas autoridades municipais e comunidades são meras agressões à inteligência dos usuários e de todos os Brasileiros. Hoje as antenas e sistemas de telefonia móvel (como o 4g cuja implementação já está prevista para o Brasil) tem formatos de vários tamanhos, que podem ser instaladas até em postes de energia elétrica que já existem (como o da foto ao lado) ou que não agridem a paisagem, como a antena para telefonia móvel em formato de árvore. O mesmo vale para se levar sinal até as cidades de interior do Brasil, não faltam alternativas tecnológicas. O que existe é que as operadoras por anos cobraram tarifas altas e a mais, como a de interconexão, para que se instalasse um sistema eficiente, que abrangesse todo o território nacional (inclusive no interior) e cujo preço fosse compatível com a renda das famílias. Isto já acontece em muitos outros lugares do mundo onde as tarifas cobradas pelas operadoras são até 10x menores.

Vivo: ocupação do solo dificulta ampliação de antenas de celular

A falta de titulação de terrenos e a irregularidade na ocupação do solo em muitas cidades brasileiras agravam o problema de instalação das antenas para a transmissão dos sinais dos telefones celulares. Sem dono formal, há dificuldade para as companhias telefônicas negociarem o uso de áreas e eventualmente pedir desapropriação, segundo o presidente das operadoras Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente.

“É necessário que haja algum tipo de propriedade”, assinala Valente, também presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil).
Vivo: ocupação do solo dificulta ampliação de antenas de celular

Ele esteve reunido com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para discutir a elaboração do Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP) da operadora.

Conforme a Constituição, a ocupação do solo e a ordenação urbana é competência dos municípios. Todas as operadoras de celular ouvidas pela Anatel (Claro, Oi, TIM e Vivo) reclamam que o licenciamento municipal para instalação das antenas é lento e está baseado em leis ultrapassadas.

Segundo Valente, as operadoras esperam que o governo e o Congresso Nacional criem uma lei federal sobre a instalação de antenas com “elementos básicos” que sirvam como referência para atualização das legislações municipais.

O presidente disse que as exigências legais dos municípios limitam o próprio compartilhamento de antenas, medida indicada pelo Ministério das Comunicações como forma de ampliar mais rapidamente o número de transmissores.

O compartilhamento de antenas (assim como dos cabos de fibra ótica e outros equipamentos de transmissão) é um dos aspectos que poderão ser contemplados no plano de melhoria da qualidade dos serviços que a Vivo e as demais operadoras deveriam ter apresentado na segunda quinzena de agosto à Anatel.

Antonio Carlos Valente reuniu-se com o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos. De acordo com o dirigente da agência reguladora, a empresa deverá voltar à Anatel para apresentar um plano detalhado por estado. Os dados e projeções de investimento expostos pela companhia dizem respeito aos totais nacionais e não detalhavam ações para cada unidade da federação.

Conforme anunciado no ano passado à presidente Dilma Rousseff, a Telefônica/Vivo pretende investir R$ 24,3 bilhões entre 2011 e 2014. Valente não detalhou o cronograma de investimento e nem quanto deverá gastar com a rede externa, atendimento, sistemas de informação e formulação de planos de expansão, pontos considerados críticos para a melhoria da qualidade dos serviços.

Segundo Bruno Ramos, todas as operadoras foram informadas “detalhadamente” pela Anatel sobre “o que precisam em cada plano”. O superintendente promete que a Anatel publicará na internet planilhas com indicadores de metas de qualidade para que os usuários possam acompanhar a implementação dos planos de melhoria das operadoras.

Fonte: Blog do Deputado Ronaldo Nogueira

#MOBILIDADE URBANA: A #TROCA DO CARRO PELA #BICICLETA É EXEMPLO DE PAÍSES DE PRIMEIRO #MUNDO

Iniciativas convencem europeus e americanos a trocarem o carro pela bicicleta

Veja as ideias que beneficiaram ciclistas e motoristas em várias partes do mundo

Amsterdã: Estacionamento à vontade

A população da Holanda não passa de 17 milhões de pessoa, dois milhões a menos do que a região metropolitana de São Paulo e é modelo na integração do transporte no mundo todo.

Hipergaragem: Estação central de trem de Amsterdã, com 10 mil vagas para bicicleta
A Holanda é o país ocidental que mais usa a bicicleta no dia a dia. Uma das explicações para essa popularidade é a integração promovida, desde a década de 1970, entre o uso de bikes e o de transporte público. Cerca de 40% dos usuários de trem vão até as estações pedalando, pegam o trem, desembarcam e pedalam de novo até o trabalho. Estima-se que em 2020 metade dos passageiros faça o mesmo. Para isso, haja estacionamento. Os arredores da estação central de Amsterdã têm garagens com cerca de 10 mil vagas. Na principal, a Fietsflat, cabem 2.500. Tudo é dividido em seções, linhas e 3 andares. Afinal, na volta do trabalho é preciso encontrar a bike, certo?
Políticas e Resultados
• Desde os anos 70, a cidade reduz vagas e aumenta o preço de estacionamento para carros no centro
• Viagens de bike eram 25% do total em 1970. Em 2005, 37%
• 77% dos cidadãos com mais de 20 anos têm ao menos uma bicicleta, e metade pedala diariamente
• Acidentes com ciclistas diminuíram em 40% entre as décadas de 1980 e de 2000

Portland: Segurança no cruzamento

Portland é uma metrópole em pequena escala e tem construído uma reputação internacional por suas realizações no desenvolvimento de um sistema de transporte urbano mais sustentável.

Prioridade: Espaço para bikes nos cruzamentos de Portland reduziu acidentes em 31%
Em 2008, dois ciclistas morreram em Portland, nos EUA, atropelados na ciclofaixa por um carro que virava à direita. Cerca de 70% dos acidentes de bike na cidade acontecem em cruzamentos. Por causa disso, a cidade, campeã do pedal no país dos carros, criou 14 bike boxes iguais aos da foto. Ao sinal vermelho, os motoristas param atrás da área verde, exclusiva de bikes, ou ganham multa de US$ 242 (como o carro preto da foto). Em dois anos, a presença de ciclistas nesses cruzamentos subiu 32%, e o índice de conflitos com motoristas caiu 31%.
Políticas e Resultados
• Cidade tem projetos de incentivo ao uso de bicicletas detalhados até 2030
• 80% das crianças na escola recebem educação sobre segurança para pedalar
• Construiu 200 km de ciclovias entre 1996 e 2006. Hoje, são 466 km
• Uso de bikes para ir ao trabalho dobrou entre 1990 e 2000

Copenhague: Sinalização especial

Copenhague, a capital real da Dinamarca, tem mais de 1,1 milhões de habitantes. A Roda de Copenhague é um novo emblema para a mobilidade urbana sustentável. Inteligente, sensível e elegante, ela se transforma bicicletas comuns rapidamente em híbridos e-bikes que permitem aos ciclistas para capturar a energia dissipada durante o ciclismo.

Tudo azul: Em Copenhague, a cor azul chama a atenção para a rota dos ciclistas
Uma marca registrada dos cruzamentos de Copenhague, capital da Dinamarca, são as faixas azuis usadas para demarcar a rota de quem pedala. Mesmo com ciclovias e ciclofaixas à vontade, não há como evitar o encontro de carros e bicicletas nesses trechos. Então, a cidade usa a cor vibrante para chamar a atenção de motoristas para os ciclistas e evitar acidentes. Outra medida de segurança usada nos cruzamentos é dar sinal verde para os ciclistas antes — outro modo de priorizar os ciclistas, em relação aos automóveis.
Políticas e Resultados
• Um terço do orçamento municipal de transportes é voltado para o ciclismo
• De 1995 a 2006, a quilometragem pedalada subiu 44% e os acidentes graves caíram 60%
• 20% do total de viagens são feitas de bike. No dia a dia para o trabalho, elas são 32%
• Uso de bikes entre pessoas com mais de 40 anos aumentou de 25% para 38% entre 1998 e 2005

Odense: Campanhas pró-bike

Apesar de seus poucos mais de 160 mil habitantes, Odense é a terceira maiorcidade do país. Odense também ocupa uma posição de destaque entre as cidades propícias para o ciclismo no mundo.

Mochila e capacete: Campanhas incentivam crianças de Odense, na Dinamarca, a ir pedalando para a escola
A experiência de países europeus mostra que campanhas de incentivo ao uso de bicicletas são parte fundamental das políticas de estímulo às pedaladas. Na Dinamarca, por exemplo, a ONG Federação dos Ciclistas criou uma gincana nacional, que acontece uma vez por ano durante duas semanas, para incentivar crianças a irem de bicicleta para a escola, distribuindo prêmios para as que têm mais alunos pedalando. Em Odense, 26% do total de viagens são feitas de bicicleta. Entre os alunos do ensino fundamental, esse índice sobe para 43%.
Políticas e Resultados
• Não é possível atravessar o centro de carro. Nas adjacências, estacionar automóveis é caro, bicicletas, grátis
• A cidade subsidia equipamentos de segurança e distribui frutas e doces para ciclistas
• De 1984 a 2002, o uso de bikes na cidade cresceu 80%
• Elas são usadas em um quarto do total de viagens

Berlim: Aluguel simples e barato

Berlim, capital da Alemanha, Com os seus 3.4 milhões de habitantes é a cidade com a maior população do país. Uma das capitais europeias mais planas, Berlim tem ciclovias e leis exclusivas para os usuários de bicicleta há duas décadas.

Call Bike: Aluguel quintuplicou em Berlim, com sistema moderno nas estações
Sistemas de compartilhamento de bicicletas — que permitem alugá-las num ponto para deixá-las em outro — são mais uma ferramenta importante para popularizar as pedaladas como transporte urbano. A cidade de Berlim, uma das metrópoles que mais investe em bikes no mundo, tem uma das versões mais modernas desse sistema. A Deutsche Bahn, empresa de trens alemã, instalou 3.000 magrelas como as da foto nas estações da capital. O cidadão desbloqueia a bike por celular e paga com cartão de crédito. Para complementar, dá para planejar a rota por ciclovias, no celular, com dados sobre conexões com transportes, velocidade média e tempo de viagem.
Políticas e Resultados
• Em 72% das ruas da cidade a velocidade máxima é de 30 km/h
• Verbas para incentivar uso de bikes aumentaram 4 vezes de 2000 a 2009
• Viagens de bicicleta subiram de 7% para 10% do total entre 1992 e 1998
• Acidentes fatais com ciclistas caíram 30% entre 1998 e 2004.

fonte: http://www.mobilize.org.br/noticias/2229/iniciativas-convencem-europeus-e-americanos-a-trocarem-o-carro-pela-bicicleta.html

O LIXO VAI ACABAR NOS LIQUIDANDO SE NÃO TOMARMOS CONSCIÊNCIA

ENTREVISTA

Deputado Paulo Borges, o “homen do tempo” e campeão de votos, fala de lixo, sustentabilidade e mobilidade urbana

“Sobre sustentabilidade muito se fala, mas se executa pouco. O lixo vai acabar nos liquidando se não tomarmos consciência.” Deputado estadual Paulo Borges (Foto: Movimento Municipalista)

Sustentabilidade está ligada a soluções locais e à maior autonomia dos municípios na busca de alternativas para mobilidade urbana, limpeza e reciclagem de lixo e até mesmo a produção de energia. Conversarmos com o Deputado Estadual Paulo Borges sobre estas questões. Ele nos falou de sua iniciativa de compor uma frente parlamentar municipalista do Rio Grande do Sul, e de como ouvindo mais os políticos locais se pode gerar soluções mais eficientes para cada região, valorizando os bons exemplos de municípios que tem muito a ensinar sobre suas boas práticas.

MM – De que maneira uma Frente Parlamentar municipalista pode ajudar os município?

A educação do lixo:  O lixo demanda de soluções, em grandes cidades o problema é ainda maior. Hoje em Porto Alegre, a capital dos gaúchos, não existem nem se quer lugares apropriados para depositar o lixo antes mesmo dele ser recolhido, muito menos uma política de reciclagem destes resíduos.
Se cada um fizer a sua parte, podemos ajudar a minimizar os problemas causados pelo lixo. Na escola os professores ensinam as crianças, em casa os pais dão o exemplo com a separação correta e nas ruas a prefeitura tem a sua responsabilidade de fornecer lixeiras e um sistema eficiente de recolhimento.
Foto tirada pelo próprio deputado Paulo Borges de flagrante de lixo acumulado na Av. Bento Gonçalves, em Porto Alegre.

PB – A Frente parlamentar tem uma força muito grande aqui dentro da assembléia legislativa, não somente no Rio Grande do Sul mas também em todo o Brasil. Eu sou presidente de uma delas e por isso tenho essa experiência. Sou presidente da frente parlamentar de combate ao câncer e a tuberculose no Estado, que hoje é um grande problema aqui no Rio Grande do Sul. Eu acredito que depois que criamos esta frente começaram a diminuir os índices, por que uma série de pesquisas está trazendo grandes resultados, em um Estado onde a tuberculose é campeã. Por isso que eu acredito muito em uma frente parlamentar. E uma frente parlamentar municipalista para tratar assuntos específicos dos municípios é uma idéia genial. Nós já estamos encaminhando alguns pedidos, temos um tramite aqui na assembléia para a criação desta frente parlamentar e obviamente depois deste passo, conseguiremos reunir boa parte da sociedade para os encontros, assim como eu já faço na Frente Parlamentar de combate ao câncer e a tuberculose. Uma Frente Parlamentar causa um efeito magnífico, por que as pessoas que já trabalham com esse conteúdo, ou mesmo pessoas da sociedade civil que tem interesse em trazer pra gente as dificuldades do seu município poderão participar deste debate, a gente obviamente vai trabalhar em grupos de pessoas que entendem deste processo, inclusive a gente faz questão de formar esta frente parlamentar com pessoas que dominam o assunto para que a gente comece a achar soluções.

MM – Em que sentido a Autonomia municipal pode avançar?

Ônibus com “porta bikes”: E para aqueles que moram muito longe do trabalho e que poderia fazer um trecho do caminho de bicicleta? A Solução é simples, fácil e barata, em Los Angeles, os ônibus têm suporte para carregar bicicletas, esta solução facilita a vida dos ciclistas e traz uma solução quando o mesmo é surpreendido por uma chuva por exemplo.  (Foto: movimentomunicipalista.wordpress)

PB – Os municípios estão um pouco abandonados pela união e pra funcionar bem todos dependem do bom andamento dos municípios, em todos os sentidos. Mas o que acontece hoje, é que a política está muito concentrada no macro e no que o governo federal pode fazer para resolver os problemas das pessoas. Eu acho que as coisas devem ser resolvidas localmente. A autonomia municipal deve existir, mas deve ser real, não somente fictícia e as pessoas tem que poder participar das decisões do seu município. Os partidos devem respeitar a situação local do político local, por que o político local é quem sabe muito bem as necessidades do povo que mora lá. Nós não temos como influenciar, ou dizer como um município do Rio Grande do Sul tem que trabalhar sua política local, eles é que sabem, eles é que tem que nos dar esta aula. Isso que é importante para conseguirmos consagrar realmente a autonomia dos municípios.

MM – De que maneira a autonomia pode ajudar os municípios a avançarem nas questões ligadas à Sustentabilidade?

Ônibus trem: Soluções criativas para os maiores problemas das cidades. Que tal um trem que anda sobre os carros? Na China está sendo projetado um “ônibus trem”, ele demanda de cerca de 70% menos investimento que a construção de metrôs, circula tão rápido quanto um e não atrapalha a circulação de veículos no trânsito.
Denominado “3D Express Coach”, o ônibus é alto e possui entre suas rodas um espaço livre de duas pistas para que os carros possam passar por baixo. Ele mede mais de 4 m de altura e é alimentado por energia elétrica e solar, o que dá um caráter sustentável  ecologicamente ao projeto. A rodonave que poderíamos chamar de ônibus-túnel pode acelerar a 60 km/h e carregar acima de 1200 passageiros. Os seus 6 metros de largura permitem que carros que não ultrapassem 2 m de altura passem por baixo (lado a lado) enquanto os passageiros entram e saem pelo teto nas estações.
Fonte: www.biosferatv.com.br

PB – A sustentabilidade pode avançar de várias maneira, primeiro é com pessoas competentes. Os municípios hoje tem um problema de gestão fabuloso. A política move o mundo, mas a política não pode ser genérica é preciso ter conhecimento dos fatos. Sobre sustentabilidade muito se fala, mas se executa pouco. Porto Alegre, por exemplo, tem problemas brutais em diversos setores, e o lixo é um deles. Se fala muito que se deve tratar bem o lixo, que a gente deve saber que o é o lixo orgânico, o que é o lixo seco, mas me parece que o governo não consegue trabalhar esta questão sob a forma da educação, desde as crianças até os adultos. Eu tenho um filho de três anos que está na escolinha, que é particular, lá eles desenvolvem este trabalho de conscientização ambiental nas crianças. O que é um trabalho fácil de ser aplicado na rede municipal. Meu filho sabe diferenciar o lixo seco do orgânico, ele sabe como este lixo deve ser separado, e ele exige isso dentro da nossa casa, ele reclama quando a gente não separa do jeito que ele aprendeu na escola. Então passa pela educação, pela educação infantil e nas escolas particulares já acontece isto. Falta uma ação gerencial do ensino municipal, e deve-se começar no município, que é onde as pessoas moram, para tratar melhor este lixo. Chega-se ao cúmulo, e assisti isto em um programa de televisão, de pessoas que não tem o costume de ter vaso sanitário em casa, de usarem um saquinho para fazer suas necessidades e jogá-lo pela janela. E quem junta isto? Isso é medieval. Na verdada isto é falta de educação. Para mim o cidadão não precisaria pagar uma fortuna para ter educação de qualidade. O município tem obrigação de dar educação e trabalhar em cima da sustentabilidade, como já acontece em algumas escolas particulares.  O lixo das cidades é um bom assunto para ser debatido em uma frente parlamentar municipalista, o lixo.  É impressionante o  quanto tem de lixo depositado em lugares inadequados, eu ando muito aqui em Porto Alegre, eu vejo e fotografo, paro o carro e fotografo e coloco as fotos no meu blog. Eu acredito em bons exemplos, coisas que deram certo em outros lugares. A gente tem que trazer estes bons exemplos no Brasil e no mundo para cá. Quando a gente abre um espaço para debate aí a gente tem espaço para funcionar. Atrai até mesmo os jornalistas e quando a gente começa a atrair a imprensa é por que o assunto está problemático. No momento que a gente provoca as pessoas elas vêm e trazem material e querem debater. As pessoas são um pouco acomodadas em relação ao primeiro passo, mas depois que alguém der o primeiro passo as coisas começam a tomar forma. Assim se  começa a criar uma situação em que a sociedade pensa, a  sociedade quer participar só falta uma oportunidade. O lixo é uma questão cruel, ele vai acabar nos liquidando se não tomarmos consciência.  O lixo de Porto Alegre hoje, nos causa vários transtornos, começando por não colocar o lixo certo no lugar certo. Na hora que o caminhão passa ele deve recolher o lixo certo. Ele precisa ser depositado no lugar certo para ser recolhido. O caminhão, muitas vezes, recolhe no dia certo o lixo errado. Se cada um não fizer isso dentro da sua casa também não vai ajudar o município. Outro problema grave são os alagamentos que estão ligados diretamente ao lixo. As garrafas PET podem ser encontradas aos quilos dentro de bueiros totalmente entupidos e a gente sabe que com este lixo vai inundar. A mesma pessoa que jogou a garrafa PET é a mesma pessoa que vai reclamar por que está inundando, por que seu carro está boiando ou por que não consegue atravessar para pegar um ônibus. Em Porto Alegre, a gente ainda convive, na minha opinião infelizmente, com as carroças recolhendo lixo, estes catadores nem sabem que destino dar a este lixo ou de que forma vão tratar este lixo. Pelo menos quando passa o caminhão a gente sabe que este lixo terá um destino certo. Sem contar com o quanto estas carroças atrapalham o trânsito da cidade. Eu mesmo tiro muitas fotos com meu celular, de carroças cheias de lixo para todos os lados trancando as ruas.

MM – Quanto aos resíduos da construção civil?

PB – Outro grande problema que a gente encontra são os resíduos da construção civil. A construção civil hoje está em plena ascensão. E a quebra destes materiais geram resíduos sólidos, em uma quantidade enorme, existem lugares que tem usinas de reciclagem destes resíduos sólidos que transformam este material para ser usado novamente pela construção civil, e Porto Alegre demanda deste serviço.

MM – Uma Frente Parlamentar pode contribuir com o Meio Ambiente?

PB – A gente precisa errar o mínimo possível, e para isso nada melhor do que irmos buscar exemplo com experiências que deram certo e usar como benefício. Acertando com o erro dos outros se perde menos tempo. Para isso é preciso de profissionais com conhecimento e qualificação. Faltam programas que nos tragam soluções ambientais, se o governo não tem uma solução, se as empresas não tem uma solução, a população tem que tomar a frente.

#RIO+20: países emergentes, economia de mercado, valor agregado, lucratividade, quem irá sobreviver sem sustentabilidade?

United Nations Conference on Sustainable Development

por Luciano Medina Martins                                                                                                                         A necessidade de reorganizarmos a produção e o consumo, para que a atividade econômica seja ambientalmente sustentável, justifica-se pela noção de que de que sem sustentabilidade ambiental não sobreviveremos; e, se sobrevivermos, o legado por nós deixado não será muito promissor.Não ter rentabilidade e lucro, ou extinguir os recursos necessários para que as economias produzam renda e sobrevivam são pontas do mesmo fenômeno. A economia de ganhos em escala, das grandes plantas industriais e altamente impactantes para o meio ambiente, dos modelos econômicos intervencionistas e planificados ou dos conglomerados de oligopólios privados dependentes da boa relação com governos e órgãos reguladores, estão sendo questionados, pela realidade do desgaste do meio ambiente, quanto a sua eficiência, tanto sob o ponto de vista ambiental quanto econômico e social.O que se percebe no Brasil, onde os oligopólios dependentes do oxigênio fornecido por governos fortes, políticas intervencionistas e centralizadoras, é que ambos modelos; privado oligopolista ou estatal oligopolista, tem que ser profundamente repensados para que a sociedade consiga produzir alimentos, energia e habitação para todos nas próximas décadas e séculos.A realização de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável no Brasil, a Rio+20, poderá ser o palco a nos revelar o que já sabemos virtualmente: o quanto difícil é debater sobre soluções simples, locais e sustentáveis em um país acostumado a centralização de decisões de administração pública e a centralização de recursos vindos de impostos; a não ouvir os agentes locais e suas realidades; e a desprezar modelos econômicos autônomos que não estejam ligados ao grande investimento governamental vindo da autoridade central.A entrevista de Marcelo Durão, abaixo transcrita, é um exemplo das dificuldades que se irá encontrar na RIO+20, e que podem engessar o debate. De um lado, esquerdistas que demonizam o lucro e o mercado, como se esses fossem seres de outro planeta que querem devorar os humanos; e do outro lado, ruralistas endividados por monoculturas centenárias que demonizam os ambientalistas e seus protestos. No meio do fogo cruzado das velhas esquerdas e direitas, teremos ambientalistas, economistas da sustentabilidade, pesquisadores sobre meio ambiente, entre outras matizes de movimentos verdes que vieram depois de Lutzemberger.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Pacto Federativo e o desenvolvimento sustentável
O caso de amor e ódio do Brasil com a economia sustentável tem um viés tributário determinante. As soluções locais, microregionalizadas, municipalizadas, autônomas e menos dependentes de decisões centralizadas, ou centralizadoras, e de tecnologia muito cara, tem como principal obstáculo a inversão da pirâmide arrecadatória, que também se convencionou chamar de “quebra do pacto federativo”. Ou seja, os municípios brasileiros ficam com a menor parte dos impostos arrecadados, esta parcela é de menos de 10% , enquanto 60% fica com a União Federal, e por volta de 30% é retida pelos Estados federados. Sem recursos e com muitas obrigações quanto a saúde, educação infantil, urbanização e mobilidade os municípios, e as comunidades que formam as municipalidades, ficam sem recursos para investir e fomentar soluções locais e sustentáveis.É natural que os melhores especialistas sobre as culturas e realidades locais estejam junto a estas comunidades, mas, sem recursos, dependem da boa vontade de um governo central dominado por prerrogativas políticas que se sobrepõe a tudo e a todos, nenhuma discussão sobre soluções para o desenvolvimento sustentável da economia consegue dissipar a pesado aparelhamento partidário dos governos e ao muro intransponível da centralização de recursos.Uma das tarefas mais árduas do debate sobre o desenvolvimento sustentável recai sobre todos os movimentos municipalistas do Brasil. Estes movimentos precisam estar atentos a enorme oportunidade que surge com a Rio+20 de tornar o debate sobre a autonomia dos municípios uma parte do próprio debate sobre a economia sustentável no Brasil.Prefeitos, munícipes e ativistas dos movimentos municipalistas precisam se organizar em torno do debate sobre o desenvolvimento sustentável ou simplesmente o debate na Rio+20 será dominada por movimentos que tem pouca relação com os processos da economia real e com propostas factíveis de avanço nos modelos de produção e consumo que hoje dominam nossa economia. E isto seria no mínimo lamentável. 

CARTILHA APRESENTA CENÁRIO DE #MUDANÇAS #CLIMÁTICAS PARA O BRASIL


Alguém sabe o quanto deve durar uma fotografia digital?
Alguém sabe o quanto ainda irá durar os recursos naturais do planeta?
Não seria essa hora de mudar os hábitos? A hora de pensar no planeta.

Inpe e Rede Clima lançam cartilha para a RIO+20
Publicação apresenta os temas que serão discutidos durante a conferência e os cenários de mudanças climáticas projetados para o Brasil

São Paulo – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) produziram uma cartilha educativa, intitulada O futuro que queremos – economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.
Voltada ao público em geral, a publicação apresenta os conceitos de economia verde e sustentabilidade e a importância da erradicação da pobreza, que são temas que serão discutidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada de 13 a 22 de junho no Rio de Janeiro.
A cartilha também traz um histórico das conferências anteriores relacionadas ao meio ambiente e o conceito de “pegada ecológica” (metodologia usada para medir os rastros deixados pelos humanos no planeta a partir de seus hábitos).
A publicação apresenta ao leitor os cenários de mudanças climáticas projetadas para o Brasil para o século 21, as atividades do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e outros projetos e programas nessas áreas, apoiados pelo Inpe.
A cartilha está disponível para download em versão para internet.
fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/inpe-e-rede-clima-lancam-cartilha-para-a-rio-20

BRASIL NO #RANKING DOS PAÍSES QUE GERAM MAIOR QUANTIDADE DE #LIXO ELETRÔNICO

A multa para quem deposita lixo e entulho em locais impróprios pode variar de 150 salários mínimos a cinco anos de prisão.
O tão sonhado poder de compra foi conquistado pelos brasileiros, e agora?
Reduzir o consumo em prol do meio ambiente é uma pauta de difícil aceitação, mas a realidade é que os brasileiros não sabem como eliminar seu lixo.
São inúmeros os flagrantes de depósito de lixo, como se isso não bastasse a ONU divulgou um relatório, lançado no dia 22 de abril, onde diz que o Brasil é o país que mais toneladas de geladeira abandona por ano, além de estarmos no ranking dos países que geram maior volume de lixo eletrônico a cada ano. Isso mostra que o brasileiro além de não saber descartar o lixo, ainda não aprendeu a usar os equipamentos, o Brasil é o 6º no ranking de lixo eletrônico, segundo pesquisa realizada pelo instituto Sophos.
A justificativa para o aumento do acúmulo de lixo é um aumento do consumo doméstico apontou o estudo realizado pelo Programa da ONU para o meio ambiente – PNUMA. A Produção de lixo cresce seis vezes mais do que população no Brasil, divulgou a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil). O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, referente a 2010, apontou que a produção de lixo no país cresceu seis vezes mais do que a população. E mais: a quantidade de resíduos com destinação inadequada aumentou quase dois milhões de toneladas, em relação a 2009.
Computadores
Por ano, o Brasil abandona 96,8 mil toneladas métricas de PCs. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas. Mas, per capita, o Brasil é o líder.
Geladeiras
O país é o líder entre os emergentes, ao lado da China. É 0,4 quilo por pessoa ao ano. Em números absolutos, seriam 115 mil toneladas no Brasil, contra 495 mil na China.
Celulares
O Brasil gera 2,2 mil toneladas por ano e está, novamente, abaixo apenas da China.
TVs
Entre as economias emergentes, o Brasil é ainda o terceiro maior responsável por lixo de aparelhos de TV. É 0,7 quilo por pessoa ao ano, mesma taxa da China.

Descarte correto de lixo eletrônico ainda é problema para o Brasil
O país ocupa a liderança entre as nações emergentes na geração de lixo eletrônico por habitante, a cada ano

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, o Brasil ainda enfrenta um grave problema: o descarte irregular de lixo eletrônico.
De acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2010, o país ocupa a liderança entre as nações emergentes na geração de lixo eletrônico per capita, isto é, por habitante, a cada ano. O relatório aponta que o lixo eletrônico descartado por pessoa, no Brasil, equivale a meio quilo (0,5 quilo) por ano. Em contrapartida, na China, que tem uma população muito maior, a taxa de lixo eletrônico por pessoa é 0,23 quilo e, na Índia, ainda mais baixa (0,1 quilo).
Os números são questionados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A gerente de Resíduos Perigosos do ministério, Zilda Veloso, considera os dados inconsistentes, porque a Organização das |Nações Unidas (ONU) utilizou uma metodologia europeia baseada na comercialização. “Se a gente não tem dados do mercado de comercialização, como é que eles chegaram àqueles números? Não tem sentido”. O MMA manifestou formalmente seu posicionamento contrário ao relatório da ONU, por meio do Itamaraty, disse.
O governo brasileiro não tem números sobre aquisição de produtos eletrônicos. Zilda Veloso informou que no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos, vai ser elaborado um estudo de viabilidade técnica e econômica, que deve apresentar informações sobre a geração de resíduos desse tipo. A previsão é que o estudo seja divulgado em quatro meses. O projeto é do Grupo Técnico Temático de Eletroeletrônicos, do Comitê Orientador para Implementação de Sistemas de Logística Reversa.
Esses sistemas se referem à responsabilidade compartilhada para eletroeletrônicos. “O estudo vai referendar se é possível fazer o recolhimento e destinação desse tipo de resíduo agora ou não”, disse. Na logística reversa, os fabricantes vão assumir a responsabilidade para a destinação do equipamento pós-uso. Zilda não descarta que parte dessa responsabilidade recairá sobre o consumidor. Ela destacou a importância da conscientização do cidadão nesse processo. “Nada vai funcionar se o consumidor não fizer o descarte adequado”.
A gerente esclareceu que o estudo é abrangente, porque vai captar as possibilidades de reciclagem de eletroeletrônicos. “O objetivo do estudo não é só fazer o retrato do setor, mas saber se o setor tem hoje condições de fazer a logística reversa”. O estudo vai dizer o comportamento do consumidor, o tipo de consumo que existe no Brasil e quais são os bens consumidos. Com base nesses dados, o governo terá condições de avaliar se é possível fazer a logística agora ou não. “Uma das coisas que ele vai levantar é uma estimativa de geração de resíduos atual”.
O comitê orientador é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e tem a participação dos ministérios da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e da Fazenda. No ano passado, o comitê decidiu que a regulamentação das cinco primeiras logísticas será feita por meio de acordo setorial. São as logísticas de eletroeletrônicos; embalagens plásticas de óleos; lâmpadas; embalagens em geral; e medicamentos.
A logística que se acha mais adiantada é a de embalagens plásticas de óleos lubrificantes. A regulamentação está indo para consulta pública da proposta de acordo setorial em, no máximo, 30 dias. A regulamentação de eletroeletrônicos tem início previsto para 2013. “Porque é uma cadeia bem complexa. Pega desde celular até um aparelho hospitalar, como tomógrafo”, disse a gerente do MMA.
Ela ressaltou também a figura do catador na logística reversa. Adiantou, entretanto, que caso ele venha a ser incluído no processo, terá de ser treinado para poder separar os produtos eletroeletrônicos.
O professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Haroldo Mattos de Lemos, não vê motivos para ter melhorado a posição brasileira no ranking de lixo eletrônico gerado entre os países emergentes. Lemos preside o Instituto Brasil Pnuma, que é o Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Ele avaliou que não foram “plantados” no país grandes programas para reduzir o volume de lixo eletrônico. “Existem algumas iniciativas de reciclagem, mas eu acredito que elas estão sendo suplantadas pelo crescimento do volume de aparelhos que é descartado”. Sua impressão é que o lixo eletrônico está aumentando no Brasil. As informações são da Agência Brasil.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/descarte-correto-de-lixo-eletronico-ainda-e-problema-para-o-brasil/

Links relacionados: http://www.blogdasaude.com.br/saude-ambiental/2010/02/22/e-lixo-%E2%80%93-brasil-lidera-ranking/

http://www.wtert.com.br/home2010/arquivo/noticias_eventos/Panorama2010.pdf

http://wp.clicrbs.com.br/anverde/2010/02/22/brasil-e-o-campeao-do-lixo-eletronico-entre-os-paises-emergentes/

#REDUZIR #REUTILIZAR #RECICLAR: QUAL SERÁ O LEGADO QUE FICARÁ PARA NOSSOS FILHOS?

A necessidade de reorganizarmos a produção e o consumo, para que a atividade econômica seja ambientalmente sustentável, justifica-se pela noção de que de que sem sustentabilidade ambiental não sobreviveremos; e, se sobrevivermos, o legado por nós deixado não será muito promissor.
#Reduzir #Reutilizar #Reciclar
A lógica dos 3 R's está Sob o viés da responsabilidade social. Embora para a sociedade consumista isso possa parecer impossível, vamos recordar o que foi discutido no Fórum Mundial da Água que aconteceu no mês em Marselha, na França: "800 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO NÃO TÊM ACESSO À ÁGUA POTÁVEL: Escassez de água pode gerar conflitos no futuro, dizem especialistas", o que afirmou o professor Genebaldo Dias (professor de Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB)) é que “muitos países desenvolvidos já lidam hoje com conflitos por água, alimento, energia e até por espaço”. Na opinião do professor, é preciso concentrar esforços na gestão destes conflitos. Então, se não houver concientização urgente as guerras por recursos naturais serão inevitáveis.

Consumo de recursos naturais pode triplicar até 2050, diz ONU

O consumo mundial de recursos naturais, como minérios e combustíveis fósseis, pode triplicar até 2050 e causar um catastrófico impacto sobre o ambiente, alerta um relatório divulgado pela ONU, que pede aos países que ajam com rapidez para evitá-lo.

O documento, apresentado pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) em Nova York, analisa o consumo atual dos recursos do planeta e estuda as medidas realizadas pelo mundo para reduzir a relação entre esse consumo e o crescimento econômico.

A humanidade poderia consumir até 2050 “cerca de 140 mil toneladas de minérios, combustíveis fósseis e biomassa por ano, um número que triplica o atual, a não ser que a taxa de crescimento econômico se dissocie da do consumo de recursos naturais”, indica o relatório.

“A humanidade pode e deve fazer mais com menos”, ressalta o estudo do Pnuma, que explica que atualmente os habitantes dos países desenvolvidos consomem, em média, 16 toneladas per capita por ano desses recursos essenciais, enquanto um cidadão da Índia consome quatro toneladas por ano.

Diante desses números, “tanto com o crescimento da população mundial como da prosperidade, especialmente nos países em vias de desenvolvimento, a perspectiva de níveis muito maiores aos atuais supera em muito o que é sustentável”, assinalam os autores do texto.

“Chegou o momento de reconhecer os limites dos recursos naturais disponíveis para apoiar o desenvolvimento humano e o crescimento econômico”, sustenta o texto, que acrescenta que “o mundo já está ficando sem recursos acessíveis e de alta qualidade de materiais tão essenciais como petróleo, cobre e ouro”.

SOLUÇÃO

A solução está na chamada “dissociação do uso dos recursos naturais e o impacto ambiental do crescimento econômico”, ressaltou o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, na quinta-feira, ao apresentar o relatório na sede das Nações Unidas.

“Essa dissociação faz sentido em todos os âmbitos: econômico, social e ambiental”, acrescentou Steiner, para quem esse processo é “parte da transição rumo a uma economia verde, baixa em emissões de carbono e eficiente respeito aos recursos”.

Ele explicou que se trata de buscar uma economia que “gere empregos decentes e erradique a pobreza de um modo que mantenha a pegada do homem dentro das capacidades planetárias”, para o que são necessárias “mudanças significativas nas políticas públicas, o comportamento empresarial e os padrões de consumo”.

“Será necessário mais inovação, inclusive uma inovação radical”, indicam os autores do relatório, que encoraja os países em vias de desenvolvimento a “mudar sua ideia do que significa o desenvolvimento em um mundo de poucos recursos” e destaca certos avanços obtidos em países como Alemanha, Japão e China, além da África do Sul.

Para conseguir o impulso da economia verde, os responsáveis do texto advertem que é “urgente reconsiderar os vínculos entre o uso de recursos e da prosperidade econômica, baseada em um investimento em massa em inovação tecnológica, financeira e social”.

“Deve-se pelo menos congelar o consumo per capita nos países ricos e ajudar as nações em vias de desenvolvimento a seguirem um caminho mais sustentável”, destaca o documento. “Nos lugares mais densamente povoados, diminui o consumo per capita de recursos em contraposição a áreas pouco povoadas”, acrescenta.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/915296-consumo-de-recursos-naturais-pode-triplicar-ate-2050-diz-onu.shtml

O INSUSTENTÁVEL CUSTO DA #ENERGIA NO BRASIL

Professor Cássio Stein Moura

Os recursos utilizados pela humanidade, são extraídos da natureza, explorados por empresas privadas e distribuídos à humanidade com alto valor econômico agregado. O responsávelpor preservar estes recursos é a humanidade, que os utiliza. Segundo a ONU, parte da solução está na chamada "dissociação do uso dos recursos naturais e o impacto ambiental do crescimento econômico". Isto quer dizer que se quisermos conquistar a tão almejada “economia verde” é necessário baixar muito a emissão de carbono e respeitar muito mais o ambiente natural, reduzir o consumo, produzir e usar a energia de formas mais inteligentes. Conversamos sobre energia, consumismo e sustentabilidade com o professor Cássio Stein Moura, Doutor em física e coordenador do bacharelado na Faculdade de Física da PUCRS. (trecho da conversa) Professor Cássio- "Cada pessoa é um consumidor em potencial, que consome energia e suprimentos que a natureza fornece. Há alguns séculos a população era pequena e o consumo era pequeno, e esse problema não existia. Atualmente com a população passando dos 6 bilhões de pessoas, com economia de mercado capitalista, os indivíduos consomem mais. Por este motivo é que o principal problema passa pela mentalidade das pessoas. O Brasil possui muitos recursos naturais. É um dos países mais ricos do mundo neste âmbito. Cerca de 92% da energia é produzida em hidrelétricas, que são menos poluidoras do que outras formas de energia. As hidrelétricas poluem também, pois destroem grandes áreas de vegetação, fauna e flora da região, produzem muito gás metano mas de qualquer forma são menos impactantes que as termoelétricas. O Brasil usa muito carvão, que é muito poluente, apesar da industria carvoeira dizer que existem filtros que protegem cerca de 99% dos poluentes que passam na chaminé. Mas é aquele 1% que são partículas extremamente pequenas que os filtros não conseguem segurar, que atravessam membranas do corpo humano e que podem atingir regiões delicadas do corpo. Então aqueles 99% talvez não sejam tão nocivos quanto aqueles 1%. Existe um projeto do Governo Federal hoje, de trocar essas usinas a carvão por usinas a gás. O Brasil é um grande produtor de gás, inclusive, devemos louvar parcialmente a Petrobras, por que a cerca 5 anos atrás, 50% do gás que o Brasil extraia era simplesmente queimado nas plataformas, por que não havia forma de aproveitar. A Petrobras que é a maior empresa de combustíveis fósseis do pais conseguiu resolver parte do problema e hoje, menos de 10% do gás está sendo queimado.É um absurdo importar gás do país vizinho, por falta de tecnologia, sendo que a gente produz mais que o país vizinho. De qualquer forma, a grande matriz energética do Brasil ainda são os combustíveis fósseis, representados pela gasolina e pelo óleo diesel, do qual o Brasil já produz praticamente tudo que consome. Mas as usinas eólicas são um grande exemplo. Logo que foi lançado o preço do kWh era muito alto, mas agora ele já esta competindo com a energia hidrelétrica. Ainda não atinge 1% da matriz energética, mas está crescendo. O Ceará é o maior estado produtor.
Mas tanto a energia eólica quanto a hidrelétrica dependem do clima e quando a energia hidroelétrica não consegue suprir a demanda, a termoelétrica entra em funcionamento. Ela funciona como uma energia de reserva. Portanto no horário entre 18 e 20 horas é o período em que estamos poluindo mais. Existe ainda a energia nuclear que é produzida em Angra I e Angra II, e está em andamento a instalação de Angra III, no estado do Rio de Janeiro. Assim o estado produzirá quase toda a sua energia elétrica e ainda poderá exportar. Muitos chamam a energia nuclear de energia limpa por que não gera monóxido de carbono nem dióxido de carbono, portanto não contribui com o efeito estufa. Mas ela não deixa de ser um lixo radioativo que será uma herança para nossos filhos. Atualmente muito se fala em sustentabilidade, é uma palavra que está na moda, mas é uma palavra a ser definida. Quando falamos em sustentabilidade ambiental a pergunta é: será que o macro tem a ver com o micro? O grande problema ambiental que está havendo hoje em nosso planeta se deve principalmente ao micro, ao ser individual, à pessoa. Primeiro é preciso analisar se: “preciso ou não preciso desse bem que desejo adquirir”. Quando adquirimos um bem temos que ter consiência. Por exemplo, uma garrafinha de água mineral: a água veio de onde? O plástico que tem ali? O pigmento da tinta? O invólucro? A tampinha? O forro da tampinha? Todos estes vieram de uma indústria que usou recursos naturais, que usou energia pra transformar estes recursos e te trazer aquela água que tu vais tomar em 10 minutos e vais descartar a embalagem. É um consumo que é natural para nós: consome-se a água e põe-se a garrafinha no lixo. A pergunta é: será que eu tenho que tomar esta água realmente? Será que uma água de filtro não é tão boa como a água mineral? Devemos nos questionar sempre: será que tenho que ter um novo celular? Será que tenho que trocar de carro todo ano?
O macro tem a ver com o micro, a economia e sustentabilidade começa pelo que a gente faz em casa, desde separar o lixo, a desligar uma lâmpada. Acredito que a solução para todos os problemas é a educação, por que a criança não é educada a consumir conscientemente. Ela é educada a consumir."

Quanto custa a #energia no Brasil?

Possuindo relação direta com o comportamento da economia, a energia elétrica é utilizada por todos os segmentos da sociedade e apresenta papel preponderante para o setor industrial. Neste contexto a Firjan realizou um estudo com base na análise de diversas tarifas de consumo de energia elétrica industrial das 64 distribuidoras nas 27 unidades da federação foi possível calcular a tarifa média de energia elétrica para a indústria no Brasil: 329,0 R$/MWh, com variação de até 63% entre os estados, trazendo à tona um aspecto fundamental: à excessiva oneração da energia elétrica.
A tarifa média de 329,0 R$/MWh para a indústria no Brasil é mais do que 50% superior à média de 215,5 R$/MWh encontrada para um conjunto de 27 países do mundo, para os quais há dados disponíveis na Agência Internacional de Energia.
A análise das causas da baixa competitividade brasileira traz informações reveladoras. A primeira delas é que, na partida, o Brasil já é pouco competitivo nesse insumo: apenas a parte da tarifa referente aos custos de Geração, Transmissão e Distribuição (conhecidos como “GTD”) já é superior à tarifa final de energia dos três principais parceiros do comércio exterior brasileiro: China, Estados Unidos e Argentina. Portanto, a grande vantagem hídrica do país não se reflete em preços módicos de GTD para a indústria.
A tarifa média de 329,0 R$/MWh para a indústria no Brasil é quase 50% superior à média de 215,5 R$/MWh encontrada para um conjunto de 27 países que possuem dados disponíveis na Agência Internacional de Energia. Desse total, apenas três – Itália, Turquia e República Tcheca – têm tarifas mais altas do que o Brasil.
Quando comparada a dos demais países dos BRICs (principais países da América Latina ou mesmo aos principais parceiros comerciais do Brasil), a tarifa de energia elétrica industrial no Brasil é 134% maior do que a média das tarifas de China, Índia e Rússia (140,7 R$/MWh), conforme tabela 1 a seguir. As indústrias instaladas no Brasil pagam, em média, 259% a mais do que na Rússia, 131% a mais do que na China e 75% a mais do que na Índia.
Em relação aos vizinhos latinos, o Brasil apresenta também menor competitividade com uma tarifa 67% superior à média da praticada por Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Equador, México, Paraguai e Uruguai (197,5 R$/MWh).
A comparação com quatro de seus principais parceiros comerciais – EUA, Argentina,
Alemanha e China – mostra, novamente, que o país tem tarifa de energia elétrica para indústria muito acima do que o padrão internacional: a tarifa brasileira é superior à desses países em, respectivamente, 164%, 273%, 54% e 131%.
Considerando que o valor brasileiro é uma média e que, como demonstrado, há grande variação entre o valor dos estados, cabe analisar como a tarifa estadual se encontra quando comparada às tarifas internacionais, pois, a priori, seria possível que alguns estados fossem competitivos internacionalmente.
Fonte de pesquisa: Firjan

(Fonte: FIRJAN)

OS MAIORES LIXÕES DO #BRASIL: #CIDADES QUE LIDERAM O RANKING NA PRODUÇÃO DE #LIXO

Sugestões para o país dos maiores e pior aproveitados lixões do mundo:
1) Seja mudado o chamado "padrão de consumo". Faz muita diferença se os consumidores passem a comprar produtos que tenham menos embalagem, com menos materiais e que sejam mais facilmente reaproveitadas, reutilizadas e recicladas. Mas, para isto, os consumidores também precisam de opções.
2) Seja mudada a legislação que regulmenta a produção de distribuição de embalagens. Os consumidores brasileiros muitas vezes não tem opção por embalagens mais sustentáveis. Um dos casos mais claros é o leite. O custo de produção e de reciclagem da embalagem do leite é maior para economia e o meio ambiente que o custo de produção do próprio leite.
3) Aqueles que produzem e distribuem embalagens para seus produtos sejam responsáveis pelo recolhimento e reutilização ou reciclagem destas embalagens.
4) Se fomente a formação de um mercado de materiais reciclados que de conta de um percentual mais significativo do lixo produzido no Brasil. Muito pouco do lixo reciclável acaba sendo reciclado, na faixa de 1 a 2% de todo o lixo consegue ser reciclado pelas usinas no Brasil.
5) Se fomente a produção e implementação de tecnologias voltada para soluções que dêem conta do lixo produzido no Brasil. Existem soluções tecnológicas para transformar o lixo em materias de construção, energia, tecidos e biomassa, mas estas tecnologias não estão implementada e adapatada as diversas situações brasileiras de produção do lixo.
6) Os catadores sejam respeitados como profissão e se lhes dê condições de trabalho com dignidade, material de segurança e condições de saúde. Muito diferente do regime de informalidade escravocrata que domina este mercado e que deixa os catadores na mais completa degradação profissional e humana, sem regulamentação ou reconhecimento de sua profissão essencial para o saúde e sustentabilidade das comunidades. (Foto: http://www.ciclovivo.com.br

No Brasil 228 toneladas de lixo urbano são produzidas diariamente, a maioria das cidades deposita seu lixo em aterros sanitários, e apenas 17,8% delas realizam coleta seletiva do lixo.
Dentre as principais capitais brasileiras, que mais produzem lixo, destacamos 10, as cidades do sudeste lideram o ranking.

  1. São Paulo vem em primeiro lugar produzindo 20 mil toneladas de lixo por dia;
  2. Rio de Janeiro, logo em seguida com uma produção diária de 8,3 t/dia;
  3.  Belo Horizonte vem em terceiro lugar com uma produção diária de 4,9 mil toneladas;
  4. Goiânia em quarto lugar com 3,2t;
  5. Brasília é a quinta colocada deste ranking, a capital Federal, produz 2,5t dia;
  6. Salvador, veM logo após com 2,49t;
  7.  Manaus, produz com 2,4t/dia e ocupa a sétima posição;
  8. Fortaleza em oitavo lugar com uma produção diária de 2,37 toneladas;
  9.  Belém produz 2 toneladas;
  10. Porto Alegre em último lugar no ranking das cidades mais sujas com 1,6 toneladas ao dia.

Em São Paulo o destino do lixo são os aterros sanitários destinando 15,4 toneladas. 4,2 toneladas vão para estações de compostagens e 0,3 para estação de triagem e apenas 0,1 toneladas é incinerada.

O Rio de Janeiro destina a maioria de 6,01 do lixo para aterros sanitários o mesmo faz Belo Horizonte com 4,2 t. Goiânia também destina 100% do lixo produzido para aterros sanitários. Brasília destina 2t do seu lixo para aterros controlados o mesmo faz Salvador destina quase a totalidade do lixo para aterros sanitários.

Manaus, a sétima colocada, destina todo o seu lixo para aterros controlados. A oitava do ranking, Fortaleza, destina toda a coleta para aterros sanitários. Belém distribui entre vazadouros a céu aberto e aterros sanitários. E Porto Alegre destina 1t do lixo produzido a aterros sanitários.

Fonte IBGE:  www.ibge.gov.br

IBGE: 17,8% das cidades fazem coleta seletiva do lixo
Do total de 5.564 municípios brasileiros, apenas 994 faziam coleta seletiva de seu lixo em 2008, ou apenas 17,86% do total. A informação é da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), referente ao ano de 2008, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente da pesquisa, Antonio Tadeu de Oliveira, admitiu que o porcentual é pequeno, se comparado com o que é realizado neste sentido em outros países. “Mas podemos notar que, na pesquisa anterior, realizada em 2000, detectamos que apenas 451 municípios realizavam coleta seletiva”, disse, acrescentando que, em oito anos, o Brasil apresentou uma melhora expressiva.
A localidade que apresentou o maior número de municípios que realizavam coleta seletiva em 2008 foi a região Sul, com 454 cidades, seguida de perto pela região Sudeste (408 municípios); Nordeste (80 municípios) e Centro-Oeste (31 municípios). Em último lugar ficou a região Norte, com 21 municípios que realizavam coleta seletiva.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,ibge-178-das-cidades-fazem-coleta-seletiva-do-lixo,597892,0.htm

#MOBILIDADE URBANA: Nossas cidades não comportam mais tantos carros

Nossas cidades não comportam mais tantos carros, basta sair de casa dirigindo um para entender que não há estacionamento suficiente, não há vias úteis suficientes (me refiro a vias de duas mãos). A "imobilidade" urbana vem sendo tão discutida, este é o momento de refletir sobre questões que envolvem até mesmo o meio ambiente, evitando veículos poluentes e utilizando meios de transporte mais alternativos.
A locomoção por meio de bicicleta evita a emissão e gases, ajuda a descongestionar o trânsito e facilita a mobilidade, ajuda a manter a forma física, e ainda dá prêmios sem que o ciclistas tenha gastos extras.Esse tipo de estímulo realmente deve incentivar a população. A bicicleta pode ser solução para a mobiliade urbana no Brasil, se integrada a outros sistemas de transporte, mas primeiro é preciso que haja uma mudança cultural e de de infraestrutura para conectar a bicicleta ao transporte de massa. A mudança do paradigma do automóvel surgiu há 20 anos na Europa – e está dando certo.

Municípios: legislação de mobilidade urbana entrou em vigor nesta sexta-feira, 13

Entrou em vigor nesta sexta-feira, 13 de abril, a Lei 12.587/2012, que visa a melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e cargas nos Municípios, além de integrar os diferentes modos de transporte. A legislação, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi sancionada em janeiro e dá prioridade a meios de transporte não motorizados e ao serviço público coletivo, além da integração entre os modos e serviços de transporte urbano.

A nova lei demanda que os Municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem Planos de Mobilidade Urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. Atualmente, essa obrigação é imposta aos Municípios com mais de 500 mil habitantes. Os Municípios que não cumprirem essa determinação podem ter os repasses federais destinados a políticas de mobilidade urbana suspensos.

O documento prevê a melhoria da mobilidade urbana nos grandes centros urbanos como a restrição da circulação em horários predeterminados. Também permite a cobrança de tarifas para a utilização de infraestrutura urbana, espaços exclusivos para o transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados.

Direitos
O texto esclarece os direitos dos usuários, como o de ser informado sobre itinerários, horários e tarifas dos serviços nos pontos de embarque e desembarque. E prioriza veículos não motorizados e a calçadas, ciclovias, ao transporte público e a integração do automovel a um sistema de mobilidade sustentável.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca alguns pontos importantes da Política Nacional de Mobilidade Urbananos Municípios:

* prioridade dos modos de transporte não motorizados e dos serviços públicos coletivos sobre o transporte individual motorizado;
* restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados;
* estabelecimento de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle;
* possibilidade de cobrança pela utilização da infraestrutura urbana, para desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade. A receita deverá ser aplicada exclusivamente em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público;
* dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas ao transporte público coletivo e a modos de transporte não motorizados; e
* direito dos usuários participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana

fonte: http://www.cnm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19839:municipios-legislacao-de-mobilidade-urbana-entra-em-vigor-nesta-sexta-feira-13&catid=70:destaques