Arquivo da tag: soluções sustentáveis

Maior autonomia dos municípios pode favorecer cidades gaúchas nos casos de seca, afirma deputada Zilá

Deputada Zilá (PSDB/RS) fala sobre municipalismo, autonomia municipal e bons exemplos.

Conversamos com a Deputada Zilá Breitenbach (PSDB – RS) sobre municipalismo, soluções locais e autonomia dos municípios.  Ela já foi prefeita do município de Três Passos e nos fala sobre como buscou e implementou bons exemplos de outros municípios. A deputada é uma entusiasta pela formação de uma Frente Parlamentar do Municipalismo na ALERGS, que pode ajudar os municípios a focarem mais em suas necessidades e realidades.

MM – Como a Autonomia Municipal pode ajudar no avanço e no desenvolvimento do Estado?

Deputada Zilá – As regiões do estado do Rio Grande do Sul, juntamente com seus Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento) possuem planos para o desenvolvimento municipal, e estes planejamentos de gestão têm um foco regionalizado de ações e de prioridades de governo. O que está faltando é uma ligação entre estes planejamentos. Os governos federal e estadual fazem os seus planos e os municípios são obrigados a se adaptar, independente de suas peculiaridades regionais.

Vemos tantos projetos que não têm nada a ver com algumas realidades municipais sendo implantados nos municípios por que o prefeito também se vê em uma ”saia justa”, pois se ele não buscar aquele dinheiro que ele foi desafiado a buscar, seja via emendas, ou sejam através de outras ações. Este prefeito não faze nada. Então ele vai desenvolvendo, muitas vezes ações que não fazem parte do seu planejamento.

A falta de autonomia municipal, na minha opinião, vem impedindo uma construção mais forte do municipalismo. Além dos municípios não terem autonomia financeira eles não tem autonomia administrativa. Por exemplo, se o município não tiver ações estratégicas para o programa saúde da família ele não recebe aquele recurso. Os prefeitos não têm a liberdade de escolher quais os programas querem realizar em seus municípios, eles têm que seguir o que é imposto à eles.

Maior Autonomia Municipal poderia favorecer municípios e o Estado em casos de seca, atualmente somente 13% está sendo investido. Nestes casos não existe planejamento a curto, médio ou a longo prazo. É sempre no “afogadilho” que resolvemos as coisas, quando acontecem as secas começam as distribuições de suplementos, mas nada tem planejamento, se os municípios tivessem mais autonomia suas verbas e seus orçamentos não ficariam tão engessados.

Os prefeitos recebem os recursos do Estado e da União já com destino certo, e é obrigação cumprir o que o Estado determina. Com isso os prefeitos muitas vezes deixam de aplicar um plano estratégico que realmente pudesse atender suas prioridades.

Deveria ser avaliado as condições de população, área territorial, situações sócio econômicas, para a partir daí, tomar-se a decisão sobre quais os projetos são compatíveis para aquele município. Acredito que dessa forma avançaríamos muito mais e teríamos um trabalho mais forte. Aqui no Estado, nós temos organizações atuantes, temos a Famurs e temos as associações regionais. Essas associações regionais se fortaleceram muito, elas têm metas e objetivos bem definidos, são associações regionais fortes, mas ainda está faltando haver uma integração de todas estas entidades. Aqui mesmo na Assembléia a gente vê claramente isso, quando acontecem votações de projetos de interesse do municipalismo as organizações não comparecem, nem mesmo os prefeitos comparecem. Deveria haver maior mobilização das entidades organizadas.

Ontem mesmo tivemos uma grande conquista aqui na assembleia que foi a criação da Microregião Celeiro . Bem no início do governo Tarso encaminhamos este projeto e ele foi rejeitado pelo governo na íntegra, mas não desanimei. Com o apoio do secretário estadual de planejamento João Motta, a Famurs e nossa associação regional a Amuceleiro, elaboramos um novo projeto e agora recebemos esta aprovação.

MM – Uma Frente Parlamentar pode fortalecer o municipalismo?

Deputada Zilá – Uma Frente Parlamentar Municipalista, unida às forças que já existem, que são as associações regionais, a Famurs, poderá impulsionar ainda mais a luta dos municípios.

Uma frente não é regimental, não tem apoio institucional da Assembleia Legislativa, ela é uma ação que o deputado faz. Esta ação bem trabalhada, bem divulgada e construída poderá alavancar e muito o trabalho que já vem sendo realizado e com uma maior participação envolvimento da Assembléia Legislativa. Muitos avanços vem sendo alcançados na Comissão de Assuntos Municipais, mas eu percebo que ainda falta maior integração, por que os projetos de interesse municipal e regional devem ser melhor debatidos e melhor organizados, tanto o debate sobre saúde, educação, meio ambiente agricultura, enfim, uma frente parlamentar poderá envolver mais aqueles que irão obter os reflexos das leis. Se estas discussões não forem organizadas elas não avançam.

A Frente Parlamentar, inicialmente, precisa fazer um diagnóstico com o seguinte questionamento: De que forma os prefeitos estão vendo a presença e as ações do Estado e da União na construção do desenvolvimento de cada um dos municípios e suas regiões?

Tenho a certeza que estamos no caminho certo, somente precisamos descobrir o caminho para melhorar e a gente sabe que tem que melhorar. Principalmente no que diz respeito a União. Veja o exemplo das grandes marchas dos prefeitos à Brasília. Muitas vezes os prefeitos não ficam no foco, cada um vai atrás das suas emendas e acabam se dispersando. Os mais de 5 mil prefeitos do Brasil não conseguem reformas por que não trabalham como uma única força. Nós somente iremos obter os resultados desejados quando fizermos uma grande pressão. Enquanto essas reformas não acontecem, os municípios cada vez mais são penalizados, por que o pedacinho do bolo da distribuição das receitas é cada vez menor. E em um Estado endividado como o nosso ficamos apenas no cumprimento do que é obrigação e dessa forma não tem como fazer uma ação propositiva. Eu acredito que uma Frente Parlamentar, além de fazer um bom diagnóstico e levantar todas as questões que estão no gargalo, poderá avançar muito no desenvolvimento dos municípios. Afinal, são 5.565 municípios em todo o país trabalhando e elegendo deputados e não estão conseguindo reformas. Todos não estamos sabendo usar a força que temos, precisamos de uma política mais focada.

Neste momento de eleições municipais uma Frente Parlamentar Municipalista é muito oportuna ,ela poderá levar para o próximo governo as necessidades e os gargalos da sociedade gaúcha.

Os governos criam programas e quem tem que executar são os municípios. Quando o programa é implantado é uma festa, vai ter dinheiro, vai ser uma maravilha! Depois que a comunidade recebeu os programas e se acostumou com ele, aí a verba começa a diminuir e na maioria das vezes a responsabilidade fica para o município. Um exemplo bem clássico é a área da saúde em que os procedimentos estão cada vez mais caros, o SUS está cada vez mais defasado nas suas tabelas e a dificuldade de conseguir profissionais é cada vez maior em função dos baixos recursos.

MM- Soluções locais e bons exemplos municipais tem sido valorizados?

Deputada Zilá – Todo projeto deve ser avaliado e reorganizado para que ele não se perca no meio ando caminho. Na minha região, noroeste do Estado, tínhamos um grande projeto, que já serviu de modelo para todo o Brasil, que era o tratamento de resíduos sólidos.

Quando fui prefeita de Três Passos levei este projeto para diversas capitais do Brasil, mostrando como municípios pequenos podem encontrar soluções. Este é um exemplo de que bons projetos precisam de continuidade.

Na prefeitura de Três Passos valorizei experiências de outros municípios. Fomos buscar novas experiências no Brasil todo, fui para o Estado do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, entre outros, para ver de perto suas boas ideias. Mesmo que em algumas ocasiões percebesse que aquela ideia não se adaptava ao meu município. Mesmo assim sempre podemos aproveitar algo e trouxemos muitos bons exemplos.

A partir de experiências exitosas, e alguns aperfeiçoamentos e adaptações necessárias, é possível obter resultados ainda melhores. Esta é uma questão fundamental que a Frente Parlamentar deve abordar.

Outro problema é quando bons exemplos de projetos terminam ao findar o mandato. Uma Frente Parlamentar pode fazer este trabalho de incentivo para que haja continuidade, proferindo grandes debates ela poderá se inserir nas reuniões regionais de prefeitos e os projetos que nos Coredes possuem para elevar o desenvolvimento das regiões.

Fonte: regiaoceleiro.com.br

O PLC (Projeto de Lei Complementar) que cria a Microregião Celeiro foi aprovado, na última terça-feira (12) e segue para sanção do governador.  Com a criação da Microrregião serão implementadas ações articuladas entre Estado, prefeituras e diferentes entidades da comunidade, dos 21 municípios da região visando o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Veja mais detalhes no site da deputada Zilá: http://deputadazila.com.br/blog/?p=2918
Anúncios

#RIO+20: países emergentes, economia de mercado, valor agregado, lucratividade, quem irá sobreviver sem sustentabilidade?

United Nations Conference on Sustainable Development

por Luciano Medina Martins                                                                                                                         A necessidade de reorganizarmos a produção e o consumo, para que a atividade econômica seja ambientalmente sustentável, justifica-se pela noção de que de que sem sustentabilidade ambiental não sobreviveremos; e, se sobrevivermos, o legado por nós deixado não será muito promissor.Não ter rentabilidade e lucro, ou extinguir os recursos necessários para que as economias produzam renda e sobrevivam são pontas do mesmo fenômeno. A economia de ganhos em escala, das grandes plantas industriais e altamente impactantes para o meio ambiente, dos modelos econômicos intervencionistas e planificados ou dos conglomerados de oligopólios privados dependentes da boa relação com governos e órgãos reguladores, estão sendo questionados, pela realidade do desgaste do meio ambiente, quanto a sua eficiência, tanto sob o ponto de vista ambiental quanto econômico e social.O que se percebe no Brasil, onde os oligopólios dependentes do oxigênio fornecido por governos fortes, políticas intervencionistas e centralizadoras, é que ambos modelos; privado oligopolista ou estatal oligopolista, tem que ser profundamente repensados para que a sociedade consiga produzir alimentos, energia e habitação para todos nas próximas décadas e séculos.A realização de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável no Brasil, a Rio+20, poderá ser o palco a nos revelar o que já sabemos virtualmente: o quanto difícil é debater sobre soluções simples, locais e sustentáveis em um país acostumado a centralização de decisões de administração pública e a centralização de recursos vindos de impostos; a não ouvir os agentes locais e suas realidades; e a desprezar modelos econômicos autônomos que não estejam ligados ao grande investimento governamental vindo da autoridade central.A entrevista de Marcelo Durão, abaixo transcrita, é um exemplo das dificuldades que se irá encontrar na RIO+20, e que podem engessar o debate. De um lado, esquerdistas que demonizam o lucro e o mercado, como se esses fossem seres de outro planeta que querem devorar os humanos; e do outro lado, ruralistas endividados por monoculturas centenárias que demonizam os ambientalistas e seus protestos. No meio do fogo cruzado das velhas esquerdas e direitas, teremos ambientalistas, economistas da sustentabilidade, pesquisadores sobre meio ambiente, entre outras matizes de movimentos verdes que vieram depois de Lutzemberger.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Pacto Federativo e o desenvolvimento sustentável
O caso de amor e ódio do Brasil com a economia sustentável tem um viés tributário determinante. As soluções locais, microregionalizadas, municipalizadas, autônomas e menos dependentes de decisões centralizadas, ou centralizadoras, e de tecnologia muito cara, tem como principal obstáculo a inversão da pirâmide arrecadatória, que também se convencionou chamar de “quebra do pacto federativo”. Ou seja, os municípios brasileiros ficam com a menor parte dos impostos arrecadados, esta parcela é de menos de 10% , enquanto 60% fica com a União Federal, e por volta de 30% é retida pelos Estados federados. Sem recursos e com muitas obrigações quanto a saúde, educação infantil, urbanização e mobilidade os municípios, e as comunidades que formam as municipalidades, ficam sem recursos para investir e fomentar soluções locais e sustentáveis.É natural que os melhores especialistas sobre as culturas e realidades locais estejam junto a estas comunidades, mas, sem recursos, dependem da boa vontade de um governo central dominado por prerrogativas políticas que se sobrepõe a tudo e a todos, nenhuma discussão sobre soluções para o desenvolvimento sustentável da economia consegue dissipar a pesado aparelhamento partidário dos governos e ao muro intransponível da centralização de recursos.Uma das tarefas mais árduas do debate sobre o desenvolvimento sustentável recai sobre todos os movimentos municipalistas do Brasil. Estes movimentos precisam estar atentos a enorme oportunidade que surge com a Rio+20 de tornar o debate sobre a autonomia dos municípios uma parte do próprio debate sobre a economia sustentável no Brasil.Prefeitos, munícipes e ativistas dos movimentos municipalistas precisam se organizar em torno do debate sobre o desenvolvimento sustentável ou simplesmente o debate na Rio+20 será dominada por movimentos que tem pouca relação com os processos da economia real e com propostas factíveis de avanço nos modelos de produção e consumo que hoje dominam nossa economia. E isto seria no mínimo lamentável. 

MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS NÃO TEM REDE DE ESGOTOS

Com o mundo caminhando para atingir ou até ultrapassar a meta para a água potável estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), o Brasil ainda caminha a passos lentos. Com 87% da população mundial, ou seja, cerca de 5,9 bilhões de pessoas usando fontes seguras de água potável, no Brasil apenas 36% do esgoto gerado nas cidades do país é tratado. O restante é despejado sem nenhum cuidado no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias do país inteiro, sem contar nos danos diretos que esse tipo de prática causa à saúde da população.

Situação do Saneamento no Brasil

Números mais importantes:

Apenas 44,5% da população brasileira está conectada a uma rede de esgotos. Do esgoto coletado, somente cerca de 37,9% é tratado (Fonte: SNIS 2009 – Ministério das Cidades).

Cada R$ 1 investido em saneamento gera economia de R$ 4 na área de saúde (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2004).

O Brasil é o colocado no ranking mundial “da vergonha” com 13 milhões de habitantes sem acesso a banheiro (Fonte: Estudo Progress on Sanitation and Drinking Water – OMS/UNICEF, 2010).

Entre 2003 e 2008 houve um avanço de 4,5% no atendimento de esgoto e de 14,1% no tratamento de esgoto das 81 maiores cidades do País, com mais de 300 mil habitantes:

  • 72 milhões é o número de habitantes dessas cidades.
  • 129 litros de água por dia é o consumo médio desta população.
  • 150 litros de água por dia é o consumo médio do brasileiro.
  • 80% em média da água consumida se transforma em esgoto.
  • 9,3 bilhões de litros de esgoto é o total gerado todos os dias por essa população
  • Essas cidades despejam, diariamente, 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, contaminando solos, rios, mananciais e praias do País, com impactos diretos à saúde da população.
  • Em média, apenas 36% do esgoto gerado nessas cidades recebem algum tipo de tratamento.

(Fonte: Ranking Trata Brasil com avaliação dos serviços de saneamento nas 81 maiores cidades do País, 2010)

  • Em 2009 a participação dos domicílios atendidos pelo serviço de rede coletora ou por fossa séptica à rede coletora foi de 59,1%;
  • As regiões Norte e Nordeste tiveram as menores parcelas de domicílios atendidos por este serviço, com 13,5% e 33,8%, respectivamente, do total de domicílios da região, equivalentes a, respectivamente, 555 mil e 5,2 milhões de domicílios;

(Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Síntese dos Indicadores de 2009 – IBGE, 2010)

  • Investe-se muito pouco em saneamento, o que torna a universalização muito distante. Deveriam ser investidos 0,63% do PIB, mas efetivamente são investidos apenas 0,22%.
  • Menos de 30% das obras do PAC Saneamento foram concluídas até 2010 (Ministério das Cidades).

Estudo do Trata Brasil “De Olho no PAC”, que acompanha a execução de 101 grandes obras de saneamento em municípios acima de 500 mil habitantes, mostra que somente 4% de obras finalizadas. Cerca de 60% destas obras estão paralisadas, atrasadas ou ainda não iniciadas. (Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Síntese dos Indicadores de 2009 – IBGE, 2010)

Impactos à sociedade:

Por ano, 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades devido a problemas gastrointestinais ligados a falta de saneamento. A cada afastamento perdem-se 17 horas de trabalho.

A probabilidade de uma pessoa com acesso a rede de esgoto faltar as suas atividades normais por diarréia é 19,2% menor que uma pessoa que não tem acesso à rede.
Considerando o valor médio da hora de trabalho no País de R$ 5,70 e apenas os afastamentos provocados apenas pela falta de saneamento básico, os custos chegam a R$ 238 milhões por ano em horas-pagas e não trabalhadas.
De acordo com o DATASUS, em 2009, dos 462 mil pacientes internados por infecções gastrointestinais, 2.101 faleceram no hospital.
Cada internação custa, em média R$ 350,00. Com o acesso universal ao saneamento, haveria uma redução de 25% no número de internações e de 65% na mortalidade, ou seja, 1.277 vidas seriam salvas (Fonte: Pesquisa Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro – Trata Brasil/FGV, 2010).

  • A diferença de aproveitamento escolar entre crianças que têm e não têm acesso ao saneamento básico é de 18%;
  • 11% das faltas do trabalhador estão relacionadas a problemas causados por esse mesmo problema;
  • Apesar do relevante aumento de arrecadação e renda resultantes de maior fluxo de pessoas em 20 destinos turísticos indicados pela Embratur, essas localidades acusam ainda um subinvestimento das necessidades básicas;
  • Cada 1 milhão investido em obas de esgoto sanitário gera 30 empregos diretos e 20 indiretos, além dos permanentes quando o sistema entra em operação. Com o investimento de R$ 11 bilhões por ano reivindicado pelo setor de saneamento, calcula-se que sejam gerados 550 mil novos empregos no mesmo período;
  • Se os investimentos em saneamento continuarem no mesmo ritmo, apenas em 2122 todos os brasileiros teriam acesso a esse serviço básico.
  • As 81 maiores cidades do país, com mais de 300 mil habitantes, despejam, diariamente, 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, contaminando solos, rios, mananciais e praias do país, com impactos diretos a saúde da população (Fonte: Pesquisa Saneamento, Educação, Trabalho e Turismo – Trata Brasil/FGV, 2008).
Ganhos ao cidadão e ao país:

Ao ter acesso à rede de esgoto, um trabalhador aumenta a sua produtividade em 13,3%, permitindo assim o crescimento de sua renda na mesma proporção.
Com a universalização do acesso a rede de esgoto, a estimativa é que a massa de salários, que hoje gira em torno de R$ 1,1 trilhão, se eleve em 3,8%, provocando um aumento na renda de R$ 41,5 bilhões por ano.
A universalização do acesso a rede de esgoto pode ainda proporcionar uma valorização média de até 18% no valor dos imóveis.
A valorização dos imóveis pode alcançar R$ 74 bilhões, valor 49% maior que o custo das obras de saneamento avaliado em R$ 49,8 bilhões (considerando apenas novas ligações).
Em longo prazo, o acesso à rede de esgoto implicaria um aumento na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na mesma proporção do valor médio dos imóveis, um ganho estimado de R$ 385 milhões ao ano. Já no Imposto Sobre Transferência de Bens de Imóveis (ITBI) o crescimento esperado é superior a R$ 80 milhões por ano. (Fonte: Pesquisa Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro – Trata Brasil/FGV, 2010).

O Brasileiro conhece o tema do Saneamento?

Pesquisa feita com 1008 responsáveis por domicílios nos municípios com mais de 300 mil habitantes (79 cidades), em 2008, revelou que 31% da população desconhece o que é Saneamento e somente 3% a relacionam à saúde;
Pouco mais de ¼ dos entrevistados desconhece o destino no esgoto da sua cidade, percentual similar aos que acreditam que os resíduos seguem para uma estação de tratamento. Para 1/3 dos entrevistados o esgoto segue direto para os rios;
84% consideram sua qualidade de vida melhor ou muito melhor em função da maneiro como seu esgoto é coletado;
A maioria dos entrevistados, 68%, entende que a Administração Municipal é a responsável pelos serviços de Saneamento Básico;
Quase metade dos entrevistados (41%) não pagaria para ter seu domicílio ligado à rede coletora de esgotos. O julgamento em relação à qualidade dos serviços justifica este posicionamento: ¼ estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos com os serviços de coleta e de tratamento de esgoto;
Seja na cidade ou nas escolas, a maioria dos entrevistados afirma que não houve campanha eleitoral para divulgar a importância da coleta e do tratamento do esgoto. Entre os que não estão ligados à rede 85% e 70% não presenciaram as campanhas na cidade ou nas escolas, respectivamente, deflagrando a demanda por informação e esclarecimento nestes âmbitos (Fonte: Percepções dos Brasileiros sobre Saneamento Básico – Trata Brasil/Ibope , 2009).

Fonte da pesquisa: http://www.tratabrasil.org.br/detalhe.php?secao=20

300 #PREFEITOS ELABORAM DOCUMENTO SOBRE A RIO+20, segundo revista #EXAME.

United Nations Conference on Sustainable Development

As prefeituras estão no centro do debate sobre desenvolvimento sustentável, será que elas sabem disso?

Cerca de 300 prefeitos deram um exelente exemplo ao participar da elaborção de um documento sobre sustentabilidade para a RIO+20, mas e os outros prefeitos?

Há cerca de 5 565 municípios no Brasil, mas somente por volta de 300 prefeitos participaram diretamente na eloboração da “Carta dos Municípios Brasileiros pelo Desenvolvimento Sustentável”. Desinteresse? Falta de recursos para participar do debate de forma mais direita? Uma coisa é certa, os municípios brasileiros estão no centro do debate sobre o desenvolvimento sustentável e mais prefeitos precisam estar envolvidos neste debate.

(da revista EXAME)

Prefeitos elaboram documento sobre a Rio+20

Carta dos Municípios Brasileiros pelo Desenvolvimento Sustentável reúne diversas sugestões dos governantes para a construção de cidades mais sustentáveis

São Paulo – Mais de 300 prefeitos, de todos os cantos do Brasil, se reuniram em Brasília para produzir a Carta dos Municípios Brasileiros pelo Desenvolvimento Sustentável.

O documento reúne diversas sugestões dos governantes para a construção de cidades mais sustentáveis e tem como principal reivindicação o aumento da participação dos líderes locais na formulação e implantação de políticas públicas relacionadas ao desenvolvimento sustentável – que, segundo eles, interferem diretamente no cotidiano dos municípios.

A carta foi produzida como resultado final do I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, organizado pela FNP – Federação Nacional dos Prefeitos, com a intenção de reforçar o posicionamento desta classe política na Rio+20 – Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Entre outras sugestões feitas pelos prefeitos no documento para acelerar o processo brasileiro de transição para a economia verde, estão:

  • incentivo ao empreendedorismo local;
  • maior atenção às políticas de erradicação da miséria e
  • fortalecimento das micro e pequenas empresas.

Clique AQUI  e confira a Carta dos Municípios Brasileiros pelo Desenvolvimento Sustentável, na íntegra.

Autora Débora Spitzcovsky, do Planeta Sustentável
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/prefeitos-elaboram-documento-sobre-a-rio-20

É BOM CAMINHAR EM SUA CIDADE?

Enxurradas estragam calçadas – Moradores de Porto Alegre reclamam dos diversos o, principalmente buracos, em áreas do Centro e dos bairros. (texto: http://portoimagem.wordpress.com, foto: Gilberto Simon)

Os dias de chuva em Porto Alegre agravam um problema visível em ruas de todos os bairros: o mau estado de conservação das calçadas, que causam todo o tipo de transtorno. O estudante Felipe Machado, que trabalha no Centro e mora no Partenon, comentou: “Caminhando pelo Centro a impressão que se tem é de abandono. Em dias de chuva tem buraco e acúmulo de água em quase todas as calçadas”. “Onde moro é quase tudo paralelepípedo. Até que está melhor por lá”, acrescentou o estudante.

Morador da rua Riachuelo, o chaveiro Sérgio Candido assiste de camarote aos reflexos da falta de qualidade das calçadas da cidade. “Idosos, mulheres que andam de calçado aberto e os homens que andam de sapato precisam ficar atentos, pois, do contrário, voltam para casa com o calçado ou até a roupa suja”, afirmou o profissional, que trabalha na Rua dos Andradas.

A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) é responsável pela conservação das calçadas de prédios públicos e locais que não têm meio-fio. A conservação dos passeios é de responsabilidade do proprietário.

As reclamações podem ser feitas por telefone ou ainda por meio da página da Smov no site http://www.portoalegre.rs.gov.br/smov. Depois da reclamação, a demanda entra na rotina da fiscalização. A denúncia passa por triagem, é separada e distribuída entre as regiões Sul, Norte e Centro. O prazo médio para o reparo é de 15 a 30 dias, dependendo da situação da calçada. No ano passado, a Smov emitiu mais de mil autuações e quase metade deste total foi registrada no Centro. Confirmada a falta de conservação da calçada, a multa pode chegar a R$ 1.082,90.

Autor: Correio do Povo
Fonte: http://portoimagem.wordpress.com/

Foto do monastério franciscano de Dubrovnik, na Croácia, cidade apontada pela revista Frommer como uma das melhores para fazer turismo á pé. (Photo by Nantela/Dreamstime.com)

(abaixo o publicado na portal da Revista EXAME)

As 10 melhores cidades do mundo para caminhar

Há lugares no mundo dominados por carros, outros, mais eco-amigáveis, são perfeitos para os ciclistas, mas ainda tem aqueles onde a vida se resolve, fácil, só na sola do sapato

Autora: Vanessa Barbosa para revista EXAME

O transporte mais ecológico
São Paulo – Motoristas distraídos, ônibus lotados, calçadas pequenas e insuficientes, ruas mal iluminadas à noite…A lista de “pedras” no meio do caminho de quem vive nos grandes centros urbanos costuma desanimar até os mais entusiastas do estilo de vida ecofriendly. Quantas vezes você já não pensou em como seria bom ir e vir a pé do trabalho, do cursinho de língua, ou do shopping no final de semana? Há cidades onde isso é possível, com ruas que convidam à realização das mais variadas atividades do cotidiano, tudo usando apenas os pés – uma super máquina de transporte ecológica que não emite um grama sequer de CO2.

Prova disso é a lista do guia Frommer´s das Melhores Cidades do Mundo Para Caminhar (no inglês, “The World´s Most Walkable Cities”). Em comum, elas conservam paisagens belíssimas, recheadas de áreas verdes, ar limpo, parques estoenteantes e acredite, moradores mais alegres – segundo estudos do centro americano Walk Score, cidades que propiciam um bom trânsito público deixam as pessoas mais felizes. Então que tal dar uma voltinha? Clique nos slides a seguir e confira a seleção dos paraisos para pedestres.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/as-10-melhores-cidades-do-mundo-para-caminhar

Link relacionado:
http://www.frommers.com/slideshow/index.cfm?group=391&p=1

SOLUÇÕES LOCAIS PARA PROBLEMAS GLOBAIS

Quase todas as cidades brasileiras vivem o grande desafio a sustentabilidade. Lixões gigantescos que são o cenário de degradação ambiental e humana, contaminação do solo, do ar e da água por atividades econômicas com pouca sustentabildade, gestão precária de recursos hídricos, problemas de saneamento e tratamento de afluentes poluídos, desmatamento descontrolado, falta de energia, entre outras situações comuns  que precisam de solução urgente, vão muito além de um problema de gestão do marketing.

(Foto: sierraclub.typepad.com)

Para agravar este contexto a maior parte (90% a 95%) dos impostos arrecadados não permanecem dentro dos municípios que geraram as riqueza e que precisam dar conta do impacto ambienta causado pela geração destas riquezas.

Os municípios e seus munícipes conhecem os problemas de perto, e dão os melhores exemplos, no Brasil e no mundo, de como solucioná-los. Na conferência da ONU, Rio+20, sobre desenvolvimento sustentável, que irá acontecer em junho,  a contribuição dos prefeitos, vereadores, líderes comunitários, pequenos produtores rurais, e pequenos empresários, para a solução de grandes problemas globais de meio ambiente e padrões de consumo é de alta relevância.

A atenção de todos os pesquisadores sobre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável se volta para dentro das cidades e para os micro universos que, no caso do Brasil, clamam por mais recursos e mais autonomia.

O comentário do publicitário Nizan Guanaes, abaixo transcrito, confirma a tendência de necessidade de darmos mais poder e recursos para os municípios.

(publicado no Jornal do Comércio)

O debate municipal é global

O novo ciclo de desenvolvimento do Brasil tem tudo a ver com a cidade de São Paulo

por Nizan Guanaes

Este é o século das cidades. Das grandes cidades. E, portanto, a era dos prefeitos. Dos grandes prefeitos. O prefeito de uma metrópole como o Rio de Janeiro é uma personalidade global. É um estadista.

Já, já veremos nascer uma ONU das cidades. E os G-8 e G-20 das cidades terão tanto poder quanto os agrupamentos de países.

Alguns políticos brasileiros já perceberam isso. Se entrasse na política hoje, eu olharia a carreira de Eduardo Paes, o primeiro prefeito global do País. O
homem que colocou o sarrafo da administração municipal lá em cima. Até porque o sarrafo dele é olímpico.

Vejo isso no dia a dia, pois vivo entre Rio e São Paulo. E o que se discute no Rio é o que se discute em Londres, Nova Iorque e Melbourne. O Rio caminha a
passos largos para ser a metrópole do século XXI. As metas de sustentabilidade do Rio são ambiciosas, claras e factíveis.

São Paulo, que é a cidade maior do país, não pode e não deve ficar para trás, discutindo na próxima campanha eleitoral aquela lenga-lenga de sempre. É obvio  que os problemas são os “de sempre”. Só que as soluções mudaram, e novos problemas surgiram.

Qualidade de vida hoje em São Paulo é morar perto de onde você trabalha. Só que para isso os nossos candidatos a prefeito devem procurar ouvir a Marisa
Moreira Salles e o pessoal do Arq.Futuro, e não apenas as pesquisas de opinião, porque o eleitor não pode antecipar necessidades que não sabe que tem.

Porque não dá pra querer comandar São Paulo sem ouvir o Phillipe Starck. Que, aliás, trabalha uma semana por mês na cidade.

Está na hora de termos um plano urbano audacioso e à altura de São Paulo. Algo que traduza e produza a energia e a ambição desta cidade. Um Faria Lima 2.

Que tal chamar o Alexandre Hohagen, do Facebook, o Fabio Coelho, do Google, e usar a capacidade da internet para repensar os serviços públicos e a organização urbana?

A maior empresa americana de pensar fora da caixa, a Ideo, trabalha hoje em São Paulo, seu time é de munícipes do futuro prefeito e vive ajudando as maiores  empresas brasileiras a serem mundiais, pensarem de outra forma: inspiraria o debate municipal.

Não é bom ouvir a Cisco, a HP, a Microsoft e a Apple sobre como melhorar o trânsito? Porque a tecnologia pode tirar muito mais gente do trânsito do que a
velha engenharia de trânsito. Que tal construirmos um tecnoanel em paralelo ao Rodoanel? E se dermos isenção de impostos para as pessoas trabalharem à noite?  Por exemplo, não pagam IPTU. É claro que eu já comecei a falar bobagem. Mas falar bobagem é o primeiro passo para chegar a coisas diferentes e  revolucionárias.

Um dos grandes passos é mudarmos do marketing político para o marketing público. O marketing político pensa o eleitor, o marketing público vai além e pensa o  cidadão. O marketing político faz a campanha, o marketing público ajuda a pensar políticas públicas. Ou seja, o marketing tradicional pensa na venda, o  marketing moderno, na experiência de comprar, no problema, na fidelização.

São Paulo é a cidade mais energética do País. O novo ciclo de desenvolvimento do Brasil tem tudo a ver com a cidade. Seu “cluster” financeiro comanda nossa
integração crescente e lucrativa com os fluxos de capital globais. Seus serviços de alta qualidade atraem gente do Brasil todo e de muitos países para seus
hospitais, seus ativos culturais e muito mais.

Temos que tirar a arte dos museus e colocá-la nas ruas. Revigorar o nosso centro. Revolucionar a educação desta cidade e botá-la pra concorrer com Xangai e  Bangalore.

Enfim, tocar fogo no debate municipal. Para que os mais jovens assistam aos programas eleitorais.

Em outubro São Paulo vai eleger seu líder global: o prefeito de São Paulo, o homem que vai nos representar no planeta em plena era das cidades. Que vai
conversar com Michael Bloomberg e com o prefeito de Londres. Que vai decidir quantas horas da minha vida eu vou passar no trânsito, o síndico deste mega
prédio de 11 milhões de pessoas (um Portugal).

Não há nada de municipal neste debate municipal. Ele é global. É bom os eleitores não esquecerem isso. E os candidatos e seus homens de marketing também.

Autor: Nizan Guanaes
Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=90284

Reciclar é arte, dicas de Cris Gotz

Não deixem de visitar o Facebook de Tereza Cristina Andrade Araujo que tem as mais lindas dicas de como reciclar com arte. MUST SEE!

A reciclagem de garrafas pet ajuda muito na luta para a retirada de impurezas do meio ambiente, pois ele acaba prejudicando o processo de decomposição dos outros lixos por impermeabilizar algumas camadas de lixo não deixando circular líquidos e gases.

O vidro é um material ideal para a reiclagem e pode, dependendo das circunstâncias, ser infinitamente reciclado. O uso de vidro reciclado em novos recipientes e cerâmicas possibilita a conservação de materiais, a redução do consumo de energia (o que ajuda nações que têm que seguir as diretrizes do Protocolo de Quioto) e reduz o volume de lixo que é enviado para aterros sanitários.

Esta é uma dica do Facebook do SUSTENTADOR da Argentina, confiram no http://www.facebook.com/sustentator

Fonte e fotos: http://www.facebook.com/profile.php?id=1794592013 por Tereza Cristina Andrade Araujo

A polêmica do Lixo Pelotense, por Eduardo Ritter

por Eduardo Ritter*

Conteiner de Pelotas (Foto: Eduardo Ritter).

O novo sistema de coleta de lixo, que está sendo gradativamente implementado no município de Pelotas, está dando o que falar. Desde o início de 2012 foram ampliados o número de containers, com a instalação de centenas de novos equipamentos, apresentando, no máximo, uma distância de 70 a 80 metros entre um container e outro. Os containers servem para a coleta do lixo orgânico. Já o lixo seco é recolhido nas residências nas segundas, quartas e sextas-feiras. Entretanto, por mais que se façam campanhas de conscientização, a população não está se adaptando tão facilmente ao processo e são inúmeros os problemas que estão surgindo e que são percebidos dia a dia nas ruas da área central de Pelotas. E, se o processo pode ser complexo para os moradores, os problemas que estão sendo percebidos são demasiado simples e claros.

O primeiro é o desrespeito a orientação dos containers serem utilizados apenas para lixo orgânico. Nas proximidades da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), por exemplo, onde a redondeza é cercada por bares que vendem latinhas de cerveja e garrafas de litro que são levadas pelos usuários em copos plásticos, todas as manhãs é perceptível: 1) a grande quantidade de lixo na rua e 2) um grande número de lixo seco, como as latinhas e copos plásticos, dentro dos containers. Se já é difícil conscientizar a população sã da cidade, imaginem os bêbados…

Veja o exemplo de Zurique, que é modelo em reciclagem de lixo. Segundo o site Planeta sustentável, na cidade Suiça facilitar o acesso a pontos de coleta seletiva é uma das grandes armas para incentivar a reciclagem. E o governo de Zurique ainda investe em ações de reuso e redução de resíduos porque, lá, o lixo é assunto sério. 70% do aquecimento da cidade é gerado pelo lixo, segundo a jornalista Suzana Camargo que também informou que "esse modelo de sucesso depende de um estreito elo de comprometimento entre governo, indústria e população". Fotos: Suzana Camargo.

Achou o amor no lixo
Como conseqüência, freqüentemente se vê catadores de material reciclável dentro dos containers atirando o que lhes interessa para fora. Além disso, muitas pessoas colocam o lixo misturado em sacolas e, com isso, os catadores abrem as sacolas para pegar o que lhes interessa. Segundo contam outros, os containers, que são grandes, já foi utilizado até por motel por um casal apaixonado sem dinheiro…

Ainda sobre a coleta do lixo orgânico, alguns moradores também reclamam da distância entre um container e outro. Antes era tudo colocado no lixo do prédio ou residência. Entretanto, agora, dependendo do lugar da residência o morador tem que caminhar até 40 metros até o container mais próximo. O que implica numa dificuldade, principalmente para idosos que moram sozinhos, e que complica ainda mais em dias de chuva.

O mesmo vale para o lixo seco. Alguns prédios lacraram as suas lixeiras e orientaram os moradores a colocar o lixo seco ao lado das mesmas. Como é notório, Pelotas é conhecida pela sua população canina nas ruas centrais. Com isso, além dos moradores de rua e dos catadores, os cães também extraviam boa parte desse lixo por ruas e calçadas.
Ou seja, apesar da idéia ser, na teoria, louvável, na prática é muito difícil que ela venha realmente a funcionar. Uma forma simples para resolver o problema seria não lacrar as lixeiras e dar a opção para a população de poder escolher entre as lixeiras prevendo a separação do lixo e os containers. Entretanto, para a maioria da população desinformada o container é, pura e simplesmente, lugar de lixo.

No Brasil a média nacional de reciclagem de lixo é 5%. A reciclagem esté associada a coleta seletiva. Em Buffallo, no EUA, o aumento da frequência de coleta seletiva incrementou o percentual de lixo reciclado da cidade de 10% para 15%. A prefeitura de Buffallo espalhou 70.000 coletores verdes e de duas vezes por mês para duas vezes por semana, segundo o BuffalloNews.com. (Foto: Derek Gee, Buffallo News, 18,jan, 2012)

É comum vermos alguém andando na rua, tomando uma latinha de refrigerante, e, sem pensar, jogar essa latinha dentro de um container. Por mais que se invista em educação, a captação da informação de panfletos, matérias jornalísticas e propagandas não dependem de seus emissores, mas sim, da população. Esse é um dos problemas dos brasileiros em geral, pois eles que se acostumaram com um estado paternalista, ou seja, se o lixo não é recolhido defronte da sua casa, eles não vão andar 40 metros para depositar o lixo num container todos os dias. Esse é um problema de educação, mas que poderia ser amenizado dando alternativas à população. Ou seja, além da educação e orientação, manter as lixeiras tradicionais, com lixo orgânico de um lado e seco de outro, seria mais eficiente e evitaria tantos problemas, nesse caso, para os pelotenses.

*Eduardo Ritter é Professor do curso de jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e doutorando em Comunicação Social da PUCRS.

Este vídeo do YouTube mostra a campanha bem sucedida de alunos universitários para que as latinhas fossem jogadas no lixo certo.

Links relacionados
http://www.buffalonews.com/city/city-hall/article753269.ece
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_467362.shtml
http://www.ecolnews.com.br/gestao_do_lixo_sao_paulo_capital.htm

#SUSTENTABILIDADE: Rio+20 não será uma reedição da ECO92

O embaixador Ricupero parece estar preso a um modelo de conferência que foi importante no passado, a ECO92. A sustentabilidade é o conceito que sofre muita rejeição no meio rural, isto por quelida justamente com a maneira como as pessoas ganham dinheiro a partir de seu trabalho e sua terra. Entender que a sustentabilidade está diretamente ligada a agregar valor e assim gerar rentabilidade e  lucro demanda uma quebra de paradigma. Um bom exemplo é a microdestilaria de etanol na foto ao lado. A economia de escala da monocultura extensiva só é possível a custa de fortes subsídios aos grandes produtores; ela desaparece se contabilizadas as perdas de serviços ambientais e as “externalidades negativas” (custos do impacto ambiental dos agro-químicos aplicados na lavoura).Portanto soluções descentralizadas, que agridem menos o meio ambiente e a biodiversidade e que se adaptam a realidade de cada região são mais lucrativas e a longo prazo prezervam justamente o que dá o sustento ao agronegócio, um ambiente saudável. (LM)

 

Foto: Micro-destilaria de etanol em Guaraciaba (MG)
http://www.ufmg.br/boletim/bol1619/4.shtml

 

Ex-negociador na Eco-92, Ricupero vê dispersão na Rio +20

Um grupo coordenado pelo embaixador Rubens Ricupero deve encaminhar ao governo brasileiro um documento criticando a pauta da Rio +20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que acontecerá em junho, no Rio.

De acordo com Ricupero, a organização da Rio +20 está marginalizando o tema ambiental e erra ao abordar vários assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável de maneira desfocada.

Isso significa, por exemplo, centrar a agenda da conferência no debate sobre a possível criação de uma agência da ONU para o desenvolvimento sustentável.

“O Brasil vive insistindo que temos de ver o lado econômico, o ambiental e o social do desenvolvimento sustentável. Mas qual é o foco? Ninguém sabe. O foco é tudo”, disse Ricupero durante uma reunião sobre a Rio +20 promovida pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“Essa abordagem é incorreta. As pessoas não percebem que o ambiente é a condição de possibilidade dos pilares econômico e social. O foco da conferência Rio +20 deve ser ambiental”, disse.

Para o embaixador, a agenda da Rio +20 deixa de fora um alerta sobre problemas ambientais urgentes, como a extinção acelerada de espécies por causa de mudanças que afetam o clima.

ERA GLACIAL

“O que nos separa da última era glacial é uma diferença de 5 graus Celsius. Se nós tivermos mais 5 graus Celsius a partir de agora, não sabemos o que vai acontecer.”

A movimentação de Ricupero contra a pauta da conferência é simbólica. Ele foi um dos principais nomes da Eco-92, responsável pelo capítulo financeiro do documento resultante da reunião.

Ricupero também já foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Amazônia e do Meio Ambiente de 1993 a 1994.

O texto contra a Rio +20, de acordo com Ricupero, está começando a ser preparado por ele e por colegas como o físico José Goldemberg, da USP, e o ex-deputado ambientalista Fábio Feldmann.

Antes de ser enviado ao governo, o documento será revisado por cientistas e pelo Fórum dos Ex-Ministros do Meio Ambiente, criado para discutir o Código Florestal.

A ideia é que o texto seja incluído na agenda do encontro no Rio. “Mas, se isso não acontecer, queremos que ele seja incluído no debate da sociedade civil”, disse.

Autoras: SABINE RIGHETTI e DENISE MENCHEN DE SÃO PAULO
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1058882-ex-negociador-na-eco-92-ricupero-ve-dispersao-na-rio-20.shtml

#BIKE: integração bicicleta e metrô. #Soluções #simples

Bicicletas “passeam” de trem na Europa e na Asia

A partir de fevereiro metrôs de Taipei, capital de Taiwan, terão espaços dentro de seus vagões para ciclistas acompanhados de suas bikes. Já era permitido o acesso de bicicletas dobráveis dentro de mochilas, mas agora podem ostentar suas duas rodas montadas. Isto já acontece desde 2010 na Dinamarca, onde a Danish State Railways criou espaço nos metrôs que atendem a grande Copenhagen. No Brasil algumas medidas como bicicletas compartilhadas e áreas de estacionamento em áreas centrais da cidade começam a se tornar mais comuns.

Espaço para ciclistas no metrô de Copenhagen.

Identificação do vagão onde há espaços para bicicletas no metrô de Copenhagen. Este tipo de transporte é gratuitamente oferecido pela Danish State Railway, empresa de metrô da capital da Dinamarca. O usuário com uma bicicleta não paga a mais do que a tarifa normal, assim como carrinhos de bebê e cadeiras de rodas.

Primeiro foi no Rio. Agora, em fevereiro de 2012, São Paulo também terá seu sistema de empréstimo de bicicletas. Serão 3.000 magrelas, distribuídas em 300 estações espalhadas por diversos bairros da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a disposição dos pontos de empréstimo deve ser feita de tal forma que garanta a integração do sistema com a rede de trens, metrô e ônibus.O termo de cooperação entre o Itaú e a prefeitura vai durar três anos, com possibilidade de renovação. A cada ano, uma média de cem estações deve ser instalada. (Fonte: http://memoria802.blogspot.com/2012/02/sao-paulo-vai-ganhar-300-estacoes-de.html)

Em Taipei bicicletas dobráveis, que podem ser guardadas em mochilas, são tratados como uma bagagem de mão do passageiro, portanto não há restrições de acesso para passageiros com esses tipos de bicicletas em estações. Bicicletas elétricas, motos movidos a gasolina, e as bicicletas de dois ciclistas não são permitidos no MRT, sigla que dá nome ao sistema de trens urbanos de Taipei. Neste sistama de metrô de Taipei o usuário com a bicicleta paga uma tarifa maior e os lugares são restritos ao primeiro e últimos vagões.

Recentemente Curitiba criou espaço para as bicletas estacionarem em áreas centrais da cidade. São Paulo tem cilco rotas mas me muitas grandes aveindas, como a Av. Paulista, elas são proibidas.

Ciclistas acompanhados de suas magrelas dividem espaço com os usuários de metrô a pé. O metro de Copenhagen disponibiliza racks especiais, integrados aos assentos, eles dão segurança evitando que a bicicleta caia durante o trajeto.