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O #DESCARTE CORRETO DO #LIXO DEPENDE DE QUEM O PRODUZ

Ter atitude, pode ser uma tarefa muito difícil. Mas é a única solução para o descarte apropriado do lixo. A prefeitura é responsável? Com certeza! Mas todos temos parte nisso. O lixo é gerado dentro de casa, a obrigação de cada um é dar o destino correto ao eliminá-lo. Separar adequadamente é o primeiro passo, ter o conhecimento de que determinados materiais precisam de destino específico é o segundo.

No caso dos medicamentos, as substancias químicas podem contaminar a água e o solo, portanto, não podem ser descartados juntamente com o lixo comum e nem pelo vaso sanitário.
Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz comprova que apenas 2,7% têm alguma orientação sobre o assunto. 75,32% descartam em lixo comum e 6,34% descartam pelo vaso sanitário.
A dica é: levar os remédios para o setor de vigilância sanitária da sua cidade. Lá, o material recolhido é incinerado de maneira correta. Além disso, algumas farmácias recolhem os remédios e encaminham elas mesmas para a vigilância.
Bons Exemplos: Algumas cidades já acharam outras alternativas. Em Curitiba, existem postos de coleta de medicamentos nos terminais de ônibus. Já São Paulo recolhe os materiais na UBS (Unidades Básicas de Saúde). O grupo Pão de Açúcar também tem postos de coleta em suas filiais do país.
Remédios são jogados em avenida no Cristal

*por Letícia Mellos

Moradores encontraram uma grande quantidade de medicamentos que foram jogados fora, em frente a uma casa abandonada, na calçada de uma avenida no Bairro Cristal. Foram encontradas ampolas de injeção e comprimidos, todos vencidos, dentro de cinco sacolas pretas.

A denúncia de que estes materiais haviam sido descartados em plena via pública partiu de um motorista de transporte escolar. Ele se disse preocupado com a facilidade que as crianças tinham de acesso às sacolas, já que uma escola particular funciona próximo ao local de descarte.
Um dos medicamentos, utilizado para o tratamento de sequelas de acidentes vasculares e cerebrais, tinha prazo de validade para maio de 2003. De acordo com o DMLU, o material será retirado do local ainda hoje.

Os perigos do descarte de medicamentos
O descarte incorreto de medicamentos, além de causar danos ambientais, é também perigoso para a saúde humana. Neste caso o que chamou a atenção é que a quantidade de medicamentos era grande e foi jogada em um só lugar, mas todos os dias toneladas de medicamentos são colocados de forma inapropriada nos lixos. A farmacêutica industrial Clarissa Wolff Benso de Medeiros, especialista em gestão e tecnologia farmacêutica, lembra que somos nós mesmos, muitas vezes, os grandes responsáveis por esse descarte incorreto. “Acabamos guardando em uma caixa de sapato, em uma gaveta, no banheiro e, quando percebemos, já temos uma farmácia completa de medicamentos vencidos em casa”, explica. E, na hora de se desfazer deste material, muitas vezes não sabemos como fazê-lo.
A farmacêutica salienta ainda que um dos problemas mais comuns é a falta de orientação sobre como ele deve ser feito. Segundo ela, uma recente pesquisa realizada em São Paulo verificou que apenas 2,7% dos entrevistados já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. “Também foi constatado que 75,32% descarta em lixo doméstico e 6,34% na pia e/ou sanitário”, salienta.
Enquanto os projetos de lei sobre o descarte adequado de medicamentos não são aprovados, o correto é procurar empresas que se responsabilizem por este serviço. “Podemos contar com algumas empresas (farmácias, de manipulação e drogarias) que possuem plano de gerenciamento de resíduos que serão recolhidos por uma empresa habilitada pelo órgão sanitário competente para inutiliza-los mediante incineração”, conclui.

* Letícia Mellos, Jornalista – Editora chefe do jornal Meu Bairro – A revista da zona sul de Porto Alegre
http://meubairropoa.com/

#Reduzir #Reutilizar #Reciclar

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A lógica dos 3 R's está Sob o viés da responsabilidade social. Embora para a sociedade consumista isso possa parecer impossível, vamos recordar o que foi discutido no Fórum Mundial da Água que encerrou nesta semana em Marselha, na França: "800 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO NÃO TÊM ACESSO À ÁGUA POTÁVEL: Escassez de água pode gerar conflitos no futuro, dizem especialistas", o que afirmou o professor Genebaldo Dias (no texto ao lado) é que “muitos países desenvolvidos já lidam hoje com conflitos por água, alimento, energia e até por espaço”. Na opinião do professor, é preciso concentrar esforços na gestão destes conflitos. Então, se não houver concientização urgente as guerras por recursos naturais serão inevitáveis.

Rio+20 terá que propor novos padrões de produção e consumo, avalia deputado

Duas décadas após a realização da Rio 92, o Brasil voltará a receber, entre os dias 13 e 22 de junho, chefes de Estado, lideranças políticas e empresariais, cientistas e ambientalistas interessados em discutir novos rumos para o desenvolvimento do planeta. A cidade escolhida é a mesma, o Rio de Janeiro, mas este ano a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 – deverá ir além da questão ambiental, avançando na direção de um modelo de economia verde.
“A Rio 92 mudou uma série de concepções a respeito da saúde do planeta e provou, por exemplo, que as mudanças climáticas são um sério problema mundial”, disse o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Sarney Filho (PV-MA). Entretanto, segundo ele, muito pouco tem sido feito para controlar ou reverter essa situação. “O atual modelo econômico está falido e ameaça não só a vida do homem, mas também a vida do planeta tal como a conhecemos.”
Para Sarney Filho, que participou da Rio 92 como parlamentar, um dos principais desafios da conferência deste ano será produzir normas internacionais que sejam respeitadas e cumpridas por todos os países. “Só assim será possível promover alterações nos atuais padrões de produção e de consumo”, disse. “Por isso entendo que a Rio+20 vai focar muito na economia verde e na redução da pobreza”, completou.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), acredita que, ao reunir quase 200 chefes de Estado, a Rio+20 cria um espaço importante de debates sobre questões ambientais e, principalmente, sobre políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. “A Câmara está trabalhando, por meio de suas comissões, para auxiliar a atuação dos deputados na Rio+20”, disse ele, destacando a criação de duas subcomissões para tratar exclusivamente de temas ligados à conferência.
Maia disse ainda que o fato de o Congresso estar discutindo atualmente mudanças no Código Florestal pode contribuir para os debates. “Será uma oportunidade para darmos nossa contribuição a partir de experiências com a produção de alimentos de qualidade e com ferramentas de proteção do meio ambiente”, acrescentou.
Modelo de desenvolvimento
Segundo especialistas, não existe mais espaço para modelos de desenvolvimento que deixem de incluir na contabilidade empresarial a escassez de recursos naturais, as desigualdades sociais e outros fatores, como a poluição e o desmatamento. Após a Rio 92, que consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável, governos, empresas e organizações da sociedade civil já vêm dando os primeiros passos para estimular a proteção de ativos ambientais e sociais nas cadeias de negócios.
A conferência de 92, entre outros desdobramentos, deu origem a três convenções que tratam de biodiversidade, desertificação e mudanças climáticas e também aprovou a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), além de ter inspirado muitos países a instituírem legislações nacionais de proteção ambiental. Mas, para muitos, o principal documento produzido foi o Agenda 21, em referência ao compromisso de cada um dos 179 países participantes com a adoção de métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica no século 21.
Apesar das metas propostas e de alguns avanços, para o professor de Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB) Genebaldo Dias a aplicação prática do conceito de desenvolvimento sustentável continua sendo uma utopia desejada. “Se pegarmos a questão do clima, a única maneira de promover o desenvolvimento sustentável é reduzindo o consumo, o que em uma sociedade extremamente consumista é o mesmo que pedir a alguém para não respirar”, disse Dias.
Na opinião do professor, a única saída viável é concentrar esforços na gestão de conflitos. “Muitos países desenvolvidos já lidam hoje com conflitos por água, alimento, energia e até por espaço”, disse. Ele acredita que para atender a um aumento populacional mundial de cerca de 75 milhões de pessoas ao ano, o mundo deve repensar alguns hábitos da vida moderna.

fonte: http://correiodobrasil.com.br/rio20-tera-que-propor-novos-padroes-de-producao-e-consumo-avalia-deputado/409265/

imagem:http://2.bp.blogspot.com/_glyLfBk9Cic/TLo36g2nmDI/AAAAAAAATys/k5C_lLHnN6s/s1600/Charge_FALTA-DE-AGUA.jpg