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Fenômeno raro assusta Australianos

Desafio para o Fantástico!

997086_725696290857121_2923838810359996589_nEstá na rede – O aparecimento de uma nuvem rara no céu da Austrália assusta moradores. O site Climatologia Geográfica traz a seguinte explicação: “Uma nuvem rara, conhecida como “Nuvem Perfurada”, apareceu no céu de Wonthaggi, na Austrália. A formação, que possuía um incrível arco-íris em seu interior, acontece quando as gotículas de água presentes em uma nuvem congelam em cristais grandes o suficiente para ficarem sob a camada das nuvens.”

Diego Rhamon do IFPB – Instituto Federal da Paraíba, explica que o “arco-íris” chama-se arco circun-horizontal, formado pela refração de cristais de gelo das nuvens altas (Cirrus, no caso) e só se forma quando o Sol está alto, um processo bem diferente do arco-íris. Segundo essas nuvens perfuradas (ou buraco fallstreak) não necessariamente têm o arco; nesse caso houve a coincidência de a nuvem que está no meio do buraco (que é de outro tipo, com cristais de gelo, ao contrário das que estão ao redor que são feitas de gotas de água) estar no local exato da ocorrência do arco circun-horizontal. Por isso o arco só aparece onde está a nuvem do meio do buraco.”

Bem, está dada a explicação, agora falta o DETETIVE VIRTUAL explicar no show da vida se esse fenômeno raro é real #taNaRede

fonte: http://climatologiageografica.com/nuvem-estranha-assusta-moradores-na-australia/

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#Twitter nas #Eleições2012: É impossível proibir o canto dos pássaros

por Luciano Medina Martins

É possível censurar as mídias sociais e controlar o conteúdo político compartilhado nelas? O TSE acredita que sim.Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral, em vigor desde 13 de dezembro de 2011 e que trata sobre a propaganda eleitoral de 2012, disciplina a utilização desta modalidade de divulgação que traz novidades para o pleito eleitoral municipal.
A propaganda na internet estará liberada a partir do dia 6 de julho e poderá ser feita em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País. Poderá ainda ocorrer em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico também comunicado à Justiça Eleitoral; por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação, e ainda por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural.
Mas a resolução proíbe a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet. Também é vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral em sítios governamentais ou de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. A violação da norma sujeita o responsável pela divulgação da propaganda e o candidato beneficiário, quando comprovado seu prévio conhecimento, à multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil.

Fonte: regionaljornal.blogspot.com.br

A recente decisão do TSE, em que através de uma normativa proíbe o uso da internet para campanhas é mais uma dessas normas jurídicas que já nascem mortas, por nunca terem tido vida. O TSE se expõe ao ridículo ao tentar opinar e se impor em uma matéria da qual não dispõe conhecimento ou experiência para tratar. Imagine como é difícil para um juiz de carreira opinar sobre nanocondutores, ou sobre cirurgia cerebral ou ainda sobre pesquisa de partículas. Decisões sobre assuntos técnicos, para os quais os juízes não tem formação para tratar, precisam estar abalizados por laudos técnicos e opiniões de especialistas nas áreas, o que não ocorreu no caso da PROIBIÇÃO DO USO DA INTERNET para fazer-se campanhas políticas antes do prazo legal, e acabou dando no que deu: um vexame.

Imagine querer proibir a chuva, ou proibir a incidência do sol, ou o cantar dos pássaros. O Twitter (corruptela para o verbo em inglês que se refere ao cantar dos pássaros) não tem como ser contido ou controlado quanto ao seu conteúdo justamente pelo formato deste microblog. Por uma razão semelhante é impossível controlar o conteúdo de todas as ligações telefônicas de uma nação inteira, assim como é impossível controlar o que as pessoas compartilham em redes sociais, microblogs e outros áreas do chamado cyberspace, ou mais especificamente do Twitter.

O governo Chinês proibiu em seu território este famoso microblog de mensagens curtas, sem muito sucesso, isto com todo o aparato repressivo disponibilizado para as autoridades chinesas. Mesmo assim a chamada “Revolução Jasmin” continua, e os protestos contra a falta de liberdade política na China não param. Do alto de suas excelsas torres de marfim os ministros do TSE acreditam que com um “canetaço” podem proibir as pessoas de falarem sobre quem elas quiserem nas redes sociais e microblogs, sejam estas pessoas atores de TV, candidatos a prefeito ou a menina bonita da esquina.

As novidades sempre assustam aqueles que não as conhecem direito, parece que estamos diante de uma destas situações. Sem entender direito como funcionam as redes sociais os altos juristas do TSE acreditam, ingenuamente, que podem proibir as “campanhas políticas” pelas redes sociais. Quando a pessoa de um candidato encontra seus amigos, casualmente, em um passeio pelo shopping isto é campanha? Quando as pessoas falam de uma pessoa, que é canditada, em uma mesa de bar, isto é campanha? Quando um candidato pendura uma faixa com seu nome dentro de sua sala de estar, isto é campanha? Claro que estas situações não são campanha, mesmo que um candidato peça votos, quando encontra seus amigos na esquina de sua casa, isto não é uma “campanha” sob o ponto de vista formal, é simplesmente interação pessoal.

Sob o ponto de vista dos conceitos jurídicos o TSE tropeçou, assim como muitas das instituições brasileiras, na diferença entre o público e o privado, entre o que está no âmbito pessoal e faz parte da vida privada das pessoas, e daquilo que é público e atinge o andamento dos poderes públicos (legislativo, executivo e judiciário). No Brasil o tempo todo se confunde o público e o privado, e nossos tribunais não estão fora da confusão. Assim como é absurdo e confuso querer controlar o conteúdo de uma ligação telefônica, que é privada, também é absurdo querer controlar o conteúdo das mensagem compartilhadas nas redes sociais e microblogs, que são privados. Mesmo que as empresas que operam as linhas telefônicas sejam concessões públicas, seu conteúdo é privado.

Como dica libertária a todos os candidatos ao pleito de 2012 pode-se tranquilamente afirmar que o TSE pode querer proibir os candidatos de pedirem votos, mas nada impede as pessoas que NÃO SÃO CANDIDATOS de falarem de suas preferências políticas e eleitorais, e, por isso, a norma do TSE simplesmente chove no molhado e cai na vala das leis que não tem como serem aplicadas. Assim como em outros países onde os governos são repressivos das manifestações políticas, no Brasil vale a mesma regra para todos os ativistas e candidatos, sejam espertos e aprendam a burlar estas normas mal elaboradas e que afrontam liberdades básicas e inalienáveis, por princípio.

#solução para os buracos das ruas: Campanhas bem #Humoradas na internet

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A falta de reparos em ruas e avenidas de inúmeras cidades permitem que o problema dos buracos se agrave. Em épocas de chuvas então é que o perigo se multiplica. Cansados de pedidos e solicitações em vão, moradores organizaram campanhas críticas e bem humoradas pelas redes sociais para chamar atenção.

Moradores de várias regiões do país fazem protesto contra buracos

A ideia é mobilizar as pessoas e chamar atenção das autoridades. A forma que milhares de brasileiros encontraram para botar a boca no trombone é a internet.

O susto veio logo depois de um temporal. O enorme buraco e o córrego que passa embaixo ameaçam quarenta casas no chamado Ladeirão do Morumbi, em São Paulo. Os moradores tiveram que sair. O caso realmente é grave e envolve risco grande. Por isso, dois dias depois o buraco já começou a ser consertado.
Pelo Brasil, há buracos abertos há muito tempo. Contra eles, existe um novo tipo de protesto e mobilização. É com uma boa dose de ironia que as reclamações contra os buracos ganham cada vez mais seguidores nas redes sociais. Tem até concurso para eleger o buraco mais bonito de Joinville, Santa Catarina.
Em Trindade, na região metropolitana de Goiânia, um morador decidiu mapear os buracos pela internet. Em duas semanas, conseguiu reunir quase 400 colaboradores.
Em Frutal, no Triângulo Mineiro, a mobilização feita pela internet ganhou as ruas. Os moradores foram convocados pelas redes sociais. Em quatro horas, foram pintados 89 buracos em uma mesma rua.
Em Barbacena, no interior de Minas Gerais, a mobilização na internet e a tinta também foram usadas para chamar a atenção de quem tem obrigação, mas parece não ouvir as reclamações.
Para mostrar o descontentamento com a solução que não chega, em Cuiabá, os moradores plantaram uma bananeira em um buraco.
Em Belém do Pará, um ciclista caiu em um buraco encoberto pela água.
Outro buraco em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, é do tipo vai e volta. Há dois anos, consertos mal feitos fazem com que ele esteja sempre ali e, muitas vezes, em companhia de vários outros.
O assistente administrativo Carlos Eduardo Correia decidiu se juntar aos descontentes da internet. “Se você ficar só vendo e não tomar uma providência, alguém tem que botar a boca no trombone e falar alguma coisa. Você está pagando seus impostos, você tem que ter os diretos como cidadão”.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/03/moradores-de-varias-regioes-do-pais-fazem-protesto-contra-buracos.html

Em Porto Alegre um grupo comparou os buracos da cidade com um enorme campo de golf, confira o vídeo abaixo:

#Twitter nas eleições 2012: Liberdade de expressão é crime eleitoral?

*Por Eugênio Bucci

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Participar de uma rede social é um direito do cidadão, da mesma forma que o direito de ir e vir. Tudo muda quanto à sua forma de utilização. imagem: http://migre.me/8nXlH

Dura lex, obsoleta lex

Há uma semana o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou uma decisão, data venia, desconcertante: proibiu que candidatos a cargos eletivos digam no Twitter que são candidatos. A proibição estende-se aos partidos políticos. Assim, acabou valendo para a famosa rede social dos 140 caracteres a regra que já é aplicada ao rádio e à televisão: propaganda de candidatos, só depois do início oficial do período de campanha eleitoral. Os políticos e seus partidos só poderão falar de suas candidaturas no Twitter depois do dia 5 de julho. O veredicto gerou mal-estar.

A egrégia Corte registrou um escore deveras apertado: quatro ministros favoráveis ao veto derrotaram outros três que não viam razão para adotá-lo. Foi algo inesperado. Aqui, poderíamos dizer do Poder Judiciário o que frequentemente falam do futebol: de vez em quando ele se revela uma caixinha de surpresas. É verdade que ainda não nos encontramos diante daquele cenário irrecorrível a que dão o nome de trânsito em julgado. Ainda existe margem para que a decisão seja revista. Com base nisso, um partido político, o PPS, tenta obter uma reconsideração da matéria, recorrendo ao Supremo Tribunal Federal. Veremos no que vai dar.

Ninguém aqui, neste espaço, pretende ensinar a razoabilidade a jurisconsultos. Lembremos que, fora esse incidente, o TSE vem conquistando visibilidade mundial, claramente positiva, como um tribunal em que a justiça é ágil e avançada. Que fique bem claro: não é o caso de criticar nominalmente nenhum dos ministros da Corte. Não há dúvida de que o princípio que os move é a proteção do eleitor diante dos eventuais abusos do poder econômico, que tem condições de mobilizar suas máquinas de propaganda e, com isso, desequilibrar a disputa. O que cabe a um artigo de jornal, nesse caso, é apenas uma tentativa de compreender e debater o fundamento da posição que prevaleceu. Em que tipo de raciocínio essa decisão se apoia? Quais são suas bases lógicas?

Não há muita polêmica em relação aos parâmetros que regem a campanha política nas emissoras de rádio e de televisão. Essas regras se tornaram um consenso nacional. Na TV e no rádio a campanha só pode ir ao ar dentro de um período determinado – o período eleitoral, esse mesmo que será aberto agora, no dia 5 de julho, e que se estende até a data em que o eleitor vai às urnas. A Justiça Eleitoral também distribui a exposição dos candidatos nas emissoras de acordo com a representatividade das coligações partidárias. Nada mais justo. Se um único partido, ou um candidato, pudesse fazer mais propaganda que todos os demais só porque tem mais dinheiro, poderia viciar a eleição. Claro que em outros países, como nos Estados Unidos, onde o sistema se baseia no bipartidarismo, os efeitos da propaganda paga são menos perversos. No Brasil, porém, com essas dezenas de siglas cujas identidades se confundem, um único partideco endinheirado pode promover a maior confusão e melar o jogo.

Em nosso país, em suma, o equilíbrio da disputa depende de uma repartição racional do tempo de TV e de rádio entre os vários candidatos. Isso é a expressão da justiça. Para o bem do eleitor e da democracia, a exposição das diversas candidaturas nos meios de comunicação de massa – rádio e TV – precisa ser disciplinada por lei.

Se isso é válido para a TV, por que não seria válido para o Twitter? Aqui provavelmente repousa a armadilha em que caiu a decisão do TSE. A analogia, nesse caso, carece de fundamento lógico. Pior ainda: se artificialmente aplicada, produz injustiça. Não é tão difícil entender por quê.

As emissoras de rádio e televisão são feitas de espaços e tempos finitos, uma característica que as diferencia total e radicalmente das redes sociais da era digital. Numa cidade cabem apenas algumas estações de rádio e TV – e, dentro delas, o dia tem apenas 24 horas. Não mais. Daí que, no caso das eleições brasileiras, com as particularidades do nosso sistema partidário, assegurar por lei que os partidos tenham lugar proporcional dentro delas é indispensável para o equilíbrio da campanha. Sem isso os partidos mais ricos acabariam comprando os espaços que poderiam ir para os partidos mais pobres e teríamos assimetrias insanáveis.

Isto posto, muita atenção: com o Twitter, o espaço e o tempo não são finitos. Simples assim: não são finitos. Todo mundo pode postar o que quiser, por quantas horas quiser, quantas vezes quiser. É o cidadão que vai decidir, depois, o que quer ler e quando, mais ou menos como numa grande biblioteca virtual: os conteúdos estão todos lá, à espera de quem os queira, e o leitor é que vai escolher o que ler. Mais ainda: se ele quiser deixar para ler mais tarde, a mensagem continuará lá, não vai fugir pelos ares.

Quando um candidato diz alguma coisa no Twitter, ele não se está apropriando de um tempo ou de um espaço que poderiam ser de outro candidato. Não há distorção, não há iniquidades. Além disso, não é necessário dinheiro para que alguém coloque qualquer mensagem no Twitter. Trata-se de um canal aberto a todos os que nele se queiram manifestar. Portanto, as redes sociais não podem nem devem ser equiparadas ao rádio e à televisão para efeitos de campanha eleitoral. Nelas, franquear a todos o direito de voz é o melhor caminho para se alcançar o equilíbrio.

Fora o que, há o critério protojurídico do ridículo, que, se bem observado, previne a tentação das decisões ineficazes. Como se pode impedir alguém de se declarar candidato se esse alguém vive repetindo isso nos jornais, nas palestras, nos seus telefonemas, nos seus e-mails? O Twitter não é propaganda paga, mas um fato da vida, como as notícias, as salas de aula, as conversas entre amigos (ainda que entabuladas em público).

Proibir um sujeito de falar de si mesmo numa rede social é um pouco ridículo.

*Jornalista, professor da ECA-USP e da ESPM
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,dura-lex-obsoleta-lex-,851730,0.htm