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A #Gestão ideal para os #Resíduos #Sólidos

Cerca de 50% dos municípios brasileiros ainda não elaboraram seus planos de gestão em resíduos sólidos. Até o próximo dia 02 de agosto os municípios que não entregaram seus projetos ficarão sem receber recursos federais.

No Rio Grande do Sul a Comissão de Saúde e Meio Ambiente através da subcomissão de Resíduos Sólidos realizou diversas audiências públicas regionais de orientação e constituição dos trabalhos. À frente desta organização o coordenador e relator desta subcomissão, deputado Jurandir Maciel nos concedeu uma entrevista e detalhou o que é, na sua opinião, uma gestão ideal para os resíduos sólidos.

Movimento Municipalista- Deputado, como seria uma gestão ideal para o lixo?

Deputado Jurandir-  “O caminho ideal é que todo resíduo sólido  produzido pela população seja encaminhado somente à aterros sanitários licenciados e com o devido cuidado geológico definido por profissionais. Aterros que não estejam localizados próximos a mananciais, descartando o risco de contaminação da água”.

Dentro do plano nacional de resíduos sólidos estão contemplados encaminhamentos a materiais que até então na têm destinos corretos, como é o caso dos lixos eletrônicos, os quais já renderam ao Brasil o título de maior produtor do mundo. Para dar destino ao lixo eletrônico foi criada a “política reversa” do lixo, explica Jurandir, em que o produtor destes materiais é responsável pelo recolhimento do mesmo: Por exemplo, os fabricantes de geladeiras deverão realizar o recolhimento de geladeiras quando assim for solicitado. O mesmo deverá acontecer com pneus, lâmpadas, eletroeletrônicos, agrotóxicos, pilhas, baterias, óleos lubrificantes, computadores, entre outros.

Segundo o deputado Jurandir, a maior parte do lixo produzido, cerca de 95% em volume e peso, é o lixo produzido pela população, em residências, bares, restaurantes, mercados, hotéis, enfim, é o chamado lixo não contaminante e ele deve ser devidamente separado no local onde é produzido. Neste caso, é importante que a população colabore com a separação correta.

E em terceiro lugar, a gestão ideal para o lixo, segundo o deputado, inclui uma nova construção social com a inserção dos catadores. Neste processo, os catadores tem uma nova configuração, a verdadeira forma que é preconizada pelo plano nacional de resíduos sólidos, que determina que os municípios devem promover a inserção social desta classe. “Em nosso relatório está bem claro que isso deve ser feito no ponto de vista familiar em primeiro lugar, de identificação das condições educacionais, sociais e familiares. Promovendo esta identificação, passa-se para o resgate habitacional, para que eles tenham um local adequado de morar, de preferência perto às usinas de reciclagem, também para que sua casa não se torne um pátio de separação de lixo”.

Conforme explicou o deputado Jurandir Maciel: O item resgate educacional é contemplado desde a alfabetização até o aprimoramento desta aprendizagem que contempla a formação profissional destes trabalhadores. De forma que os catadores possam realmente interagir com os resíduos de tal sorte que eles tenham conhecimento de toda a cadeia e de toda forma de destinação e cuidados com o lixo e que eles possam ser agentes ambientais fornecedores de conhecimento cultural na sociedade.

E para completar, que os catadores recebam proteção previdenciária, assistência de governo através da formalização profissional. Inclusive, já foi encaminhado junto à câmara federal, já passou por todas as comissões faltando pouco para a sua aprovação. A partir daí, efetivamente os catadores irão possuir status profissional. A nomenclatura escolhida foi a de catador, escolhida por eles, é assim que querem ser chamados, explica.

O plano nacional de resíduos sólidos contempla também exigências às usinas de reciclagem. Os galpões das usinas deverão ter os padrões arquitetônicos apropriados, elaborados por especialistas, com equipamentos adequados, “não somente com aquelas prensas hidráulicas que já mutilaram diversas pessoas”. As usinas precisam de equipamentos com estrutura tecnológica adequados que não retirem mão de obra mas que tirem estas pessoas das condições sub-humanas de trabalho a que são submetidas atualmente, finaliza.

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Maior autonomia dos municípios pode favorecer cidades gaúchas nos casos de seca, afirma deputada Zilá

Deputada Zilá (PSDB/RS) fala sobre municipalismo, autonomia municipal e bons exemplos.

Conversamos com a Deputada Zilá Breitenbach (PSDB – RS) sobre municipalismo, soluções locais e autonomia dos municípios.  Ela já foi prefeita do município de Três Passos e nos fala sobre como buscou e implementou bons exemplos de outros municípios. A deputada é uma entusiasta pela formação de uma Frente Parlamentar do Municipalismo na ALERGS, que pode ajudar os municípios a focarem mais em suas necessidades e realidades.

MM – Como a Autonomia Municipal pode ajudar no avanço e no desenvolvimento do Estado?

Deputada Zilá – As regiões do estado do Rio Grande do Sul, juntamente com seus Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento) possuem planos para o desenvolvimento municipal, e estes planejamentos de gestão têm um foco regionalizado de ações e de prioridades de governo. O que está faltando é uma ligação entre estes planejamentos. Os governos federal e estadual fazem os seus planos e os municípios são obrigados a se adaptar, independente de suas peculiaridades regionais.

Vemos tantos projetos que não têm nada a ver com algumas realidades municipais sendo implantados nos municípios por que o prefeito também se vê em uma ”saia justa”, pois se ele não buscar aquele dinheiro que ele foi desafiado a buscar, seja via emendas, ou sejam através de outras ações. Este prefeito não faze nada. Então ele vai desenvolvendo, muitas vezes ações que não fazem parte do seu planejamento.

A falta de autonomia municipal, na minha opinião, vem impedindo uma construção mais forte do municipalismo. Além dos municípios não terem autonomia financeira eles não tem autonomia administrativa. Por exemplo, se o município não tiver ações estratégicas para o programa saúde da família ele não recebe aquele recurso. Os prefeitos não têm a liberdade de escolher quais os programas querem realizar em seus municípios, eles têm que seguir o que é imposto à eles.

Maior Autonomia Municipal poderia favorecer municípios e o Estado em casos de seca, atualmente somente 13% está sendo investido. Nestes casos não existe planejamento a curto, médio ou a longo prazo. É sempre no “afogadilho” que resolvemos as coisas, quando acontecem as secas começam as distribuições de suplementos, mas nada tem planejamento, se os municípios tivessem mais autonomia suas verbas e seus orçamentos não ficariam tão engessados.

Os prefeitos recebem os recursos do Estado e da União já com destino certo, e é obrigação cumprir o que o Estado determina. Com isso os prefeitos muitas vezes deixam de aplicar um plano estratégico que realmente pudesse atender suas prioridades.

Deveria ser avaliado as condições de população, área territorial, situações sócio econômicas, para a partir daí, tomar-se a decisão sobre quais os projetos são compatíveis para aquele município. Acredito que dessa forma avançaríamos muito mais e teríamos um trabalho mais forte. Aqui no Estado, nós temos organizações atuantes, temos a Famurs e temos as associações regionais. Essas associações regionais se fortaleceram muito, elas têm metas e objetivos bem definidos, são associações regionais fortes, mas ainda está faltando haver uma integração de todas estas entidades. Aqui mesmo na Assembléia a gente vê claramente isso, quando acontecem votações de projetos de interesse do municipalismo as organizações não comparecem, nem mesmo os prefeitos comparecem. Deveria haver maior mobilização das entidades organizadas.

Ontem mesmo tivemos uma grande conquista aqui na assembleia que foi a criação da Microregião Celeiro . Bem no início do governo Tarso encaminhamos este projeto e ele foi rejeitado pelo governo na íntegra, mas não desanimei. Com o apoio do secretário estadual de planejamento João Motta, a Famurs e nossa associação regional a Amuceleiro, elaboramos um novo projeto e agora recebemos esta aprovação.

MM – Uma Frente Parlamentar pode fortalecer o municipalismo?

Deputada Zilá – Uma Frente Parlamentar Municipalista, unida às forças que já existem, que são as associações regionais, a Famurs, poderá impulsionar ainda mais a luta dos municípios.

Uma frente não é regimental, não tem apoio institucional da Assembleia Legislativa, ela é uma ação que o deputado faz. Esta ação bem trabalhada, bem divulgada e construída poderá alavancar e muito o trabalho que já vem sendo realizado e com uma maior participação envolvimento da Assembléia Legislativa. Muitos avanços vem sendo alcançados na Comissão de Assuntos Municipais, mas eu percebo que ainda falta maior integração, por que os projetos de interesse municipal e regional devem ser melhor debatidos e melhor organizados, tanto o debate sobre saúde, educação, meio ambiente agricultura, enfim, uma frente parlamentar poderá envolver mais aqueles que irão obter os reflexos das leis. Se estas discussões não forem organizadas elas não avançam.

A Frente Parlamentar, inicialmente, precisa fazer um diagnóstico com o seguinte questionamento: De que forma os prefeitos estão vendo a presença e as ações do Estado e da União na construção do desenvolvimento de cada um dos municípios e suas regiões?

Tenho a certeza que estamos no caminho certo, somente precisamos descobrir o caminho para melhorar e a gente sabe que tem que melhorar. Principalmente no que diz respeito a União. Veja o exemplo das grandes marchas dos prefeitos à Brasília. Muitas vezes os prefeitos não ficam no foco, cada um vai atrás das suas emendas e acabam se dispersando. Os mais de 5 mil prefeitos do Brasil não conseguem reformas por que não trabalham como uma única força. Nós somente iremos obter os resultados desejados quando fizermos uma grande pressão. Enquanto essas reformas não acontecem, os municípios cada vez mais são penalizados, por que o pedacinho do bolo da distribuição das receitas é cada vez menor. E em um Estado endividado como o nosso ficamos apenas no cumprimento do que é obrigação e dessa forma não tem como fazer uma ação propositiva. Eu acredito que uma Frente Parlamentar, além de fazer um bom diagnóstico e levantar todas as questões que estão no gargalo, poderá avançar muito no desenvolvimento dos municípios. Afinal, são 5.565 municípios em todo o país trabalhando e elegendo deputados e não estão conseguindo reformas. Todos não estamos sabendo usar a força que temos, precisamos de uma política mais focada.

Neste momento de eleições municipais uma Frente Parlamentar Municipalista é muito oportuna ,ela poderá levar para o próximo governo as necessidades e os gargalos da sociedade gaúcha.

Os governos criam programas e quem tem que executar são os municípios. Quando o programa é implantado é uma festa, vai ter dinheiro, vai ser uma maravilha! Depois que a comunidade recebeu os programas e se acostumou com ele, aí a verba começa a diminuir e na maioria das vezes a responsabilidade fica para o município. Um exemplo bem clássico é a área da saúde em que os procedimentos estão cada vez mais caros, o SUS está cada vez mais defasado nas suas tabelas e a dificuldade de conseguir profissionais é cada vez maior em função dos baixos recursos.

MM- Soluções locais e bons exemplos municipais tem sido valorizados?

Deputada Zilá – Todo projeto deve ser avaliado e reorganizado para que ele não se perca no meio ando caminho. Na minha região, noroeste do Estado, tínhamos um grande projeto, que já serviu de modelo para todo o Brasil, que era o tratamento de resíduos sólidos.

Quando fui prefeita de Três Passos levei este projeto para diversas capitais do Brasil, mostrando como municípios pequenos podem encontrar soluções. Este é um exemplo de que bons projetos precisam de continuidade.

Na prefeitura de Três Passos valorizei experiências de outros municípios. Fomos buscar novas experiências no Brasil todo, fui para o Estado do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, entre outros, para ver de perto suas boas ideias. Mesmo que em algumas ocasiões percebesse que aquela ideia não se adaptava ao meu município. Mesmo assim sempre podemos aproveitar algo e trouxemos muitos bons exemplos.

A partir de experiências exitosas, e alguns aperfeiçoamentos e adaptações necessárias, é possível obter resultados ainda melhores. Esta é uma questão fundamental que a Frente Parlamentar deve abordar.

Outro problema é quando bons exemplos de projetos terminam ao findar o mandato. Uma Frente Parlamentar pode fazer este trabalho de incentivo para que haja continuidade, proferindo grandes debates ela poderá se inserir nas reuniões regionais de prefeitos e os projetos que nos Coredes possuem para elevar o desenvolvimento das regiões.

Fonte: regiaoceleiro.com.br

O PLC (Projeto de Lei Complementar) que cria a Microregião Celeiro foi aprovado, na última terça-feira (12) e segue para sanção do governador.  Com a criação da Microrregião serão implementadas ações articuladas entre Estado, prefeituras e diferentes entidades da comunidade, dos 21 municípios da região visando o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Veja mais detalhes no site da deputada Zilá: http://deputadazila.com.br/blog/?p=2918

O LIXO VAI ACABAR NOS LIQUIDANDO SE NÃO TOMARMOS CONSCIÊNCIA

ENTREVISTA

Deputado Paulo Borges, o “homen do tempo” e campeão de votos, fala de lixo, sustentabilidade e mobilidade urbana

“Sobre sustentabilidade muito se fala, mas se executa pouco. O lixo vai acabar nos liquidando se não tomarmos consciência.” Deputado estadual Paulo Borges (Foto: Movimento Municipalista)

Sustentabilidade está ligada a soluções locais e à maior autonomia dos municípios na busca de alternativas para mobilidade urbana, limpeza e reciclagem de lixo e até mesmo a produção de energia. Conversarmos com o Deputado Estadual Paulo Borges sobre estas questões. Ele nos falou de sua iniciativa de compor uma frente parlamentar municipalista do Rio Grande do Sul, e de como ouvindo mais os políticos locais se pode gerar soluções mais eficientes para cada região, valorizando os bons exemplos de municípios que tem muito a ensinar sobre suas boas práticas.

MM – De que maneira uma Frente Parlamentar municipalista pode ajudar os município?

A educação do lixo:  O lixo demanda de soluções, em grandes cidades o problema é ainda maior. Hoje em Porto Alegre, a capital dos gaúchos, não existem nem se quer lugares apropriados para depositar o lixo antes mesmo dele ser recolhido, muito menos uma política de reciclagem destes resíduos.
Se cada um fizer a sua parte, podemos ajudar a minimizar os problemas causados pelo lixo. Na escola os professores ensinam as crianças, em casa os pais dão o exemplo com a separação correta e nas ruas a prefeitura tem a sua responsabilidade de fornecer lixeiras e um sistema eficiente de recolhimento.
Foto tirada pelo próprio deputado Paulo Borges de flagrante de lixo acumulado na Av. Bento Gonçalves, em Porto Alegre.

PB – A Frente parlamentar tem uma força muito grande aqui dentro da assembléia legislativa, não somente no Rio Grande do Sul mas também em todo o Brasil. Eu sou presidente de uma delas e por isso tenho essa experiência. Sou presidente da frente parlamentar de combate ao câncer e a tuberculose no Estado, que hoje é um grande problema aqui no Rio Grande do Sul. Eu acredito que depois que criamos esta frente começaram a diminuir os índices, por que uma série de pesquisas está trazendo grandes resultados, em um Estado onde a tuberculose é campeã. Por isso que eu acredito muito em uma frente parlamentar. E uma frente parlamentar municipalista para tratar assuntos específicos dos municípios é uma idéia genial. Nós já estamos encaminhando alguns pedidos, temos um tramite aqui na assembléia para a criação desta frente parlamentar e obviamente depois deste passo, conseguiremos reunir boa parte da sociedade para os encontros, assim como eu já faço na Frente Parlamentar de combate ao câncer e a tuberculose. Uma Frente Parlamentar causa um efeito magnífico, por que as pessoas que já trabalham com esse conteúdo, ou mesmo pessoas da sociedade civil que tem interesse em trazer pra gente as dificuldades do seu município poderão participar deste debate, a gente obviamente vai trabalhar em grupos de pessoas que entendem deste processo, inclusive a gente faz questão de formar esta frente parlamentar com pessoas que dominam o assunto para que a gente comece a achar soluções.

MM – Em que sentido a Autonomia municipal pode avançar?

Ônibus com “porta bikes”: E para aqueles que moram muito longe do trabalho e que poderia fazer um trecho do caminho de bicicleta? A Solução é simples, fácil e barata, em Los Angeles, os ônibus têm suporte para carregar bicicletas, esta solução facilita a vida dos ciclistas e traz uma solução quando o mesmo é surpreendido por uma chuva por exemplo.  (Foto: movimentomunicipalista.wordpress)

PB – Os municípios estão um pouco abandonados pela união e pra funcionar bem todos dependem do bom andamento dos municípios, em todos os sentidos. Mas o que acontece hoje, é que a política está muito concentrada no macro e no que o governo federal pode fazer para resolver os problemas das pessoas. Eu acho que as coisas devem ser resolvidas localmente. A autonomia municipal deve existir, mas deve ser real, não somente fictícia e as pessoas tem que poder participar das decisões do seu município. Os partidos devem respeitar a situação local do político local, por que o político local é quem sabe muito bem as necessidades do povo que mora lá. Nós não temos como influenciar, ou dizer como um município do Rio Grande do Sul tem que trabalhar sua política local, eles é que sabem, eles é que tem que nos dar esta aula. Isso que é importante para conseguirmos consagrar realmente a autonomia dos municípios.

MM – De que maneira a autonomia pode ajudar os municípios a avançarem nas questões ligadas à Sustentabilidade?

Ônibus trem: Soluções criativas para os maiores problemas das cidades. Que tal um trem que anda sobre os carros? Na China está sendo projetado um “ônibus trem”, ele demanda de cerca de 70% menos investimento que a construção de metrôs, circula tão rápido quanto um e não atrapalha a circulação de veículos no trânsito.
Denominado “3D Express Coach”, o ônibus é alto e possui entre suas rodas um espaço livre de duas pistas para que os carros possam passar por baixo. Ele mede mais de 4 m de altura e é alimentado por energia elétrica e solar, o que dá um caráter sustentável  ecologicamente ao projeto. A rodonave que poderíamos chamar de ônibus-túnel pode acelerar a 60 km/h e carregar acima de 1200 passageiros. Os seus 6 metros de largura permitem que carros que não ultrapassem 2 m de altura passem por baixo (lado a lado) enquanto os passageiros entram e saem pelo teto nas estações.
Fonte: www.biosferatv.com.br

PB – A sustentabilidade pode avançar de várias maneira, primeiro é com pessoas competentes. Os municípios hoje tem um problema de gestão fabuloso. A política move o mundo, mas a política não pode ser genérica é preciso ter conhecimento dos fatos. Sobre sustentabilidade muito se fala, mas se executa pouco. Porto Alegre, por exemplo, tem problemas brutais em diversos setores, e o lixo é um deles. Se fala muito que se deve tratar bem o lixo, que a gente deve saber que o é o lixo orgânico, o que é o lixo seco, mas me parece que o governo não consegue trabalhar esta questão sob a forma da educação, desde as crianças até os adultos. Eu tenho um filho de três anos que está na escolinha, que é particular, lá eles desenvolvem este trabalho de conscientização ambiental nas crianças. O que é um trabalho fácil de ser aplicado na rede municipal. Meu filho sabe diferenciar o lixo seco do orgânico, ele sabe como este lixo deve ser separado, e ele exige isso dentro da nossa casa, ele reclama quando a gente não separa do jeito que ele aprendeu na escola. Então passa pela educação, pela educação infantil e nas escolas particulares já acontece isto. Falta uma ação gerencial do ensino municipal, e deve-se começar no município, que é onde as pessoas moram, para tratar melhor este lixo. Chega-se ao cúmulo, e assisti isto em um programa de televisão, de pessoas que não tem o costume de ter vaso sanitário em casa, de usarem um saquinho para fazer suas necessidades e jogá-lo pela janela. E quem junta isto? Isso é medieval. Na verdada isto é falta de educação. Para mim o cidadão não precisaria pagar uma fortuna para ter educação de qualidade. O município tem obrigação de dar educação e trabalhar em cima da sustentabilidade, como já acontece em algumas escolas particulares.  O lixo das cidades é um bom assunto para ser debatido em uma frente parlamentar municipalista, o lixo.  É impressionante o  quanto tem de lixo depositado em lugares inadequados, eu ando muito aqui em Porto Alegre, eu vejo e fotografo, paro o carro e fotografo e coloco as fotos no meu blog. Eu acredito em bons exemplos, coisas que deram certo em outros lugares. A gente tem que trazer estes bons exemplos no Brasil e no mundo para cá. Quando a gente abre um espaço para debate aí a gente tem espaço para funcionar. Atrai até mesmo os jornalistas e quando a gente começa a atrair a imprensa é por que o assunto está problemático. No momento que a gente provoca as pessoas elas vêm e trazem material e querem debater. As pessoas são um pouco acomodadas em relação ao primeiro passo, mas depois que alguém der o primeiro passo as coisas começam a tomar forma. Assim se  começa a criar uma situação em que a sociedade pensa, a  sociedade quer participar só falta uma oportunidade. O lixo é uma questão cruel, ele vai acabar nos liquidando se não tomarmos consciência.  O lixo de Porto Alegre hoje, nos causa vários transtornos, começando por não colocar o lixo certo no lugar certo. Na hora que o caminhão passa ele deve recolher o lixo certo. Ele precisa ser depositado no lugar certo para ser recolhido. O caminhão, muitas vezes, recolhe no dia certo o lixo errado. Se cada um não fizer isso dentro da sua casa também não vai ajudar o município. Outro problema grave são os alagamentos que estão ligados diretamente ao lixo. As garrafas PET podem ser encontradas aos quilos dentro de bueiros totalmente entupidos e a gente sabe que com este lixo vai inundar. A mesma pessoa que jogou a garrafa PET é a mesma pessoa que vai reclamar por que está inundando, por que seu carro está boiando ou por que não consegue atravessar para pegar um ônibus. Em Porto Alegre, a gente ainda convive, na minha opinião infelizmente, com as carroças recolhendo lixo, estes catadores nem sabem que destino dar a este lixo ou de que forma vão tratar este lixo. Pelo menos quando passa o caminhão a gente sabe que este lixo terá um destino certo. Sem contar com o quanto estas carroças atrapalham o trânsito da cidade. Eu mesmo tiro muitas fotos com meu celular, de carroças cheias de lixo para todos os lados trancando as ruas.

MM – Quanto aos resíduos da construção civil?

PB – Outro grande problema que a gente encontra são os resíduos da construção civil. A construção civil hoje está em plena ascensão. E a quebra destes materiais geram resíduos sólidos, em uma quantidade enorme, existem lugares que tem usinas de reciclagem destes resíduos sólidos que transformam este material para ser usado novamente pela construção civil, e Porto Alegre demanda deste serviço.

MM – Uma Frente Parlamentar pode contribuir com o Meio Ambiente?

PB – A gente precisa errar o mínimo possível, e para isso nada melhor do que irmos buscar exemplo com experiências que deram certo e usar como benefício. Acertando com o erro dos outros se perde menos tempo. Para isso é preciso de profissionais com conhecimento e qualificação. Faltam programas que nos tragam soluções ambientais, se o governo não tem uma solução, se as empresas não tem uma solução, a população tem que tomar a frente.

PORTO ALEGRE TERÁ NOVO SISTEMA DE RECOLHIMENTO DE LIXO

Porto Alegre está criando um novo modelo de coleta e transporte de lixo que deverá ser licitado no segundo semestre deste ano como mostra o Jornal Metro de hoje na capital. A cidade também deverá contar com mais 1,2 mil contêineres.

A capital enfrenta hoje um sério problema com o lixo, como o próprio Prefeito José Fortunatti já afirmou, Porto Alegre não comporta o recolhimento de todo o lixo que produz.
Segundo mostra a capa do Jornal Metro de hoje, a prefeitura vem tomando providências em relação ao lixo.
Alguns bairros são um verdadeiro lixão, onde as coletas são desorganizadas e sem horários definidos, e todo o lixo que fica nas ruas é revirado e bagunçado por catadores que normalmente trabalham a noite.
O grupo de facebook FLAGRE O LIXO DA SUA CIDADE http://www.facebook.com/groups/lixonasruasdobrasil/ vem mostrando dia após dia a realidade das ruas da capital, com o lixo em todos os bairros. Neste grupo cada cidadão mostra através de fotografias, como é o lixo na sua rua. Este grupo poderia servir como um serviço de utilidade pública para Porto Alegre e servir de exemplo para muitas cidades do Brasil.

Contêineres:

Os mesmos Contêineres que deveriam ser utilizados pra o lixo úmido, têm diversas utilidades, menos para depósito do lixo úmido. A maioria das pessoas se quer sabe que o lixo seco deve ser depositado em outra lixeira que não nos contêineres.
Estes contêineres que atrapalham o trânsito, já foram flagrados boiando pelas ruas em dias de alagamento, servem de abrigo para moradores de rua, servem de banheiro e até mesmo de motel como ja foi relatado neste blog. Porto Alegre precisa pensa melhor nos lugares de depósito de lixo, os contâiners ja provaram que não foram boa idéia.

CARTILHA APRESENTA CENÁRIO DE #MUDANÇAS #CLIMÁTICAS PARA O BRASIL


Alguém sabe o quanto deve durar uma fotografia digital?
Alguém sabe o quanto ainda irá durar os recursos naturais do planeta?
Não seria essa hora de mudar os hábitos? A hora de pensar no planeta.

Inpe e Rede Clima lançam cartilha para a RIO+20
Publicação apresenta os temas que serão discutidos durante a conferência e os cenários de mudanças climáticas projetados para o Brasil

São Paulo – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) produziram uma cartilha educativa, intitulada O futuro que queremos – economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.
Voltada ao público em geral, a publicação apresenta os conceitos de economia verde e sustentabilidade e a importância da erradicação da pobreza, que são temas que serão discutidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada de 13 a 22 de junho no Rio de Janeiro.
A cartilha também traz um histórico das conferências anteriores relacionadas ao meio ambiente e o conceito de “pegada ecológica” (metodologia usada para medir os rastros deixados pelos humanos no planeta a partir de seus hábitos).
A publicação apresenta ao leitor os cenários de mudanças climáticas projetadas para o Brasil para o século 21, as atividades do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e outros projetos e programas nessas áreas, apoiados pelo Inpe.
A cartilha está disponível para download em versão para internet.
fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/inpe-e-rede-clima-lancam-cartilha-para-a-rio-20

#LIXO: MUNICÍPIOS TEM ATÉ AGOSTO PARA DEFINIR DESTINO ADEQUADO PARA O LIXO

O programa jornalístico SP TV está promovendo a campanha "São Paulo mais limpa" que estréia na próxima segunda feira (16/04) com reportagens especiais, diárias sobre o lixo. A capital paulista produz por dia 13 mil toneladas de resíduos e recicla somente 1,5% de todo este montante.
Dentre as ações deste projeto está "o mapa do lixo em São Paulo" onde o telespectador poderá participar enviando fotos de flagrantes realizados.
assista o video: http://globotv.globo.com/rede-globo/sptv-1a-edicao/t/quadros/v/novo-projeto-vai-mostrar-o-problema-do-lixo-em-sao-paulo/1891962/
No facebook, o movimento monicipalista também está promovendo campanha semelhante, faça a sua parte e envie suas fotos, do lugar que você estiver, da cidade onde morar, participe deste debate:
http://www.facebook.com/groups/lixonasruasdobrasil/

 

 

 

Mais de 40% do lixo coletado não tem destinação adequada, mostra relatório

Os estados e os municípios brasileiros têm até agosto de 2012 para entregar ao Ministério do Meio Ambiente um plano que dê destino correto ao lixo sólido. O objetivo dessa exigência é acabar com os lixões no nosso país. Nessa semana, o Jornal Nacional teve acesso com exclusividade a um estudo que mostra como o lixo é descartado atualmente no Brasil.

Economia crescendo, brasileiro comprando mais e produzindo mais lixo: esse ciclo levou à geração de quase 62 milhões de toneladas de lixo em 2011, 1,8% a mais do que em 2010.

Em média, cada brasileiro produziu um quilo e 223 gramas de lixo por dia em 2011. De todo o lixo produzido, 10% não foram coletados; 6,4 milhões de toneladas.

As informações foram levantadas com os municípios pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

O relatório mostra que quase 42% do lixo coletado não tem destinação adequada. Praticamente o mesmo percentual de 2010. Esse lixo vai parar em lixões ou aterros controlados.

“Não tem praticamente nenhuma diferença do lixão. Lixão é a pior forma de destinação, em que o lixo é abandonado sobre um terreno sem nenhum cuidado. O aterro controlado tem algum cuidado só para dar uma disfarçada”, diz Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

As regiões Sudeste e Nordeste são as que mais produzem lixo no Brasil. O Sudeste é o que dá melhor destinação aos resíduos. O Centro-Oeste, a pior destinação.

“Se compararmos os dados hoje disponibilizados no Brasil com a realidade de outros países, de outras cidades, mesmo que do mesmo porte, percebemos que o Brasil está bem distante de investir os volumes de recursos adequados ou necessários para avançar nessa questão”, avalia Carlos Silva Filho.

fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=18132

#CAMPANHA: CIDADE LIMPA

A campanha Limpa Brasil Let’s Do It! tem por princípio conscientizar os cidadãos sobre a destinação correta do lixo e organizar mutirões de limpeza em cidades brasileiras. O primeiro passo é atingir o interesse das pessoas e das organizações sobre como é possível modificar a realidade das cidades sobre o lixo apenas com a ação individual. Conquistar as instituições e o povo por meio de um objetivo comum: limpar as cidades e mudar a atitude da população.

Esta é a razão pela qual a Atitude Brasil, em parceira com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o programa Let’s do it World, trouxe a campanha para o Brasil. O sucesso da Estônia está percorrendo o mundo. São mais de 70 países que adotaram o movimento e querem ver suas cidades mais limpas.

Acesse o site: http://www.limpabrasil.com/site/sua-cidade/

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foto: 1º - Calgary, Canadá.
Como seria gratificante encontrar o Brasil entre estas 10 cidades mais limpas do mundo. No entanto o país não se encaixanem no ranking das 50.

(abaixo o publicado na portal da Revista EXAME)

AS 10 CIDADES MAIS LIMPAS DO MUNDO

Da qualidade do ar à conservação de ruas e praças, conheça os 10 centros menos poluídos segundo ranking da Mercer com 50 cidades publicado na CNBC; Brasil fica de fora

Autora: Vanessa Barbosa para revista EXAME

1º – Calgary, Canadá
Centro financeiro e comercial, onde estão localizadas as sedes das principais empresas petrolíferas do Canadá, Calgary ocupa a primeira posição desta lista.
Diante de uma rápida expansão econômica e populacional, a cidade reformulou seu sistema de saneamento nos últimos dois anos com o programa chamado “Too Good to Waste”, que visa diminuir a quantidade de resíduos enviados para aterros.
Esforços adicionais estão sendo feitos para reduzir os resíduos de construção civil e demolição, através do aumento da reciclagem de materiais (como madeira, asfalto, gesso, telhas e concreto), bem como incentivo financeiro e programas de educação ambiental.
2º – Honolulu, Havaí
Reduto escolhido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para as férias de natal, a paradisíaca Honolulu é a segunda cidade mais limpa do mundo, segundo ranking da Mercer.
A capital do Havaí e principal porto das ilhas havaianas possui exuberantes áreas verdes, praias de águas cristalinas e a melhor qualidade de ar dos EUA. E mais. Em Honolulu, a água é filtrada através de rochas vulcânicas, sendo conhecida por ser livre do gosto de cloro comum em abastecimentos de outras cidades.
3º – Ottawa, Canadá
Ottawa não é apenas a capital do Canadá, mas um dinâmico centro cosmopolita de cultura e inovação tecnológica, com uma inigualável qualidade de vida.
O sistema de transporte público é totalmente integrado, dispondo de uma eficiente malha de rotas de ônibus e um sistema de metrô de superfície. Muitas vias públicas estão dedicadas exclusivamente ao tráfego de ônibus, bicicletas e pedestres.
A sede do governo canadense conta ainda com uma qualidade da água notável. Em 2009, todas as fontes de água potável da cidade obtiveram classificação máxima.
4º – Helsinque, Finlândia
Capital da Finlândia e maior cidade do país, Helsinque leva em conta as condições e as oportunidades do ambiente natural em seu planejamento e incentiva a conservação da natureza, com ações de educação ambiental. Apesar das pressões por novas construções residenciais e comerciais, a cidade consegue preservar, de maneira comprometida, suas áreas verdes e de lazer.
Em seu site, Helsinque disponibiliza relatórios que apontam um redução das emissões de gases estufa por estações de energia, indústria e sistemas de aquecimento de residências, graças ao uso de tecnologias eficiente e combustíveis mais limpos, o que melhora o ar da cidade.
5º – Wellington, Nova Zelândia
Moderna e bem estruturada, Wellington ergue-se entre encostas de morros com vistas para a exuberante Baía de Port Nicholson, de águas tranparentes, apesar do grande volume de navios que ancoram por ali.
O Ministério de Meio Ambiente da Nova Zelândia atribui o bom ar local ao isolamento da cidade, baixa densidade populacional e à proximidade do mar. A poluição veicular também é controlada. Para se ter uma ideia, em 2009, as concentrações de monóxido de carbono foram em sua maioria classificadas como “excelente”, devido à melhoria das tecnologias automotivas.
6º – Mineápolis, EUA
A qualidade do ar em Mineápolis está entre as melhores dos Estados Unidos e do mundo quando comparada com a de outras grandes cidades.
O bom desempenho atmosférico foi conseguido graças a um monitoramento constante de poluentes ao longo dos anos.
A cidade também aposta na iluminação pública mais eficiente com a adoção de lâmpadas fluorescentes, que duram mais tempo que as convencionais e garantem uma economia de energia e dinheiro.
7º – Adelaide, Austrália
Adelaide pode ser considerada um exemplo de desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Localizada ao sul da Austrália, a cidade é sede de plantas industriais da General Motors Holden e Mitsubishi – praticamente metade dos carros produzidos na Austrália vêm de Adelaide -, além de fábricas de equipamentos hospitalares e componentes eletrônicos.
Parte da receita auferida com as intensas atividades industriais e comerciais é aplicada no desenvolvimento sustentável da cidade.
Segundo o estudo, a região tem se afastado da dependência de aterros sanitários como parte do seu Plano Estratégico 2007, e não mede esforços para reduzir a geração de resíduos e incentivar a reciclagem.
8º – Copenhague, Dinamarca
Copenhague tem sido repetidamente reconhecida como uma das cidades com melhor qualidade de vida do planeta. Não é por menos.
A capital da Dinamarca foi a primeira cidade no mundo a promover o empréstimo público de bicicletas. Cerca de 40% de sua população pedala diariamente entre idas e vindas de casa ao trabalho, da escola para o cinema, e em outros deslocamentos cotidianos.
Mas os sistema alternativo de transporte é apenas uma parte do planejamento urbano sustentável da cidade. Anfitriã de convenções internacionais, Copenhague é elogiada pelos esforços desenvolvidos na última década para manter as águas de seu porto limpas e seguras – tão seguras que é possível até nadar nelas.
9º – Kobe, Japão
Localizada junto a um dos maiores portos comerciais do mundo, a cidade japonesa de Kobe é conhecida pela beleza de seu meio-ambiente e pela variedade de entretenimento na área urbana da cidade, cuja paisagem é realçada pelo Monte Rokko.
Quando o assunto é qualidade de vida, Kobe apresenta desempenho invejável, com elevadas taxas de expectativa de vida e alfabetização quase 100%. Em termos de limpeza, a cidade se orgulha do seu sistema de drenagem de águas residuais, separadas de modo que as fortes chuvas não afetam o tratamento de resíduos.
Outro ponto a favor da atmosfera “clean” são os sistemas viários projetados para manter o tráfego em movimento constante, garantindo menor emissão de poluentes ocasionados por congestionamentos.
10º – Oslo, Noruega
Nada das tradicionais indústrias, avenidas congestionadas, barulho ou ar poluído. O que se vê na capital e maior cidade da Noruega é uma paisagem rodeada de colinas e florestas densas, repleta de lagos, parques naturais e casas coloridas.
Sem grandes fábricas em seu território (de apenas 454 quilômetros quadrados), Oslo garante aos seus moradores uma boa qualidade de ar, apesar dos veículos, e reduzidas emissões de gases efeito estufa.
Afim de seguir uma sólida estratégia de gestão de resíduos sólidos, os restos orgânicos produzidos no centro urbano são desviados para tratamento em uma unidade de biogás, sendo transformado em combustível para os ônibus locais. Além disso, o gás metano proveniente do aterro sanitário é coletado e convertido em eletricidade.
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/as-10-cidades-mais-limpas-do-mundo?p=1#link

A GUERRA DO LIXO EM PORTO ALEGRE

por Luciano Medina Martins

A prefeitura encheu alguns dos bairros da cidade com contêineres para lixo orgânico, que pode ser transformado em biomassa que serve até mesmo para a produção de energia, o que não é feito em Porto Alegre. Mesmo assim, e o lixo seco?

Esta praça cheia de lixo é em uma das regiões mais nobres da cidade, na av. Dom Pedro II. Em maior ou menos escala todos os bairros de Porto Alegre estão vendo a GUERRA DO LIXO. A prefeitura deveria gerar recursos a partir do lixo, mas o que vemos e descaso e conivência com a degradação humana e ambiental.(Foto: Luciano Medina Martins)

A capital gaúcha está virando um grande lixão e cenário de uma absurda violação dos direitos humanos e do ambiente urbano. Os catadores, que na sua maioria não tem carteira assinada e trabalham quase em regime de escravidão, lutam pelas partes mais valiosas do lixo que a prefeitura, pelo visto, faz questão de deixar a disposição deles nas ruas da cidade.

Descaso do poder público? Conivência com empresas que lucram muito com a venda de materiais recicláveis (lixo)? Descompromisso com os direitos humanos, com os direitos do trabalhador e com a obrigação da prefeitura de dar um destino adequado aos resíduos sólidos produzidos pelos moradores da cidade?

O fato é que materiais de alto valor econômico, que pertencem aos moradores, e são “disponibilizados” para a prefeitura, ao invés de gerarem recursos para o município são deliberadamente deixados nas ruas da cidade, onde são espalhados por catadores “informais”, que recolhem somente o que tem maior valor, e o resto fica ali, por dias, meses, anos ou para sempre.

Latas de lixo, contêineres, sacos pretos, sacos brancos, é muito comum encontrar catadores revirando, espalhando e escolhendo. Eles, assim como os moradores, são vítimas do descaso, da falta de cumprimento da lei e das responsabilidades do poder público municipal.

Estamos em uma verdeira guerra do lixo em que exércitos de catadores disputam um espólio que não lhes pertence na busca por sobrevivência e incentivados por intermediários que estão enriquecendo, tudo isso as custas da degradação humana e ambiental da cidade de Porto Alegre.

Reciclar é arte, dicas de Cris Gotz

Não deixem de visitar o Facebook de Tereza Cristina Andrade Araujo que tem as mais lindas dicas de como reciclar com arte. MUST SEE!

A reciclagem de garrafas pet ajuda muito na luta para a retirada de impurezas do meio ambiente, pois ele acaba prejudicando o processo de decomposição dos outros lixos por impermeabilizar algumas camadas de lixo não deixando circular líquidos e gases.

O vidro é um material ideal para a reiclagem e pode, dependendo das circunstâncias, ser infinitamente reciclado. O uso de vidro reciclado em novos recipientes e cerâmicas possibilita a conservação de materiais, a redução do consumo de energia (o que ajuda nações que têm que seguir as diretrizes do Protocolo de Quioto) e reduz o volume de lixo que é enviado para aterros sanitários.

Esta é uma dica do Facebook do SUSTENTADOR da Argentina, confiram no http://www.facebook.com/sustentator

Fonte e fotos: http://www.facebook.com/profile.php?id=1794592013 por Tereza Cristina Andrade Araujo

Vida nos lixões: tema de #novela, assunto da conferência #RIO+20 e grave problema das grandes #cidades do Brasil

Rita, na novela Avenida Brasil é a própria encarnação televisiva de uma dos contextos mais desafiadores para quase todas as cidades brasileiras: a vida nos lixões. A personagem infantil da novela Avenida Brasil é o retrato da crueldade da “guerra do lixo” estabelecida dentro das grandes metrópoles do país.

Por Luciano Medina Martins

Mel Maia, a atriz mirim que interpreta Rita, na novela Avenida Brasil é a própria encarnação televisiva, devidamente novelizada e glamourizada, do maior desafio dos direitos humanos e da sustentabilildade para quase todas as cidades brasileiras, a vida nos lixões . Ela é o retrato da crueldade da “guerra do lixo” estabelecida dentro das grandes metrópoles do país.

A falta de recolhimento de lixo, a falta de separação de lixo, o baixo percentual de reciclagem de lixo e a forma fácil como pessoas podem se engajar informalmente nos batalhões de coletores, catadores e separadores de lixo que abastecem intermediários que vendem material reciclável que estão ganhando cada vez mais dinheiro são o scenario onde estão crescendo as crianças de rua, os sem teto e muitos dos retirantes do novo milênio.

Rita conta uma história de milhões de crianças brasileiras que trabalham nos maiores lixões do mundo, que são no Brasil. Vivendo em condições que violam os direitos humanos, o respeito as infância e as obrigações de educação da sociedade e do estado para com as crianças o personagem traz a tona o debate que é latente e muito diferente da novela de escândalos palacianos que lota as páginas de política dos jornais.

Em junho acontece uma das mais importantes conferências do mundo no Brasil, a RIO+20, e Rita é tranquilamente um dos ícones do debate que vai acontecer sobre desenvolvimento sustentável. Os diretores e produtores da novela estão de parabéns, provaram que novela é cultura e debate político, ambiental e social de relevância.

(abaixo a reportagem pulicada no portal da Rede Globo)

Mel Maia e Bernardo Simões serão Débora Falabella e Cauã Reymond

Atores mirins protagonizam amor de infância de Rita e Batata na primeira fase

Nada mais puro do que o amor infantil. É isso o que Mel Maia e Bernardo Simões vão mostrar com muito talento e graça em Avenida Brasil, que tem estreia prevista para 26/03. Na trama, eles interpretam Rita e Batata, personagens de Débora Falabella e Cauã Reymond na primeira fase. Ambos serão abandonados no lixão, onde se apaixonarão debaixo do teto da carinhosa mãe Lucinda.

Mel tem apenas sete anos e já vem dando um show de interpretação. Esta é a primeira novela da jovem atriz, que conta com a ajuda de Bernardo, que está em sua segunda novela, além de outras participações na TV. Os dois protagonizam cenas delicadas e de emoção que prometem balançar o público com o ar ingênuo e doce de crianças.

Espevitada que só ela, Mel Maia esbanja alegria pelos bastidores da novela. Mas sua personagem terá uma carga emotiva grande, que requer grande concentração. Mel classifica Rita como uma menina sofrida: “Sinto pena dela, enxergo nela uma menina muito sofrida e chateada. Mas, ao mesmo tempo, é corajosa.”

Bernardo também está entusiasmado com o papel e conta o que está achando de representar o personagem de Cauã Reymond quando jovem: “Muitas crianças gostariam de estar no meu lugar. Estou aproveitando bem, com o máximo de dedicação”.

Radiante com o trabalho, Mel garante que carreira de atriz já faz parte de sua vida. “É isso que quero para o resto da minha vida, até quando crescer”.

Acompanhe tudo o que acontece em Avenida Brasil e não deixe de conferir o trabalho dessa dupla!

Fonte: http://tvg.globo.com/novelas/avenida-brasil/Bastidores/noticia/2012/03/mel-maia-e-bernardo-simoes-serao-debora-falabella-e-caua-reymond.html