Arquivo da tag: natureza

Fenômeno raro assusta Australianos

Desafio para o Fantástico!

997086_725696290857121_2923838810359996589_nEstá na rede – O aparecimento de uma nuvem rara no céu da Austrália assusta moradores. O site Climatologia Geográfica traz a seguinte explicação: “Uma nuvem rara, conhecida como “Nuvem Perfurada”, apareceu no céu de Wonthaggi, na Austrália. A formação, que possuía um incrível arco-íris em seu interior, acontece quando as gotículas de água presentes em uma nuvem congelam em cristais grandes o suficiente para ficarem sob a camada das nuvens.”

Diego Rhamon do IFPB – Instituto Federal da Paraíba, explica que o “arco-íris” chama-se arco circun-horizontal, formado pela refração de cristais de gelo das nuvens altas (Cirrus, no caso) e só se forma quando o Sol está alto, um processo bem diferente do arco-íris. Segundo essas nuvens perfuradas (ou buraco fallstreak) não necessariamente têm o arco; nesse caso houve a coincidência de a nuvem que está no meio do buraco (que é de outro tipo, com cristais de gelo, ao contrário das que estão ao redor que são feitas de gotas de água) estar no local exato da ocorrência do arco circun-horizontal. Por isso o arco só aparece onde está a nuvem do meio do buraco.”

Bem, está dada a explicação, agora falta o DETETIVE VIRTUAL explicar no show da vida se esse fenômeno raro é real #taNaRede

fonte: http://climatologiageografica.com/nuvem-estranha-assusta-moradores-na-australia/

TODO DIA É DIA DA TERRA

Earth’s Day

Homenagem ao dia da terra. Todos os dias são dias da terra, mas só no 22 de Abril lembramos disso.  Clique aqui e veja a apresentação de slides.

22 de Abril dia da Terra. April 22nd Earth's Day.

22 de abril dia da Terra, April 22nd Earth's Day.

22 de abril dia da Terra, April 22nd Earth's Day.

Photos by Luciano Medina Martins and Karine Hasse.

#REDUZIR #REUTILIZAR #RECICLAR: QUAL SERÁ O LEGADO QUE FICARÁ PARA NOSSOS FILHOS?

A necessidade de reorganizarmos a produção e o consumo, para que a atividade econômica seja ambientalmente sustentável, justifica-se pela noção de que de que sem sustentabilidade ambiental não sobreviveremos; e, se sobrevivermos, o legado por nós deixado não será muito promissor.
#Reduzir #Reutilizar #Reciclar
A lógica dos 3 R's está Sob o viés da responsabilidade social. Embora para a sociedade consumista isso possa parecer impossível, vamos recordar o que foi discutido no Fórum Mundial da Água que aconteceu no mês em Marselha, na França: "800 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO NÃO TÊM ACESSO À ÁGUA POTÁVEL: Escassez de água pode gerar conflitos no futuro, dizem especialistas", o que afirmou o professor Genebaldo Dias (professor de Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB)) é que “muitos países desenvolvidos já lidam hoje com conflitos por água, alimento, energia e até por espaço”. Na opinião do professor, é preciso concentrar esforços na gestão destes conflitos. Então, se não houver concientização urgente as guerras por recursos naturais serão inevitáveis.

Consumo de recursos naturais pode triplicar até 2050, diz ONU

O consumo mundial de recursos naturais, como minérios e combustíveis fósseis, pode triplicar até 2050 e causar um catastrófico impacto sobre o ambiente, alerta um relatório divulgado pela ONU, que pede aos países que ajam com rapidez para evitá-lo.

O documento, apresentado pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) em Nova York, analisa o consumo atual dos recursos do planeta e estuda as medidas realizadas pelo mundo para reduzir a relação entre esse consumo e o crescimento econômico.

A humanidade poderia consumir até 2050 “cerca de 140 mil toneladas de minérios, combustíveis fósseis e biomassa por ano, um número que triplica o atual, a não ser que a taxa de crescimento econômico se dissocie da do consumo de recursos naturais”, indica o relatório.

“A humanidade pode e deve fazer mais com menos”, ressalta o estudo do Pnuma, que explica que atualmente os habitantes dos países desenvolvidos consomem, em média, 16 toneladas per capita por ano desses recursos essenciais, enquanto um cidadão da Índia consome quatro toneladas por ano.

Diante desses números, “tanto com o crescimento da população mundial como da prosperidade, especialmente nos países em vias de desenvolvimento, a perspectiva de níveis muito maiores aos atuais supera em muito o que é sustentável”, assinalam os autores do texto.

“Chegou o momento de reconhecer os limites dos recursos naturais disponíveis para apoiar o desenvolvimento humano e o crescimento econômico”, sustenta o texto, que acrescenta que “o mundo já está ficando sem recursos acessíveis e de alta qualidade de materiais tão essenciais como petróleo, cobre e ouro”.

SOLUÇÃO

A solução está na chamada “dissociação do uso dos recursos naturais e o impacto ambiental do crescimento econômico”, ressaltou o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, na quinta-feira, ao apresentar o relatório na sede das Nações Unidas.

“Essa dissociação faz sentido em todos os âmbitos: econômico, social e ambiental”, acrescentou Steiner, para quem esse processo é “parte da transição rumo a uma economia verde, baixa em emissões de carbono e eficiente respeito aos recursos”.

Ele explicou que se trata de buscar uma economia que “gere empregos decentes e erradique a pobreza de um modo que mantenha a pegada do homem dentro das capacidades planetárias”, para o que são necessárias “mudanças significativas nas políticas públicas, o comportamento empresarial e os padrões de consumo”.

“Será necessário mais inovação, inclusive uma inovação radical”, indicam os autores do relatório, que encoraja os países em vias de desenvolvimento a “mudar sua ideia do que significa o desenvolvimento em um mundo de poucos recursos” e destaca certos avanços obtidos em países como Alemanha, Japão e China, além da África do Sul.

Para conseguir o impulso da economia verde, os responsáveis do texto advertem que é “urgente reconsiderar os vínculos entre o uso de recursos e da prosperidade econômica, baseada em um investimento em massa em inovação tecnológica, financeira e social”.

“Deve-se pelo menos congelar o consumo per capita nos países ricos e ajudar as nações em vias de desenvolvimento a seguirem um caminho mais sustentável”, destaca o documento. “Nos lugares mais densamente povoados, diminui o consumo per capita de recursos em contraposição a áreas pouco povoadas”, acrescenta.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/915296-consumo-de-recursos-naturais-pode-triplicar-ate-2050-diz-onu.shtml

#Biodiversidade ameaçada no parque do Turvo

Image

O Parque Estadual do Turvo foi criado em 1947, sendo o primeiro parque ecológico do Estado, com uma área de 17.491 hectares. Hoje ele é o último reduto da onça-pintada no Estado do Rio Grande do Sul, abrigando também outros animais ameaçados de extinção como o puma, a anta e o cateto. É no parque do Turvo, no rio Uruguai, que está localizado a maior queda longitudinal do mundo, o Salto do Yucumã, com 1.800 metros de extensão. Mas não é com a beleza encantadora da natureza que queremos chamar a atenção para este post, é com o descaso e a falta de investimentos na preservação local. Os ecossistemas do Rio Uruguai encontram-se em um processo acelerado de fragmentação pelo impacto dos empreendimentos hidrelétricos. A bacia do rio Uruguai é um dos mais importantes corredores da biodiversidade do Cone Sul. A bacia do Rio Uruguai vem se tornando um território de diversos conflitos sócio ambientais, onde os interesses econômicos se defrontam com a diversidade biológica da região. Apesar destes conflitos o setor elétrico pretende levar adiante os planos de reaproveitamento da bacia. O tema geração de energia e seus impactos está de frente a um obstáculo: a informação. Pouco se sabe sobre os efeitos que as barragens irão causar a natureza e o clico da vida do rio.

O Grande Roncador quase não grita mais

O grupo de pescadores e barqueiros se preparava para sair pelo rio. Eram um pouco mais do que sete horas e o céu estava encoberto. O objetivo era fazer um trajeto de 75 quilômetros pelo Rio Uruguai, de Iraí até Pinheirinho do Vale. No meio de quase 60 barcos, de variados tamanhos, uma lancha envergava a bandeira argentina em meio as do Rio Grande do Sul, Frederico Westphalen e Brasil. O piloto desta lancha, capaz de levar até 11 pessoas é o argentino Miguel Pazze, que há mais de 20 anos leva turistas do mundo todo para conhecer uma ameaçada maravilha da natureza: o Salto do Yucumã. Para o argentino, o Rio Uruguai já sofre com as alterações que o homem faz ao construir barragens.

– “As barragens que já estão funcionando, como Fóz do Chapecó, elas, este ano, modificaram bastante o regime do rio. Eu acredito que não é uma casualidade. Se o rio se mantém mais alto o Salto do Yucumã vai desaparecer. Vai ter uma mudança importante no funcionamento do rio. Já percebemos isso – adverte Miguel, que ganha a vida levando turístas para dentro do desfiladeiro aquático do Salto do Yucumã, uma das sete maravilhas do Rio Grande do Sul e maior salto longitudinal do mundo.
As constantes elevações do nível do Rio Uruguai por conta da liberação de água pelos empreendimentos hidrelétricos são um problema real e imediato. Especificamente sobre Foz do Chapecó, hoje a usina mais próxima do Salto do Yucumã, a situação é conflituosa. Desde o enchimento do lago ano passado que a empresa e o órgão licenciador, o Ibama, são réus de inquérito aberto pelo Ministério Público Federal. O problema principal é o alagemanto do lago ainda com parcela da vegetação no local do lago e a inexistência de canal lateral para que os peixes possam subir o rio, a exemplo do que ocorre na Usina de Foz do Iguaçu.”


A fala do barqueiro é um retrato da vida real, longe dos gabinetes de Brasília e Porto Alegre que nos discursos em prol da construção de mais barragens no convalecente Rio Uruguai louvam as hidrelétricas e reduzem os impactos ambientais e sociais dos empreendimentos. Hoje, o Rio Uruguai já está próximo do modelo de uma sucessão de lagos. E as barragens afetam tanto o equilíbrio da biodiversidade quanto o regime das águas e a vida de uma grande população de ribeirinhos. Desta população, aproximadamente 5 mil pessoas, moram no entorno do parque Estadual do Turvo, o mais antigo parque gaúcho e porta de entrada para um corredor de biodiversidade que se estende até quase Fóz do Iguaçu, percorrendo as províncias de Corrientes e Missiones na Argentina. Geograficamente, o Rio Uruguai divide uma grande área binacional de preservação de floresta subdecidual de aproximadamente 80 mil hectares, sendo 17 mil hectares no Brasil e o restante na Argentina, no parque provincial de Moconã. Exatamente no centro desta área encontra-se o Salto do Yucumã (Salto del Moconã em espanhol), a maior queda d’água longitudinal do mundo, com 1,8 quilômetros de extensão.

– Estamos muito preocupados com a questão das barragens que já existem e as que estão em projeto para o Rio Uruguai. Estamos discutindo o turismo, mas a nossa principal atração já está sendo afetada – afirmou Gildo Martens, vereador do município de Derrubadas, onde está a sede do Parque Estadual do Turvo.

A próxima ameaça já está diagnosticada. É o caso do Complexo Hidrelétrico de Garabi. Anunciado em 9 de setembro de 2008 pelos presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, em Brasília, com previsão de gerar 1,89 MW, o projeto prevê erguer duas usinas no trecho binacional do rio. A ideia é antiga. Em 1972 os dois países fizeram o primeiro tratado. Os estudos foram até 1988. Na década de 90, no entanto, a iniciativa parou por conta da crise econômica e da mobilização dos movimentos sociais contrários ao empreendimento.

O símbolo das ações ambientais contra Garabi era a submersão do Salto do Yucumã e das áreas de preservação ambiental nos dois lados do rio. Os movimentos sociais obtiveram êxito aparente até 2008. Os novos projetos das usinas prometem não inundar o salto, baixando as cotas das barragens, mas ambientalistas dos dois países desconfiam da veracidade dos dados oficiais. Na Argentina, até um plebiscito deverá acontecer para consultar a população sobre a barragem.

No terreiro de chão batido as cadeiras se mesclam a chinelos de borracha em constante arrastar e ajeitar. Os pés são tão inquietos quanto as mão de seus donos. Mão rudes e fortes que quando gesticulam enchem as frases de humor ferino e ênfase. O dançar dos dedos emoldura o trovejar da voz ou o gargalhar da boca. É uma conversa tensa. O cenário é verde e preto. Cachorros guaipecas coçam as pulgas enquanto os homens conversam. O assunto é caro aos cinco homens na casa dos 50 anos: a pesca no Rio Uruguai. Bonés surrados, maços de cigarros e chinelos de borracha acompanham os pescadores da Barra do Turvo, pequena localidade que testemunha o encontro do Rio Turvo com o Rio Uruguai. O dia está quente e úmido. A palavra está com Buda:

– Se isso acontecer a gente está acabado. Acabou os ribeirinhos. Já está cada vez mais difícil pescar. Com as barragens que estão ai, o nível do rio muda uma vez por semana. Com mais uma barragem, acabou.

– “Não pode ser. Assim não vai dar mais para viver por aqui” – intervêm “Paquinha”.

– “Acho que não é isso. Já ouvi falar dessa barragem. Não vai mudar nada aqui. É longe daqui. Não vai afetar” – aponta Chico, nome por que é conhecido Aparício Roque de Andrade, 49 anos.

– Mas já tem menos peixe. Cada vez menos. Antes tinha mais, bem mais. Pintado e Surubi, quase não tem mais – retruca Buda.

– Mas agora tá melhorando. Replantaram nas margens a vegetação e tem tido muito mais comida para os peixes – recorda “Paquinha”.

– “Mas o problema é quando abrem as comportas da represa lá de cima e vem aquele monte de água que dispersa os peixes tudo. Ai não dá para pescar nada, por uns dois dias” – explica Silvio.

O caso exposto pelos pescadores na Barra do Turvo, localidade que situa-se depois do Salto do Yucumã, é compartilhado pelos pescadores de cima do salto. É o caso de Caniel Caxambu, pescador de mais de 20 anos e grande conhecedor do rio.

– Em menos de 12 horas, água que é liberada pelas usinas de lá de cima chegam aqui e inundam o salto do Yucumã. Também desbarrancam o rio, derrubadno árvores e deixando um perigo para navegar por causa dos galhos que ficam boiando. Pescar então, fica muito mais difícil. Os peixes desaparecem – comenta Caxambu, enquanto conduz seu barco de mesmo nome pelo Rio Uruguai.

Não são só os pescadores que estão preocupados. Dispostos a passar para uma cobrança mais efetiva, o prefeito de Derrubadas Almir Josér Bagega encaminhou via Rota do Yucumã um abaixo assinado cobrando explicações sobre problemas que já acontecem hoje em relação a visibilidade do Salto do Yucumã. Bagega alertou que os guardas parque e os moradores Ribeirinhos do Rio Uruguai relatam que em questão de horas o nível do rio sobe, submergindo o Salto do Yucumã.

– “Lançamos um abaixo assinado pedindo explicações sobre o impacto que o Salto do Yucumã vem sofrendo com a construções das barragens. O governo federal diz que não há impacto, mas qualquer um pode ver com seus próprios olhos o impacto que ocorre depois que a barragem de Foz do Chapecó começou a funcionar” – alertou Bagega. O presidente da Rota do Yucumã, Osmar Kuhn também cobra das autoridades federais mais rigor no cumprimento da legislação ambiental.

– O que propomos é decidir que ritmo e o desenvolvimento que queremos tomar para nossa região! Porque as obras de barragens podem destruir a natureza? Os pequenos tem um tratamento e os grande outro – desabafa Khun.

A situação dos novos empreendimentos, o tão falado Complexo de Garabi, já produziu um documento denominado“Relatório Final dos Estudos de Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai no Trecho Compartilhado entre Argentina e Brasil” executado pelo Consórcio CNEC/ESIN/PROA para EBISA e ELETROBRÁS. O Estudo de Inventário tem como objetivo a determinação do potencial hidroelétrico e da melhor divisão de quedas, através da identificação do conjunto de aproveitamentos que proporcionem um máximo de energia com o menor custo, associado ao menor impacto ambiental. É este documento que estabelece as cotas dos empeendimentos, tamanho dos lagos, potência instalada e impacto ambiental.

Segundo os cálculos divulgados pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético Altino Ventura Filho em uma audiência pública em Santa Rosa “a reserva que abriga o salto terá parte da área alagada, mas seria apenas uma extensão equivalente à que fica sob as águas em períodos de enchente”. A afirmação do secretário demonstra um total desconhecimento do regime do Rio Uruguai e do próprio Salto do Yucumã. Quando está em enchente, situação que cada vez se repete com mais frequência e fora da sazonalidade habitual, o Salto está submerso. Se a mata na margem ficará submersa o Salto também. Além do mais, a diferença entre a cota da barragem (130 metros do nível do mar) e a cota do Salto do Yucumã é de apenas cinco metros. É muito pouco para uma criação da natureza feita a milhões de anos atrás e que facinam as populações do Brasil e Argentina.

Se os planos governamentais forem levados a cabo, o grande roncador não mais vai ecoar seu barulho para os últimos seis exemplares de onça -pintada que ainda habitam o Parque Estadual do Turvo. E nosso filhos conhecerão o local apenas pela lembrança de fotografias e filmes.

fonte: http://salveosaltodoyucuma.blogspot.com/