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O Brasil tem #tarifas mais altas do #mundo na #telefonia móvel

O Brasil possue aproximadamente 250 milhões de aparelhos celulares são 116,5 celulares a cada 100 habitantes, isso representa um aumento de 29% nos ultimos 10 anos.
No país 82% dos celulares são pré-pagos e em sua grande maioria apenas recebem chamadas. Em média, o valor da chamada de celular para mesma operador custa cinquenta centavos por minuto, se a mesma ligação for feita para outras operadores o valor do minuto sobe para um real e cinquenta centavos, em média, o que é um absurdo!
Uma recarga de 12 reais em um celular pré pago equivale a 8 minutos de conversação aproximadamente.
O brasileiro que compra seu aparelho celular não pode utiliza-lo por que o valor da tarifa é muito alto!
Segundo o IBGE os gastos com serviços de telecomunicações representam 2,6% do gasto total da família brasileira, enquanto os gastos com educação atingem 3%. (http://www.teleco.com.br/comentario/com373.asp)

Tarifas de celular no Brasil estão entre as mais caras do mundo

Hoje o Brasil tem a segunda tarifa mais cara do mundo em celular e a terceira de telefone fixo. Pesquisa da consultoria europeia Bernstein Research sobre as telecomunicações aponta o Brasil como um dos três países com as mais altas tarifas de telefonia celular do mundo, junto com a África do Sul e a Nigéria. O estudo levou em conta o Produto Interno Bruto (PIB) e os preços médios das tarifas em 17 países.

No Brasil os usuários dos serviços de telefonia móvel pagam em média US$ 0,24 o minuto, valor similar aos US$ 0,23 da Nigéria e os US$ 0,26 da África do Sul. Entre os países com tarifas mais baixas e com PIBs próximos ao do Brasil estão a Índia, onde a tarifa é de US$ 0,01, a Indonésia e a China onde o minuto custa em média US$ 0,03. Rússia, Egito e México têm tarifas de US$ 0,05 e se aproximam do valor praticado nos Estados Unidos. Entre os países europeus, a Espanha tem o minuto mais elevado do bloco com US$ 0,21. O Reino Unido pratica a tarifa mais baixa: US$ 0,14.
fonte: http://www.hojetelecom.com.br/blogue/index.php/2011/12/tarifas-de-celular-no-brasil-estao-entre-as-mais-caras-do-mundo/

Para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)  o Brasil teve 23,3 milhões de novos acessos à telefonia móvel em 2009, um crescimento de 15,4% no setor de telefonia móvel no país. O resultado só é pior que o apresentado em 2008, quando os brasileiros adquiriram 29,6 milhões de novos celulares.

Agora, o país tem 173,9 milhões de acessos, uma densidade de 0,9 celular por pessoa. Só em dezembro, houve um incremento de 4,2 milhões. Segundo a Anatel, foi o melhor mês do ano para o setor.

São cinco os Estados que possuem mais celulares que habitantes: Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e, Rio Grande do Sul.

A região Norte é a que mais avança na relação de celulares por habitante. O crescimento de teledensidade na região em 2009 foi de 21,27%. Enquanto isso, a região Sudeste registrou crescimento de 16,39%.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u690866.shtml

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HOJE É O DIA DO CONTRIBUINTE: BRASILEIROS COMEMORAM PAGANDO EM MÉDIA 40% DE IMPOSTOS NA CESTA BÁSICA

Protesto no dia do contribuinte: Pagamos mais 48% de impostos na conta de luz

Esta sexta-feira, 25 de maio, é o “Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte” – data dedicada a brasileiros como eu e você, que trabalha 145 dias de cada ano para pagar impostos, totalizando cinco meses de esforço laboral que vão para o governo, de acordo com cálculo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Ser contribuinte aqui no Brasil, que está entre os 30 países com maior carga tributária do mundo, e que, dentre estes, apresenta o pior desempenho em retorno de serviços públicos prestados à população, é não ter motivos para comemoração nesse “Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte”. Temos o nosso dia, mas não temos o respeito!

É um absurdo saber que chegamos a pagar quase 40% só de impostos na compra de produtos da nossa cesta básica, como margarina, biscoito, sabonete, papel higiênico e pasta de dente; e  que na conta de luz pagamos mais de 48% de tributos embutidos além do consumo. Sendo que, em retorno, não temos serviços de qualidade em áreas como saúde, educação e segurança.  Realmente é um absurdo!

PROTESTOS
“A arrecadação de impostos no Brasil atingiu a marca de R$ 1,5 trilhão em 2011 e ultrapassou o patamar de 35,13% em relação ao PIB. Os tributos pagos por cada cidadão devem ser revestidos em serviços públicos de qualidade. Mas, infelizmente, esta não é uma realidade em nosso país, onde se paga impostos altos e ainda é preciso desembolsar mais dinheiro por um plano de saúde, para só então poder usufruir de um serviço mais qualificado e com garantia de atendimento. Isso é uma vergonha!” .
Mauro Roberto da Silva – Presidente do Sindicado dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia (Sindafisco) e Diretor Jurídico e de Defesa Profissional da Federação Nacional do Fisco (Fenafisco).

“O País precisa melhorar a qualidade nos gastos públicos. Somente assim, será possível  sair desta posição nada agradável, em relação ao Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (Irbes).  A sociedade pode ajudar neste processo, acompanhando melhor como os gestores estão aplicando os recursos públicos”.

Moisés Meireles – Diretor Financeiro do Sindafisco, especialista na Gestão Tributária e Financeira, e Disseminador da Educação Fiscal pela Escola de Administração Fazendária (ESAF) do Governo Federal.

fonte: http://www.rondonoticias.com.br/?noticia,109485,protesto-no-dia-do-contribuinte-pagamos-mais-48-de-impostos-na-conta-de-luz

LICITAÇÕES #SIGILOSAS NO PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO

1 minuto de silêncio – Licitações sigilosas? O governo quer unir forças com os prefeitos para aprovação de licitações feitas secretamente, sem que ninguém saiba da tramitação das contratações de serviços para o governo. O que qualquer cidadão está se perguntando agora é: como assim?
A administração pública dos estados e união está virando banalização total. Tomada de decisões sem participação democrática? Que regime político estamos vivendo mesmo? Em que o governo decide o que fazer com o imposto do contribuinte sem participação do contribuinte.
De propostas indecentes vindas da gestão pública federal todos já estão acostumados, o que está difícil de entender é o por que dos aplausos dos prefeitos a esta proposta da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, quando todos acompanham anualmente a fiscalização acirrada do tribunal de contas com as prefeituras. Justamente os prefeitos que estão sempre na luta para obtenção de recursos que permitam que cumpram com suas obrigações fiscais
Parece que existe uma franca chantagem em querer o apoio dos prefeitos para tornar TODAS as licitações do PAC em “licitações sigilosas” feitas as escuras, esta é uma chantagem no mínimo IMORAL. É de conhecimento público que os prefeitos tem dificuldades em prestar contas, por que existe uma “inversão fiscal”, ou seja, os municípios ficam com a menor fatia da arrecadação de impostos, entre 5% a 15%, enquanto Estados e União Federal ficam com a fatia bem maior entre 75% a 90%.
Esta situação não se corrigirá com ações pontuais que não foquem na repactuação da divisão de impostos entre Municípios, Estados e União Federal, esta última nem mesmo cogita a possibilidade de renunciar a alguma fatia dos impostos em benefício dos municípios, mesmo assim, assedia os prefeitos, estariam eles acuados com propostas indecentes do tipo “vamos fazer licitações sigilosas”?

Governo quer apoio de prefeitos para alterar licitações
Ministras pressionam por aprovação de lei que tornaria obras ‘mais rápidas e baratas’

BRASÍLIA – O governo federal quer o apoio dos prefeitos para aprovação na Câmara dos Deputados dos projetos que modificam a Lei de Licitações para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a cobrança de ICMS no comércio eletrônico (e-commerce).
O primeiro projeto amplia para o PAC o uso do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), utilizado hoje nas obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta quinta-feira, 17, que esse sistema, já utilizado nas obras de aeroportos, reduziu para um terço o tempo das licitações e gerou economia de 15%.
“Se há condições de fazer mais rapidamente e com preço menor, porque não estender para o PAC também? A legislação tem de acompanhar a realidade. O TCU aprova essa iniciativa, considera que ela é boa. Não tem risco adicional. Pelo contrário, reduz a possibilidade de conluio entre os participantes”, afirmou Miriam, após evento da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, pediu apoio a essa proposta para acelerar as obras do PAC. Disse ainda que a mudança no ICMS contribuirá para melhorar a distribuição da arrecadação.
Essas duas propostas foram apresentadas por Ideli como alternativa ao projeto de redistribuição dos royalties do petróleo, tema que foi abordado pelos prefeitos anteontem no mesmo evento e rendeu vaias à presidente Dilma Rousseff. A ministra Ideli, por outro lado, foi aplaudida ao tratar dessas questões. “Pelos aplausos, posso sair daqui contente e satisfeita, porque vamos fazer uma parceria nesses assuntos e trabalhar no Congresso Nacional.”
Muitos prefeitos defendem que a nova forma de divisão de royalties, em discussão no Congresso, deve valer tanto para as áreas que ainda serão exploradas quanto para os campos em produção. A presidente sugeriu que eles brigassem “de hoje para frente”, e não pelo que já foi licitado e dividido. Ideli afirmou que essa questão pode passar pelo Congresso, mas ser contestada na Justiça.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,governo-quer-apoio-de-prefeitos-para-alterar-licitacoes,874242,0.htm

Definição para Democracia: (“demo+kratos”) é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia

SOLUÇÕES LOCAIS PARA PROBLEMAS GLOBAIS

Quase todas as cidades brasileiras vivem o grande desafio a sustentabilidade. Lixões gigantescos que são o cenário de degradação ambiental e humana, contaminação do solo, do ar e da água por atividades econômicas com pouca sustentabildade, gestão precária de recursos hídricos, problemas de saneamento e tratamento de afluentes poluídos, desmatamento descontrolado, falta de energia, entre outras situações comuns  que precisam de solução urgente, vão muito além de um problema de gestão do marketing.

(Foto: sierraclub.typepad.com)

Para agravar este contexto a maior parte (90% a 95%) dos impostos arrecadados não permanecem dentro dos municípios que geraram as riqueza e que precisam dar conta do impacto ambienta causado pela geração destas riquezas.

Os municípios e seus munícipes conhecem os problemas de perto, e dão os melhores exemplos, no Brasil e no mundo, de como solucioná-los. Na conferência da ONU, Rio+20, sobre desenvolvimento sustentável, que irá acontecer em junho,  a contribuição dos prefeitos, vereadores, líderes comunitários, pequenos produtores rurais, e pequenos empresários, para a solução de grandes problemas globais de meio ambiente e padrões de consumo é de alta relevância.

A atenção de todos os pesquisadores sobre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável se volta para dentro das cidades e para os micro universos que, no caso do Brasil, clamam por mais recursos e mais autonomia.

O comentário do publicitário Nizan Guanaes, abaixo transcrito, confirma a tendência de necessidade de darmos mais poder e recursos para os municípios.

(publicado no Jornal do Comércio)

O debate municipal é global

O novo ciclo de desenvolvimento do Brasil tem tudo a ver com a cidade de São Paulo

por Nizan Guanaes

Este é o século das cidades. Das grandes cidades. E, portanto, a era dos prefeitos. Dos grandes prefeitos. O prefeito de uma metrópole como o Rio de Janeiro é uma personalidade global. É um estadista.

Já, já veremos nascer uma ONU das cidades. E os G-8 e G-20 das cidades terão tanto poder quanto os agrupamentos de países.

Alguns políticos brasileiros já perceberam isso. Se entrasse na política hoje, eu olharia a carreira de Eduardo Paes, o primeiro prefeito global do País. O
homem que colocou o sarrafo da administração municipal lá em cima. Até porque o sarrafo dele é olímpico.

Vejo isso no dia a dia, pois vivo entre Rio e São Paulo. E o que se discute no Rio é o que se discute em Londres, Nova Iorque e Melbourne. O Rio caminha a
passos largos para ser a metrópole do século XXI. As metas de sustentabilidade do Rio são ambiciosas, claras e factíveis.

São Paulo, que é a cidade maior do país, não pode e não deve ficar para trás, discutindo na próxima campanha eleitoral aquela lenga-lenga de sempre. É obvio  que os problemas são os “de sempre”. Só que as soluções mudaram, e novos problemas surgiram.

Qualidade de vida hoje em São Paulo é morar perto de onde você trabalha. Só que para isso os nossos candidatos a prefeito devem procurar ouvir a Marisa
Moreira Salles e o pessoal do Arq.Futuro, e não apenas as pesquisas de opinião, porque o eleitor não pode antecipar necessidades que não sabe que tem.

Porque não dá pra querer comandar São Paulo sem ouvir o Phillipe Starck. Que, aliás, trabalha uma semana por mês na cidade.

Está na hora de termos um plano urbano audacioso e à altura de São Paulo. Algo que traduza e produza a energia e a ambição desta cidade. Um Faria Lima 2.

Que tal chamar o Alexandre Hohagen, do Facebook, o Fabio Coelho, do Google, e usar a capacidade da internet para repensar os serviços públicos e a organização urbana?

A maior empresa americana de pensar fora da caixa, a Ideo, trabalha hoje em São Paulo, seu time é de munícipes do futuro prefeito e vive ajudando as maiores  empresas brasileiras a serem mundiais, pensarem de outra forma: inspiraria o debate municipal.

Não é bom ouvir a Cisco, a HP, a Microsoft e a Apple sobre como melhorar o trânsito? Porque a tecnologia pode tirar muito mais gente do trânsito do que a
velha engenharia de trânsito. Que tal construirmos um tecnoanel em paralelo ao Rodoanel? E se dermos isenção de impostos para as pessoas trabalharem à noite?  Por exemplo, não pagam IPTU. É claro que eu já comecei a falar bobagem. Mas falar bobagem é o primeiro passo para chegar a coisas diferentes e  revolucionárias.

Um dos grandes passos é mudarmos do marketing político para o marketing público. O marketing político pensa o eleitor, o marketing público vai além e pensa o  cidadão. O marketing político faz a campanha, o marketing público ajuda a pensar políticas públicas. Ou seja, o marketing tradicional pensa na venda, o  marketing moderno, na experiência de comprar, no problema, na fidelização.

São Paulo é a cidade mais energética do País. O novo ciclo de desenvolvimento do Brasil tem tudo a ver com a cidade. Seu “cluster” financeiro comanda nossa
integração crescente e lucrativa com os fluxos de capital globais. Seus serviços de alta qualidade atraem gente do Brasil todo e de muitos países para seus
hospitais, seus ativos culturais e muito mais.

Temos que tirar a arte dos museus e colocá-la nas ruas. Revigorar o nosso centro. Revolucionar a educação desta cidade e botá-la pra concorrer com Xangai e  Bangalore.

Enfim, tocar fogo no debate municipal. Para que os mais jovens assistam aos programas eleitorais.

Em outubro São Paulo vai eleger seu líder global: o prefeito de São Paulo, o homem que vai nos representar no planeta em plena era das cidades. Que vai
conversar com Michael Bloomberg e com o prefeito de Londres. Que vai decidir quantas horas da minha vida eu vou passar no trânsito, o síndico deste mega
prédio de 11 milhões de pessoas (um Portugal).

Não há nada de municipal neste debate municipal. Ele é global. É bom os eleitores não esquecerem isso. E os candidatos e seus homens de marketing também.

Autor: Nizan Guanaes
Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=90284

#Violência nas #cidades: a rotina do medo.

Aposentado Mário Paim faz apelo público em busca de mais segurança Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

Equipe de segurança particular, seguro do carro, seguro de casa, seguro de vida, rastreamento via satélite, porteiro quantos recursos mais o cidadão precisa pagar, além dos impostos obrigatórios, em busca de um pouco de segurança? E quem não tem condições financeiras para contratar estes serviços? O poder aquisitivo da população cresceu, afirma o governo federal, mas as despesas para obter um pouco de qualidade de vida cresceram em proporções muito maiores. A indústria da segurança é um exemplo típico desta afirmação, muitas empresas particulares estão surgindo por que o poder público não consegue dar garantia de segurança aos cidadãos. A discussão é longa, podemos começar pelos presídios, afinal as estadias dos bandidos por lá são cada vez mais curtas. Mas o que mais preocupa mesmo é o fato de sair ou chegar em casa e ser brutalmente assassinado, estuprado e de praxe assaltado. O desespero, essa é a melhor palavra para a situação, o desespero faz com que a população tome atitudes como a de colocar faixas em frente às suas casas para tentar chamar a atenção do governo através da imprensa.

Encurralados pela violência, moradores usam faixas e cartazes em apelo por mais segurança na capital gaúcha
Pedidos de socorro escancaram o desespero dos cidadãos, mas acabam tendo pouco efeito prático

Além de grades, alarmes e câmeras de vigilância, a violência vem acrescentando “um item de segurança” à entrada de casas e prédios da Capital: faixas com pedidos de socorro por escrito.

As manifestações se reproduzem há mais de uma década, sensibilizam as autoridades e fazem ações serem adotadas de imediato, mas as medidas têm vida curta. Passado um determinado período, o assunto deixa de ser prioridade e a situação volta ao que era antes, ensejando novos protestos como o mais recente deles, na Rua Portugal.

Mas, afinal, resolve ou não apelar para esse tipo de expediente? Para quem estuda as relações sociais entre comunidades e o poder público, como o sociólogo Juan Mario Fandino Mariño, a resposta é sim e, ao mesmo tempo, não.

— Faço uma analogia com o corpo humano. É bom ter febre? Não. Mas ela serve para indicar que há um problema que o corpo não pode resolver sozinho. O protesto é a maneira mais eficiente das comunidades pedirem ajuda. Elas não têm mais o que fazer pela falta de uma ligação estreita com as polícias e com a Justiça. Se colocar faixas resolve o problema por pouco tempo, pior seria sem elas — analisa o professor.

Exemplo disso é o que acontece na Rua Portugal, uma via de 1,4 mil metros entre os bairros São João e Higienópolis, castigada pela ação de bandidos por ter acesso fácil a vias de grande fluxo e rotas de fugas da Capital como a Avenida Assis Brasil.

A saga da Portugal se deve, em grande parte, aos ladrões de carro. Até outubro, a média de veículos levados por criminosos chegava a sete por mês. Naquela época, o roubo de um EcoSport ganhou destaque nacional (leia ao lado). Dias depois, um morador escapou de ser morto a tiros ao fugir dando marcha a ré por uma quadra.

Alarmada, a comunidade criou o Conselho de Segurança da Rua Portugal. Foram estendidas 30 faixas de protestos – bancadas por um morador dono de gráfica – diante de moradias. Organizou-se uma passeata.

O movimento provocou reações. O 11º Batalhão de Polícia Militar se reuniu com moradores e reforçou o policiamento. Números de telefones direto com o quartel mais próximo foram deixados com moradores e comerciantes, e os índices de assaltos despencaram. Parte das faixas por segurança foram recolhidas, mas tiveram de ser penduradas novamente. Na quinta-feira, eram 16.

— A gente até já conhecia os PMs. Sempre estavam por aqui. Mas, a partir de dezembro, não se viu mais policiamento, e os assaltantes voltaram — lamenta Rodrigo Noll, 23 anos, dono de agência de viagens.

Em meados de janeiro, uma mulher foi rendida por um criminoso armado com uma faca no portão de um prédio e acabou violentada. Às 18h de sexta-feira, dois bandidos armados limparam o caixa de uma mercearia e levaram celular e pertences.

— Houve descaso da BM. Ligamos na hora para os dois números dos batalhões que nos passaram e falaram que já estavam indo. Às 21h, telefonamos novamente, mas para o 190, e disseram que nem estava registrado nosso pedido de ajuda — reclama a comerciante Milla Meleu.

Ontem, integrantes do Conselho de Segurança se reuniram para projetar novas manifestações.

— Mesmo que os PMs tenham parado de passar, o que não pode é a gente parar de reivindicar — afirma o comerciante Paulo Cunha, 59 anos, que contabiliza quatro assaltos sofridos por familiares e pendurou na frente de casa uma cartaz contendo uma cruz e a frase “Aqui jaz segurança”.

— Infelizmente, essas coisas só funcionam sob pressão – acrescenta o aposentado Mário Antônio Mota Paim, 61 anos.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2012/03/encurralados-pela-violencia-moradores-usam-faixas-e-cartazes-em-apelo-por-mais-seguranca-na-capital-3689609.html