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800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável

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Está mais do que na hora de usar a água de forma racional, segundo o Instituto Mundial da Água, apenas 2,5% da água de superfície e subterrânea do planeta está acessível para o uso humano. Este recurso finito, mantido pelo ciclo hidrológico da Terra, é utilizado para tudo, desde as redes de água potável até os sistemas de saneamento, da agricultura aos processos industriais. Prejudicadas pelo uso excessivo, poluição e infra-estrutura ineficiente, bem como por fenômenos naturais como secas, as reservas de água para a humanidade estão chegando ao limite. O Brasil é o país mais rico em água disponível para o consumo. Possuí 13,7 % de toda a água potável no mundo, e mesmo assim enfrenta problemas de escaces de água. Aqui, empresas privadas retiram a matéria prima da natureza, e redistribuem cobrando por este serviço, mas e a reposição deste bem? As estapas do serviço são: - Captação: retirada de água bruta do manancial; - Adução: caminho percorrido pela água bruta até a Estação de Tratamento de Água; - Mistura rápida: adição de um coagulante para remoção das impurezas; - Floculação: onde ocorre a aglutinação das impurezas; - Decantação: etapa seguinte, em que os flocos sedimentam no fundo de um tanque; - Filtração: retenção dos flocos menores em camadas filtrantes; - Desinfecção: adição de cloro para eliminação de micro-organismos patogênicos; - Fluoretação: adição de compostos de flúor para prevenção de cárie dentária; - Bombeamento para as redes e reservatórios de distribuição. E depois não deveria vir outro ítem? - Reposição: tratar novamente a água após o uso para reposição nos rios, arroios, lagos, aquíferos e mananciais. Então, a água é um bem natural, que pertence a humanidade e empresas privadas recebem para explorar este bem.

Escassez de água pode gerar conflitos no futuro, dizem especialistas
Aumento da demanda pode fazer com que 40% da população mundial fique sem acesso ao recurso.

A escassez de água no futuro poderá aumentar os riscos de conflitos no mundo, afirmam especialistas que participam do Fórum Mundial da Água, em Marselha, na França.

Apesar da quantidade de água disponível ser constante, a demanda crescente em razão do aumento da população e da produção agrícola cria um cenário de incertezas e conflito, segundo os especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diz que a demanda mundial de água aumentará 55% até 2050.

A previsão é que nesse ano, 2,3 bilhões de pessoas suplementares – mais de 40% da população mundial – não terão acesso à água se medidas não forem tomadas.

“O aumento da demanda torna a situação mais complicada. As dificuldades hoje são mais visíveis e há mais conflitos regionais”, afirma Gérard Payen, consultor do secretário-geral da ONU e presidente da Aquafed, federação internacional dos operadores privados de água.

Ele diz que os conflitos normalmente ocorrem dentro de um mesmo país, já que a população tem necessidades diferentes em relação à utilização da água (para a agricultura ou o consumo, por exemplo) e isso gera disputas.

Problemas também são recorrentes entre países com rios transfronteiriços, que compartilham recursos hídricos, como ocorre entre o Egito e o Sudão ou ainda entre a Turquia e a Síria e o Iraque.

Brasil x Bolívia

O Brasil também está em conflito atualmente com a Bolívia em razão do projeto de construção de usinas hidrelétricas no rio Madeira, contestado pelo governo boliviano, que alega impactos ambientais.

Tanto no caso de disputas locais, que ocorrem em um mesmo país, ou internacionais, a única forma de solucionar os problemas “é a vontade política”, segundo o consultor da ONU.

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) Vicente Andreu, que também participa do fórum em Marselha, acredita que hoje existe maior preocupação por parte dos governos em buscar soluções para as disputas.

“O problema dos rios transfronteiriços é discutido regularmente nos fóruns internacionais. Aposto na capacidade dos governos de antecipar os potenciais conflitos.”

Durante o fórum, que termina neste sábado, o Brasil defendeu uma governança global para a água e a criação de um conselho de desenvolvimento sustentável onde a água seria um dos temas tratados de maneira específica.

“A água está sempre vinculada a algum outro setor, como meteorologia, agricultura ou energia. Achamos que ela tem de ter uma casa própria para discutir suas questões”, diz Andreu.

Direito universal

Na declaração ministerial realizada no fórum em Marselha, aprovada por unanimidade, os ministros e chefes de delegações de 130 países se comprometeram a acelerar a aplicação do direito universal à água potável e ao saneamento básico, reconhecido pela ONU em 2010.

No fórum internacional da água realizado na Turquia em 2009, esse direito universal ainda era contestado por alguns países.

Os números divulgados por ocasião do fórum mundial em Marselha são alarmantes. Segundo estudos de diferentes organizações, 800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável e 2,5 bilhões não têm saneamento básico.

Houve, no entanto alguns progressos: o objetivo de que 88% da população mundial tenha acesso à água potável em 2015, segundo a chamada meta do milênio, já foi alcançado e mesmo superado em 2010, atingindo 89% dos habitantes do planeta.

Mas Gérard Payen alerta que o avanço nos números globais ocultam uma situação ainda preocupante.

“Entre 3 bilhões e 4 bilhões de pessoas não têm acesso à água de maneira perene e elas utilizam todos os dias uma água de qualidade duvidosa. É mais da metade da população mundial”, afirma.

Ele diz que pelo menos 1 bilhão de pessoas que têm acesso à água encanada só dispõem do serviço algumas horas por dia e que a água não é potável devido ao mau estado das redes de distribuição.

Segundo Payen, 11% da população mundial ainda compartilha água com animais em leitos de rios.

De acordo com a OMS, sete pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre e mais de 1 bilhão de pessoas ainda defecam ao ar livre. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,escassez-de-agua-pode-gerar-conflitos-no-futuro-dizem-especialistas,849739,0.htm

link relacionado: http://www.corsan.com.br/

imagem:http://2.bp.blogspot.com/_glyLfBk9Cic/TLo36g2nmDI/AAAAAAAATys/k5C_lLHnN6s/s1600/Charge_FALTA-DE-AGUA.jpg

O #ciclo do esgotamento sanitário teve solução inovadora proposta em #Marselha

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É fato que a falta de um sistema de esgotamento sanitário adequado pode causar graves prejuízos à saúde humana. A maior insidência por internações hospitalares por diarréia são em decorrência da ausência deste serviço público. Regiões pobres e periferias de grandes cidades são as mais críticas em coleta de esgoto, taxas e custos de internação por diarréias. As diarreias respondem por mais de 50% das doenças relacionadas a saneamento básico inadequado. o Brasil ainda está longe de alcançar a universalização dos serviços de esgotamento sanitário, sendo que o melhoramento deste setor tem o poder de alterar o panorama das internações por diarreias no país, e diminuir gastos para a saúde pública, algo muito relevante. Agora imagine você, com um esgoto a céu aberto embaixo de sua janela, se tiver uma. Imagine não ter um banheiro adequado para suas nescessidades básicas, imagine que estes resíduos vão direto a um canal que irá se misturar com a água que você deverá tomar depois. Isso seria um pouco desagradável, não e mesmo? A Solução sugerida em Marselha (França) durante o fórum Mundial da água (no texto ao lado) realmente não é muito confortável, mas é simples, barata e resolve um problemas público, que está a "anos luz" de ser sanado.

Crise da água incentiva soluções criativas e inovadoras em Fórum Mundial

Marselha – No canto de um casebre escuro de um bairro marginal que poderia estar no Rio de Janeiro, no México ou em Mumbai, mas que foi levantado no Fórum Mundial da Água de Marselha, encontra-se um pequeno sanitário descartável que está mudando a vida de uma favela na África. Batizado de Peepoo, o banheiro, que não precisa de água, foi desenhado por um arquiteto sueco, Anders Wilhemson, que teve a ideia de percorrer os bairros pobres de México e São Paulo, onde as pessoas fazem suas necessidades em latrinas ou no esgoto e a situação sanitária é grave.

O Peepoo é composto de um pequeno assento plástico e de uma sacola plástica biodegradável que contém em seu interior grânulos de ureia, um produto que decompõe a matéria fecal e a urina e as transforma em nutrientes. Uma vez utilizado, o dispositivo, que foi criado pela pequena empresa sueca Peepoople AB, pode ser transformado em uma fonte de adubo, o que também ajuda a aliviar a crescente pressão sobre a água na agricultura, provocada pelo galopante aumento da população mundial. A bolsa biodegradável, que custa cerca de três centavos de dólar, já transformou, ao menos em alguns aspectos, a vida diária dos habitantes de Kibela, um bairro marginal de Nairóbi, Quênia, que a utilizam há um ano.

Neste bairro, as bolsas utilizadas são recolhidas em grandes sacolas e utilizadas depois como fertilizantes para a agricultura. Por cada bolsa que serve de fertilizante, a família recebe um centavo. Além disso, foi organizada no bairro uma rede de vendedoras locais das bolsas biodegradáveis, e essas mulheres criaram posteriormente microempresas, que prosperam. O dispositivo será testado no Haiti, devastado em 2010 por um terremoto. E seu criador, que quer ampliar o uso do banheiro ecológico por todo o mundo, manteve contado com vários países, entre eles Bolívia, Paquistão e Bangladesh.

Outro dos 60 projetos apresentados na “Aldeia das Soluções”, situada no coração do Fórum Mundial da Água de Marselha, que será concluído no sábado, é uma vasilha de cerâmica para filtrar a água, de muito baixo custo, que se baseia em práticas pré-coloniais da Mesoamérica, que foram melhoradas pelo guatemalteco Fernando Mazariego. Chamada de “Filtrón”, esta vasilha, que tem em seu coração um elemento filtrador que pode ser fabricado por ceramistas locais com materiais locais, sem necessidade de eletricidade, nem de tecnologias de alto nível, torna potável a água contaminada. Graças a um banho de prata coloidal em seu elemento filtrante, o Filtrón elimina as bactérias, o que reduz as doenças.

Este projeto é apresentado no Fórum de Marselha por Ceramistas pela Paz, uma organização não governamental que capacita artesãos dos países em desenvolvimento, e que elaborou um processo de produção do filtro em grande escala, diminuindo seu custo. O Filtrón, que custa entre 10 e 20 dólares, pode ajudar a facilitar o acesso à água potável, num momento em que mais de 800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a ela. A ONG indicou que havia, por isso, tomado “a decisão política” de não patentear sua tecnologia, que pode ser encontrada na internet, no site da Rede de Ceramistas pela Paz.

por: France Presse

fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/03/15/interna_ciencia_saude,293439/crise-da-agua-incentiva-solucoes-criativas-e-inovadoras-em-forum-mundial.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

links relacionados:
http://petambientalunivasf.blogspot.com/
http://cmdss2011.org/site/wp-content/uploads/2012/01/esgotamento.pdf