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A #Gestão ideal para os #Resíduos #Sólidos

Cerca de 50% dos municípios brasileiros ainda não elaboraram seus planos de gestão em resíduos sólidos. Até o próximo dia 02 de agosto os municípios que não entregaram seus projetos ficarão sem receber recursos federais.

No Rio Grande do Sul a Comissão de Saúde e Meio Ambiente através da subcomissão de Resíduos Sólidos realizou diversas audiências públicas regionais de orientação e constituição dos trabalhos. À frente desta organização o coordenador e relator desta subcomissão, deputado Jurandir Maciel nos concedeu uma entrevista e detalhou o que é, na sua opinião, uma gestão ideal para os resíduos sólidos.

Movimento Municipalista- Deputado, como seria uma gestão ideal para o lixo?

Deputado Jurandir-  “O caminho ideal é que todo resíduo sólido  produzido pela população seja encaminhado somente à aterros sanitários licenciados e com o devido cuidado geológico definido por profissionais. Aterros que não estejam localizados próximos a mananciais, descartando o risco de contaminação da água”.

Dentro do plano nacional de resíduos sólidos estão contemplados encaminhamentos a materiais que até então na têm destinos corretos, como é o caso dos lixos eletrônicos, os quais já renderam ao Brasil o título de maior produtor do mundo. Para dar destino ao lixo eletrônico foi criada a “política reversa” do lixo, explica Jurandir, em que o produtor destes materiais é responsável pelo recolhimento do mesmo: Por exemplo, os fabricantes de geladeiras deverão realizar o recolhimento de geladeiras quando assim for solicitado. O mesmo deverá acontecer com pneus, lâmpadas, eletroeletrônicos, agrotóxicos, pilhas, baterias, óleos lubrificantes, computadores, entre outros.

Segundo o deputado Jurandir, a maior parte do lixo produzido, cerca de 95% em volume e peso, é o lixo produzido pela população, em residências, bares, restaurantes, mercados, hotéis, enfim, é o chamado lixo não contaminante e ele deve ser devidamente separado no local onde é produzido. Neste caso, é importante que a população colabore com a separação correta.

E em terceiro lugar, a gestão ideal para o lixo, segundo o deputado, inclui uma nova construção social com a inserção dos catadores. Neste processo, os catadores tem uma nova configuração, a verdadeira forma que é preconizada pelo plano nacional de resíduos sólidos, que determina que os municípios devem promover a inserção social desta classe. “Em nosso relatório está bem claro que isso deve ser feito no ponto de vista familiar em primeiro lugar, de identificação das condições educacionais, sociais e familiares. Promovendo esta identificação, passa-se para o resgate habitacional, para que eles tenham um local adequado de morar, de preferência perto às usinas de reciclagem, também para que sua casa não se torne um pátio de separação de lixo”.

Conforme explicou o deputado Jurandir Maciel: O item resgate educacional é contemplado desde a alfabetização até o aprimoramento desta aprendizagem que contempla a formação profissional destes trabalhadores. De forma que os catadores possam realmente interagir com os resíduos de tal sorte que eles tenham conhecimento de toda a cadeia e de toda forma de destinação e cuidados com o lixo e que eles possam ser agentes ambientais fornecedores de conhecimento cultural na sociedade.

E para completar, que os catadores recebam proteção previdenciária, assistência de governo através da formalização profissional. Inclusive, já foi encaminhado junto à câmara federal, já passou por todas as comissões faltando pouco para a sua aprovação. A partir daí, efetivamente os catadores irão possuir status profissional. A nomenclatura escolhida foi a de catador, escolhida por eles, é assim que querem ser chamados, explica.

O plano nacional de resíduos sólidos contempla também exigências às usinas de reciclagem. Os galpões das usinas deverão ter os padrões arquitetônicos apropriados, elaborados por especialistas, com equipamentos adequados, “não somente com aquelas prensas hidráulicas que já mutilaram diversas pessoas”. As usinas precisam de equipamentos com estrutura tecnológica adequados que não retirem mão de obra mas que tirem estas pessoas das condições sub-humanas de trabalho a que são submetidas atualmente, finaliza.

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Os hippies de 2012 querem se deslocar de bicicleta nas cidades.

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Jovens protestam por mais mobilidade urbana. Os hippies de 2012 querem se deslocar de bicicleta nas cidades. Nos anos 50 e 60, o objetivo dos jovens era acabar com a caretice do mundo. Eles queriam mais liberdade. Nos anos 70, o inimigo era a ditadura. A meta: fazer a revolução. Nos anos 80 e 90, o sonho ficou mais individualista: carreira, dinheiro, sucesso. E o que quer para o futuro o jovem de hoje? Hoje temos liberdade e tão poucos sabem como usar. Muitos ficaram perplexos com a manifestação de Florianópolis, mas os cidadãos cederam ao protesto em sinal de apoio. Os manifestantes desejaram afirmar com a sua nudez que a indecência está no trânsito da cidade.

A revolução chega à Florianópolis II

Florianópolis adere a edição do World Naked Bike Ride a partir de 2012. Encara mais esse desafio, pedala como veio a terra sem roupas e sem vaidades.

Carros enfileiraram-se atônitos, as pessoas perplexas pelo caminho onde passávamos despiam suas consciências de cidadão e se manifestavam em gritos de apoio ou brados da decência. Com as orelhas pegando fogo, viajou-se de uma panacéia á esquizofrenia coletiva, pelo desrespeito instigado por falta de novas ciclovias, calçadas e de mais decência e respeito no trânsito das cidades.
Este fenômeno, é inútil para alguns, enquanto apenas, nos atrevermos a passar-lhes os olhos com indiferença, uma injustiça inexplicável que talvez purifique nosso senso amorfo, ainda distorcido, sobre a utilização correta dos veículos movidos à combustível fóssil.

Sob luzes de mercúrio, sob a lua cheia, sob a penumbra da noite, descortinava-se também a beleza desta cidade e suas árvores suas alamedas. E a cada quilômetro percorrido, a certeza de todos no sentido e direção corretos em que estava indo.

Bicicletas são como um poema declamado com os pés. Purifica o sangue e a alma, atravessam os poros, tercetos e quartetos, no som do pedalar que faz consonância as batidas do coração.

Ao mesmo tempo, é incontida a delicadeza que é vê-las deslizar, as bicicletas também, são achincalhadas em sua essência, sem a visão necessária da atual de sua utilização como herança de um auto-transporte socialmente correto
É ainda estranho – não para os ciclistas – que um protesto organizado, tenha tido tanta difusão e, divulgação prévia e deslocamento de equipes de reportagem. É talvez senão um termômetro da idade mental em que a sociedade se encontre. Com dignidade ainda ferida, para outros manifestantes fazerem – se ouvir, sem uso da violência, atos de vandalismo ou destruição da coisa pública.

Sentiu-se por onde passou, o aroma de damas da noite, dos jasmins. Esta vez e novamente a liberdade de expressão, fruto do amadurecimento de um povo que ainda dá suas primeiras pedaladas de democracia, para ganhar alguns quilômetros de sabedoria e auto-suficiência.

da redação do Floripa Quer Mais – humanização no trânsito
foto: Márcio Papa

http://floripaquermais.com.br/?p=2882

O perfil da nova geração

Uma pesquisa feita em 4 capitais brasileiras, apontou que os jovens ainda querem mudar o mundo, mas hoje eles tem um perfil mais imediatista, organizam pequenas revoluções, silenciosas, nas redes sociais.
Porto Alegre esteve entre uma das cidades pesquisadas, nela foram encontrados dois grupos que merecem destaque, a Massa Crítica, um grupo de ciclistas que deseja mudar a mobilidade urbana na capital dos Gaúchos e o grupo Restinga Crew, que através do Hip Hop valoriza os jovens e incentiva a educação.
veja o video:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/videos/t/todos-os-videos/v/pesquisa-revela-que-os-jovens-de-hoje-ainda-querem-mudar-o-mundo/1852209/