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Seja 2015, faça você mesmo! #amor #fraternidade #tudonovodenovo

3597246-781336Acreditem, seremos soterrados pelo lixo.

Você já reparou quanto lixo produz durante 1 dia?

Quantas sacolas plásticas cheias de lixo leva para a rua por semana?

O caminhão da coleta leva para onde? Você sabe?

Já parou pra pensar quantos destes produtos são realmente reciclados?

E os veículos? Móveis? Geladeiras?

Tantas coisas são descartadas.

Caminhão de coleta não elimina o problema.

Está se formando uma grande montanha de lixo no planeta. Não é raro encontrar carros abandonados nas ruas da cidade.

Algum dia um guincho leva para um grande depósito que não para de crescer.

Cresce na velocidade em que os pátios das fábricas são “trolhados” por mais e mais carros novos.

Nesse novo ano de 2015 pare para pensar, reutilize, reforme, use a sua criatividade!

Proponha-se a fazer uma decoração alternativa em sua casa e personalizar seus objetos.

Family playing hide and seekPense que em 50 anos você ainda terá espaço para caminhar nas ruas e o calor não será tão forte.

Plante uma árvore, ensine o seu filho a brincar de esconde-esconde, faça você mesmo!!

O Planeta é o seu lar, cuide dele!

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DEPUTADO CLASSMANN DECLARA: “SOU FERRENHO DEFENSOR DO MUNICIPALISMO”

O Municipalismo vem cada vez mais somando forças em torno de um debate que é o fundamento da democracia. È nas cidades que inicia toda a formação social, onde as comunidades estão mais próximas de seus representantes políticos. A própria constituição Federal de 1988 assegura que todo município brasileiro é ente federado.  O municipalismo é hoje uma nova forma de administrar de discutir os interesses sociais.

Para o Deputado Estadual (RS) Aloísio Classmann o municipalismo é de fundamental importância para o desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul: “Sou ferrenho defensor do municipalismo, ele é a ferramenta mais importante que a sociedade têm e que a liga diretamente com seus governantes. Já presidi a comissão de assuntos municipais, conseguindo dar o direito da emancipação político administrativa a vários municípios. O movimento municipalista é uma organização dos prefeitos e suas comunidades para estar cada vez mais próximo do poder público estadual e federal.

Em prol do desenvolvimento do municipalismo tenho trabalhado de forma honesta e tenho dado ênfase, principalmente para as pequenas comunidades, por que é lá que falta segurança, que falta mais saúde, aliás, a saúde está longe do cidadão. Nas pequenas comunidades falta maquinários e equipamentos para trabalhar, os jovens estão tem dificuldade de acessos a informação, a inclusão digital, são jovens inteligentes em busca de renda e bem estar social e por isso estes jovens acabam vindo buscar seu grande desafio nos grandes centros. Por estes e outros motivos eu tenho pautado em toda a minha vida as causas municipalistas”.

#RANKING DAS 100 MELHORES #CIDADES DO BRASIL PARA MORAR

(Charge: palavras.blog.br)

Neste ranking, 82 municípios possuem menos de 300 mil habitantes e exatamente a metade tem menos de 100 mil habitantes. Apenas duas cidades gaúchas estão entre as colocadas na pesquisa Firjan desenvolvimento municipal (IFDM). No grupo das 100 melhores, 87 são municípios do estado de São Paulo. Os 13 restantes se encontram no Paraná (Maringá, Londrina e Curitiba), Santa Catarina (Brusque, Videira e Jaraguá do Sul), Rio de Janeiro (Macaé e Niterói), Rio Grande do Sul (Marau e Lajeado), Goiás (Catalão), Espírito Santo (Vitória) e Minas Gerais (Nova Lima).

A comparação absoluta de cada município permite medir se a efetividade das políticas públicas resulta em melhores condições sócio-econômicas da população. É um trabalho de fôlego, desenvolvido pelo corpo técnico do Sistema Firjan, com consulta a especialistas externos. Foram mapeados indicadores para todos os 5.564 municípios brasileiros, que retratam as três principais áreas desenvolvimento humano:
Educação, saúde e emprego e renda.

Estudo da Firjan aponta que 83% dos municípios não se sustentam

O dado faz parte de uma Pesquisa inédita sobre a gestão fiscal municipal, de 2006 a 2010

Apenas 95 prefeituras têm gestão excelente das finanças
Pesquisa inédita da Firjan mede a qualidade da gestão fiscal de 5.266 municípios brasileiros e constata quadro de dificuldades em 65% deles, afetando 81 milhões de pessoas. O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) é composto por cinco indicadores, que medem os principais aspectos da gestão fiscal dos municípios. As notas variam entre 0 e 1.

Entenda as notas: 0 – 0.4: gestão crítica           0.4 – 0.6: gestão em dificuldades

0.6 – 0.8: boa gestão          0.8 – 1: gestão de excelência

As cidades brasileiras não se sustentam. A maioria — 83% de 5.266 municípios, do total de 5.565 existentes hoje no país — não consegue gerar nem 20% da receita de seu orçamento. O dado faz parte de um estudo inédito da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) sobre a gestão fiscal municipal, de 2006 a 2010. Nesse estudo, só 2% das cidades tiveram nota geral máxima — apenas 95 prefeituras têm gestão excelente das finanças, enquanto mais da metade do total, ou 64%, está em situação difícil ou crítica ao gerir o orçamento. A nota geral do país também pouco melhorou: subiu só 1,9%.

A Firjan criou um Índice de Gestão Fiscal que mede cinco itens: capacidade que o município tem de gerar receita (arrecadação); gastos com pessoal; capacidade de fazer investimentos; custo da dívida (o peso do pagamento de juros e amortizações); e uso de restos a pagar (a capacidade de pagar dívidas do ano anterior). Esse índice foi medido de 2006 a 2010, em 5.266 municípios (há 297 que não entregaram dados fiscais ao Tesouro, e, por isso, não entraram na pesquisa) — e um dos principais resultados foi a má administração municipal no item geração de receita. Nos 4.372 (83%) municípios que não geravam nem 20% das receitas, moravam 35,2% da população.
— São municípios que não se sustentam. Se fossem uma empresa, seriam como uma filial falida de uma matriz. Só 83 prefeituras, 1,6% do total, conseguem pagar a folha de pessoal com dinheiro próprio. As outras 98,4% precisam de transferências da União e dos estados — afirma Guilherme Mercês, gerente de Estudos Econômicos da Firjan.
— Cidades com frágil sistema de gestão e que vivem só das transferências federais caminham eventualmente para a falência — diz José Matias-Pereira, professor de Administração Pública da UnB.
Além da incapacidade de gerar receita própria, outra deficiência foi o aumento do gasto com pessoal, item que teve a nota que mais piorou de 2006 a 2010. Caiu 15,2%. Significa, diz a Firjan, que os gastos com pessoal passaram de 45% das receitas correntes líquidas das prefeituras para 50% — aumento de R$ 37,6 bilhões de 2006 a 2010, atualizados pela inflação. Enquanto isso, o gasto das prefeituras com investimento é baixo: metade delas está em situação difícil ou crítica nesse quesito, tendo aplicado em 2010, em média, 7% da receita. É no item investimentos que entrariam, por exemplo, projetos de infraestrutura em transporte e habitação.
Boa parte da explicação sobre a incapacidade dos municípios de gerar receita recai sobre a falta de desenvolvimento da economia local das regiões. Segundo a Associação Brasileira de Municípios (ABM), apesar de a maioria da população brasileira ser urbana, cerca de 50% das cidades do país têm base econômica agrícola, com atividades produtivas e renda da população que geram arrecadação de baixo valor.
— De toda a receita arrecadada no Brasil hoje, de 60% a 65% são da União; de 20% a 25%, dos estados; e apenas de 17% a 19%, dos municípios — sublinha José Carlos Rassier, secretário-geral da ABM. — A saída é estimular as economias locais e o desenvolvimento regional de forma integrada. Há má distribuição de recursos, principalmente levando-se em conta que, após a Constituição de 88, os municípios ganharam mais responsabilidades em Saúde e Educação, e até por isso houve mais gastos com pessoal. Mas a cooperação federativa precisa melhorar. No Uruguai, toda a educação é federal. Em outros países, há muitas obrigações para unidades regionais, equivalentes aos estados. Aqui, Borá (SP), com menos de mil habitantes, tem as mesmas obrigações de São Paulo.
Mesmo cidades com boas notas em gestão fiscal nem sempre oferecem à população serviços de qualidade ou boa infraestrutura urbana. Ourilândia do Norte (PA) é a sétima melhor do país, mas mais da metade de seus domicílios não tem saneamento, segundo o IBGE, e 12,6% de sua população com 15 anos ou mais são analfabetos.
— A boa gestão de hoje não tem efeito imediato no desenvolvimento do município — diz Gabriel Pinto, especialista em Desenvolvimento Econômico da Firjan. — Santa Isabel (GO), a melhor hoje, em 2006 estava na 4.510 posição. Hoje, ela pode ainda não ter bons indicadores sociais porque o reflexo da boa gestão nos serviços sociais é um processo de médio a longo prazo.
— Isso demonstra que boa gestão não necessariamente traz boa política social. Maior gasto com pessoal, mesmo com Educação, não necessariamente significa qualidade: pode ter havido mais contratações de professores, mas por baixos salários — diz Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. — Tem de se ver a qualidade do gasto, não só sua gestão.

fonte: http://oglobo.globo.com/pais/estudo-da-firjan-aponta-que-83-dos-municipios-nao-se-sustentam-4341519

Veja agora o Ranking com as 100 melhores cidades do Brasil para se morar:

1º São Caetano do Sul SP
2º São José do Rio Preto SP
3º Indaiatuba SP
4º Araraquara SP
5º Jaguariúna SP
6º Barueri SP
7º Sertãozinho SP
8º Marília SP
9º Santana de Parnaíba SP
10º Louveira SP
11º Vinhedo SP
12º Guaíra SP
13º Bauru SP
14º Itatiba SP
15º São Carlos SP
16º Boituva SP
17º Sorocaba SP
18º Ribeirão Preto SP
19º Paulínia SP
20º Iracemápolis SP
21º Hortolândia SP
22º Valinhos SP
23º Americana SP
24º Gavião Peixoto SP
25º Sud Mennucci SP
26º Atibaia SP
27º Santa Bárbara d’Oeste SP
28º Jaraguá do Sul SC
29º Vista Alegre do Alto SP
30º Limeira SP
31º Campinas SP
32º Itapecerica da Serra SP
33º Onda Verde SP
34º Jundiaí SP
35º Araçatuba SP
36º Itu SP
37º Araras SP
38º Catiguá SP
39º Santo André SP
40º Monte Alto SP
41º Orindiúva SP
42º Lins SP
43º Catanduva SP
44º Nova Odessa SP
45º Brusque SC
46º São José dos Campos SP
47º São João da Boa Vista SP
48º Vitória ES
49º Santos SP
50º Mogi Guaçu SP
51º Londrina PR
52º Tarumã SP
53º Sumaré SP
54º Maringá PR
55º Tietê SP
56º Tubarão SC
57º Macaé RJ
58º Aracruz ES
59º Piracicaba SP
60º Votuporanga SP
61º Cotia SP
62º Barretos SP
63º São Bernardo do Campo SP
64º Pinhais PR
65º Niterói RJ
66º Jaú SP
67º Diadema SP
68º Matão SP
69º Rio Claro SP
70º Bragança Paulista SP
71º São Paulo SP
72º Pindamonhangaba SP
73º Itabira MG
74º Itupeva SP
75º Curitiba PR
76º Maracaí SP
77º Olímpia SP
78º Blumenau SC
79º Presidente Prudente SP
80º Lençóis Paulista SP
81º Botucatu SP
82º Jandira SP
83º Morro Agudo SP
84º Promissão SP
85º Alumínio SP
86º Pereira Barreto SP
87º Mogi das Cruzes SP
88º Itajaí SC
89º Concórdia SC
90º Caieiras SP
91º Nova Lima MG
92º Marapoama SP
93º Amparo SP
94º São Vicente SP
95º Sebastianópolis do Sul SP
96º Poá SP
97º Ouro Branco MG
98º Videira SC
99º Cerquilho SP
100º Belo Horizonte MG

fonte: Firjan

 

#TECNOLOGIA: COM INTERCÂMBIO MUNICÍPIO PRETENDE SOCIALIZAR CONHECIMENTOS TECNOLÓGICOS #BONS EXEMPLOS MUNICIPAIS

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Salvador do Sul, localizado na Serra Gaúcha, foi buscar o conhecimento na prática do que pode representar o maior avanço da história do município. Socializar com um país Europeu suas experiências tecnológicas será uma grande vantagem para sua atividade primária. O referencial econômico do município, de aproximadamente 7 mil habitantes, é a avicultura, sendo, atualmente, o maior produtor de ovos e perus do estado do Rio Grande do Sul. Foto: arquivo do município http://www.salvadordosul.rs.gov.br

Salvador do Sul – Prefeita encaminha intercâmbio com cidade alemã

Salvadorenses fortalecerão laços com Dickenschied, terra do primeiro colonizador

Mesmo em férias, a prefeita de Salvador do Sul, Carla Maria Specht (PPS), tem tratado de assuntos de interesse do município durante viagem que realiza à Alemanha. Uma conquista significativa e de importância histórica para os salvadorenses já está, praticamente, assegurada: foi acertado um intercâmbio de Salvador do Sul com a cidade alemã de Dickenschied, terra natal de Peter Heck, simplesmente, o primeiro colonizador das terras que hoje pertencem ao território salvadorense.

A pareceria foi acertada em encontro com o prefeito Karl-Wilhelm Bender, durante uma festejada recepção à prefeita salvadorense por autoridades locais. Cercados de historiadores, Carla e Bender conversaram bastante sobre a origem alemã de Salvador do Sul.

Relatos antigos indicam que Peter Heck deixou a Alemanha ainda criança e que, depois de viver em São José do Hortêncio e ter casado com Helena Goelner, mudou-se para Júlio de Castilhos, em 1855. De lá, ele ajudou a comercializar a área da colônia.

Uma grata surpresa para Carla Specht acabou sendo o encontro com um outro Peter Heck, descendente direto do imigrante, morador da área central da cidade. E foi este Heck, com seus pais, que abriu parte da história do imigrante, deixando evidente que ele fez do Brasil seu lar, sendo, inclusive, sepultado em São José do Hortêncio.

A cidade de Dickenschied, que fica na famosa região do Hunsrück, não é grande, tendo menos de 800 moradores. A manutenção de sua história, iniciada no século XII, é destaque, tanto que muitas casas se mantêm de pé em meio às estreitas ruas. O que era um curral, hoje é corpo de bombeiros. O que já foi estábulo, hoje foi reformulado e é centro cultural. Tudo tem serventia apesar dos anos.

Todavia tem uma tecnologia bastante avançada no que diz respeito a tratamento de dejetos, à área ambiental e produtos relacionados à informação.

O Intercâmbio O prefeito alemão, surpreso com a história da colonização no Brasil e a manutenção desta cultura, ficou convencido de que vale a pena manter intercâmbio com Salvador do Sul. O desejo de consolidar o projeto é tanto que levará a iniciativa à câmara de vereadores local na certeza de aprovação, já que boa parte dos vereadores esteve no encontro com Carla Specht. Os interesses brasileiros também estiveram representados pelos alemães Joseph Lauer e Freimut Stephan, que conhecem as terras gaúchas.

A grande vantagem do intercâmbio está no resgate cultural e na divulgação das tecnologias alemãs. “O Brasil tem vários pontos à nossa frente, nós estamos melhor em outros, e isso é bom para ambos porque se pode dividir conhecimentos”, destacou Freimut, falando das escolas de tempo integral como um grande diferencial no nosso país.

Para que o intercâmbio seja confirmado, é necessário que as duas câmaras de vereadores e os dois prefeitos digam sim, e, como isso não representa custos para as prefeituras, o intercâmbio deverá ser mantido. “É possível ter um pedaço de Salvador do Sul na Alemanha e vice-versa”, afirmou a prefeita Carla.

O Karl-Wilhelm Bender e Heck foram convidados a visitar Salvador do Sul, quem sabe em outubro, para firmar o intercâmbio.

fonte: http://www.fatonovo.com.br/ler.php?id=3654

458 anos de #Salvador: Onde a história do #Brasil começa

Parabéns Salvador, 458 anos

A História da colonização e da missigenação brasileira começou a ser contada na região norte. Salvador é uma parte dela e hoje, 29 de março completa 458 anos de emanciapação política/administrativa. Parabéns ao povo de Salvador!

por: Marta Erhardt e Thiago Fernandes

Uma cidade de personagens

Tipos populares sempre marcaram a vida pacata de Salvador. Pessoas excêntricas desfilavam suas singularidades pelas ruas da capital baiana e se tornaram símbolos de uma época. Quando a cidade alta ainda era centro comercial, financeiro e administrativo da capital, o Guarda Pelé se transformou em personagem principal da história da região. Ele controlava o trânsito na Praça Municipal e aproveitava para fazer coreografias entre os carros. Em meio aos apitos e movimentos de braços, surgia um aceno ali, outro acolá. Era a receptividade do soteropolitano, caindo nas graças de mais uma peculiaridade de sua cidade.

O Guarda Pelé não é caso isolado. O famoso Jacaré chamava a atenção dos transeuntes na mesma região, quando subia em um caixote para fazer discursos políticos. E quem já não ouviu falar do repórter do povo? No início do século passado, Cuíca de Santo Amaro cantarolava seus cordéis para relatar os “causos” da sociedade baiana da primeira metade do século. Suas histórias provocavam temor entre os integrantes da alta sociedade. Se estivesse vivo, completaria cem anos em 2007. Ele morreu aos 56 anos, em 1964. Dentre os fatos contados em praça pública, entraram para a história “o crente que passou a mãe para trás” e “a mulher que casou com outra”.

O antropólogo e professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Roberto Albergaria, explica o fascínio que estas fguras exerceram ao longo do tempo. “Os tipos populares são aqueles cuja singularidade está no limite entre a loucura e a excentricidade A cidade representava um grande teatro, onde as pessoas viviam suas diferenças publicamente”, explica.

Na medida em que Salvador cresceu e ultrapassou a marca de 1 milhão de habitantes, deixou de ser propícia a estes tipos. “A nova Bahia de massas começa a substituir a velha Bahia da comunidade e as pessoas, como atores sociais, passam a representar um novo papel. Tornam-se mais introspectivas. Assim, os contatos foram se distanciando e a experiência da rua passa a ser a do anonimato”, destaca Albergaria.

Apesar do desaparecimento gradativo dos tipos populares a partir da segunda metade do século XX, uma mulher ainda atraía os olhares dos moradores da Cidade Alta na década de 70. Quem freqüentava a região conta que perambulava por ali uma moça toda vestida de roxo. OS boatos davam conta de que ela teria sido abandonada no altar pelo noivo. Com o trauma, apresentou um quadro de depressão e problemas psicológicos, passando a perambular pelas ruas do centro de véu e grinalda. Alguns anos depois, adotou o roxo e o preto, em sinal de luto.

Hoje, estas figuras ainda podem ser encontradas em cidades do interior e nos bairros periféricos da capital baiana, onde ainda há uma densa vida de rua, de acordo com o antropólogo. “Houve uma mudança na expressão dessa natureza. Hoje o que se tem é uma massa de anônimos onde a singularidade não é mais possível”, afirma.

fonte: http://www3.atarde.com.br/especiais/aniversario_salvador/uma_cidade_de_personagens.htm