Arquivo da tag: crescimento lento

COLETA SELETIVA CRESCEU DE 8,2% PARA 17,9% EM 8 ANOS

Mesmo confirmando que o aumento de municípios que realizam coleta seletiva é considerado baixo, IBGE insiste que o país teve melhora em todas as regiões.
Foram 9,7 pontos percentuais em 8 anos de 8,2% em 2000 para 17,9%, em 2008. Então, para alcançarmos 100% de municípios com coleta seletiva faltam pouco mais de 80 anos? É isso? Significa que a minha geração, nem a próxima irão ver este feito?
imagem: http://migre.me/92MeR

Atlas Saneamento 2011: saneamento básico melhora em todas as regiões do país, mas diferenças ainda existem
O Atlas de Saneamento 2011, que o IBGE lança hoje, 19 de outubro de 2011, revela que, apesar de persistirem diferenças regionais marcantes na abrangência municipal dos serviços de esgotamento sanitário, de abastecimento de água, de manejo de águas pluviais e de resíduos sólidos, entre 2000 e 2008 houve um avanço no número de municípios cobertos pelo saneamento básico em todas as regiões do Brasil.
O Atlas faz uma leitura territorial dos dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008, estabelecendo uma visão articulada das diferenças regionais existentes naquele ano no que se refere à distribuição, abrangência e qualidade dos serviços de saneamento presentes nos municípios brasileiros.
Na comparação entre 2000 e 2008, percebe-se que houve um aumento no número de municípios que realizavam coleta seletiva de lixo. O percentual de municípios brasileiros que ofereciam este serviço registrou um aumento, passando de 8,2%, em 2000, para 17,9%, em 2008, valor ainda considerado baixo. Entre as cidades que realizavam coleta seletiva, apenas 38% o faziam em todo o município. Observou-se, ainda, grandes disparidades regionais, pois este serviço estava concentrado nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, que alcançavam um percentual acima dos 40%, enquanto nas demais regiões não chegavam a 10%.

Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1998&id_pagina=1

#RANKING DO SANEAMENTO: QUAIS SÃO AS MELHORES E PIORES CIDADES DO #BRASIL

FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO É CAUSA DE DOENÇAS
A coleta de dados de mais uma pesquisa comprova novamente que o Brasil está ficando para traz no desenvolvimento. O saneamento básico é peça chave no que tange o crescimento de um país. Segundo o Instituto de pesquisas Trata Brasil o país cresceu apenas 3 pontos percentuais em 9 anos (de 2000 até 2008) em coleta de esgoto, subindo de 52% para 55%.
Em todo território nacional há 5.565 municípios, destes, 2.495 não possuem nenhum tipo de rede coletora de esgoto, quase 45% do total. Somente 29% dos municípios brasileiros (1.587 cidades) têm algum sistema de tratamento de esgoto instalado.
Junto com resíduos agrotóxicos e destinação inadequada do lixo, o não tratamento do esgoto sanitário responde por 72% das incidências de poluição e contaminação das águas de mananciais, 60% dos poços rasos e 54% dos poços profundos. E atualmente 30,5% dos municípios lançam o esgoto não tratado em rios, lagos ou lagoas e utilizam as águas destes mesmos escoadouros para outros fins.
Enquanto não são tomadas medidas rápidas para melhorar o saneamento no Brasil, o mosquito do aedes aegypti encontra seus criadouros se prolifera, causando mais epidemias que custam milhares de reais aos cofres públicos.
Outras doenças são registradas devido a incidência da falta de saneamento. O estudo “Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População”, desenvolvido pelo Instituto Trata Brasil, revela que as diarréias respondem por mais de 50% das doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado, sendo responsáveis também por mais da metade dos gastos com esse tipo de enfermidade.
90% das cidades afirmaram não ter, hoje, como controlar as águas das chuvas.

Melhores X Piores cidades no ranking do Saneamento

Ranking do saneamento revela lentidão nos avanços do atendimento voltado à água e esgotos. O estudo feito pelo Instituto Trata Brasil avaliou os serviços nas 81 maiores cidades do País, e mostra o que ocorre com esgoto gerado por mais de 72 milhões de brasileiros.

O título das 10 piores cidades acima de 300 mil habitantes ficou com:
1ª Nova Iguaçu (RJ): população: 855 mil habitantes e sem coleta de esgoto;
2ª Belém (PA): com 1,4 milhão de habitantes e 6% de atendimento com serviço de esgoto;
3ª Canoas (RS): abastece com água 94% da população de cerca de 329 mil habitantes e atende apenas 13% com coleta de esgoto;
4ª Rio Branco (AC): com 301 mil habitantes e com tratamento de esgoto de apenas 3%;
5ª Jaboatão do Guararapes (PE): com apenas 8% de atendimento de esgoto a uma população de 678 mil pessoas;
6ª Ananindeua (PA): com 495 mil habitantes e nenhum tratamento de esgoto;
7ª São João do Meriti (RJ): com 0% de cobertura de esgoto e uma população de 468 mil pessoas;
8ª Belford Roxo (RJ): com mais de 495 mil habitantes e 1% de atendimento com serviço de esgoto;
9ª Duque de Caxias (RJ): população de 864 mil habitantes sem tratamento de esgoto;
10ª Porto Velho (RO): com 0% de esgoto tratado para uma população de 379 mil habitantes, que ocupam a última posição.

Por outro lado o ranking mostra ainda que, no conjunto dos indicadores avaliados, estão entre as melhores cidades do País:
1ª Santos (SP): primeiro colocado, com operação estadual;
2ª Uberlândia (MG): com operação municipal;
3ª Franca (SP): com operação estadual;
4ª Jundiaí (SP): com operação municipal em parceria com o setor privado;
5ª Curitiba (PR): com operação estadual;
6ª Ribeirão Preto(SP): com operação municipal em parceria com o setor privado;
7ª Maringá (PR): com operação estadual;
8ª Sorocaba (SP): com operação municipal;
9ª Niterói (RJ): operação privada
10ª Londrina (PR): com operação estadual na prestação dos serviços.

Atendimento ao esgoto:
O índice médio de coleta de esgoto nas 81 maiores cidades do Brasil é de 57% do que é produzido pela população, conforme a pesquisa do Instituto Trata Brasil.  Das cidades pesquisadas, 28 informaram ter índice de coleta de esgoto superior a 80% da população, sendo que, deste total, 3 informaram ter 100% de coleta: Belo Horizonte, Porto Alegre e Montes Claros.
Por outro lado, 53 cidades apresentaram índices de coleta inferiores a 80%.  No que se refere ao tratamento, o índice selecionado pelo Trata Brasil informa o volume médio de esgoto tratado em função da água consumida e nas cidades classificadas, a média ficou em 39%.  16 cidades informaram ter índices superiores a 70% e 44 municípios informaram ter índice de tratamento abaixo do percentual médio de 39%, incluindo as capitais Rio Branco, Aracaju, Natal, Cuiabá, Porto Alegre, São Luís, Teresina, Macapá e Belém.

Fonte: http://www.tratabrasil.org.br/