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Seja 2015, faça você mesmo! #amor #fraternidade #tudonovodenovo

3597246-781336Acreditem, seremos soterrados pelo lixo.

Você já reparou quanto lixo produz durante 1 dia?

Quantas sacolas plásticas cheias de lixo leva para a rua por semana?

O caminhão da coleta leva para onde? Você sabe?

Já parou pra pensar quantos destes produtos são realmente reciclados?

E os veículos? Móveis? Geladeiras?

Tantas coisas são descartadas.

Caminhão de coleta não elimina o problema.

Está se formando uma grande montanha de lixo no planeta. Não é raro encontrar carros abandonados nas ruas da cidade.

Algum dia um guincho leva para um grande depósito que não para de crescer.

Cresce na velocidade em que os pátios das fábricas são “trolhados” por mais e mais carros novos.

Nesse novo ano de 2015 pare para pensar, reutilize, reforme, use a sua criatividade!

Proponha-se a fazer uma decoração alternativa em sua casa e personalizar seus objetos.

Family playing hide and seekPense que em 50 anos você ainda terá espaço para caminhar nas ruas e o calor não será tão forte.

Plante uma árvore, ensine o seu filho a brincar de esconde-esconde, faça você mesmo!!

O Planeta é o seu lar, cuide dele!

#CAMPANHA: CIDADE LIMPA

A campanha Limpa Brasil Let’s Do It! tem por princípio conscientizar os cidadãos sobre a destinação correta do lixo e organizar mutirões de limpeza em cidades brasileiras. O primeiro passo é atingir o interesse das pessoas e das organizações sobre como é possível modificar a realidade das cidades sobre o lixo apenas com a ação individual. Conquistar as instituições e o povo por meio de um objetivo comum: limpar as cidades e mudar a atitude da população.

Esta é a razão pela qual a Atitude Brasil, em parceira com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o programa Let’s do it World, trouxe a campanha para o Brasil. O sucesso da Estônia está percorrendo o mundo. São mais de 70 países que adotaram o movimento e querem ver suas cidades mais limpas.

Acesse o site: http://www.limpabrasil.com/site/sua-cidade/

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foto: 1º - Calgary, Canadá.
Como seria gratificante encontrar o Brasil entre estas 10 cidades mais limpas do mundo. No entanto o país não se encaixanem no ranking das 50.

(abaixo o publicado na portal da Revista EXAME)

AS 10 CIDADES MAIS LIMPAS DO MUNDO

Da qualidade do ar à conservação de ruas e praças, conheça os 10 centros menos poluídos segundo ranking da Mercer com 50 cidades publicado na CNBC; Brasil fica de fora

Autora: Vanessa Barbosa para revista EXAME

1º – Calgary, Canadá
Centro financeiro e comercial, onde estão localizadas as sedes das principais empresas petrolíferas do Canadá, Calgary ocupa a primeira posição desta lista.
Diante de uma rápida expansão econômica e populacional, a cidade reformulou seu sistema de saneamento nos últimos dois anos com o programa chamado “Too Good to Waste”, que visa diminuir a quantidade de resíduos enviados para aterros.
Esforços adicionais estão sendo feitos para reduzir os resíduos de construção civil e demolição, através do aumento da reciclagem de materiais (como madeira, asfalto, gesso, telhas e concreto), bem como incentivo financeiro e programas de educação ambiental.
2º – Honolulu, Havaí
Reduto escolhido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para as férias de natal, a paradisíaca Honolulu é a segunda cidade mais limpa do mundo, segundo ranking da Mercer.
A capital do Havaí e principal porto das ilhas havaianas possui exuberantes áreas verdes, praias de águas cristalinas e a melhor qualidade de ar dos EUA. E mais. Em Honolulu, a água é filtrada através de rochas vulcânicas, sendo conhecida por ser livre do gosto de cloro comum em abastecimentos de outras cidades.
3º – Ottawa, Canadá
Ottawa não é apenas a capital do Canadá, mas um dinâmico centro cosmopolita de cultura e inovação tecnológica, com uma inigualável qualidade de vida.
O sistema de transporte público é totalmente integrado, dispondo de uma eficiente malha de rotas de ônibus e um sistema de metrô de superfície. Muitas vias públicas estão dedicadas exclusivamente ao tráfego de ônibus, bicicletas e pedestres.
A sede do governo canadense conta ainda com uma qualidade da água notável. Em 2009, todas as fontes de água potável da cidade obtiveram classificação máxima.
4º – Helsinque, Finlândia
Capital da Finlândia e maior cidade do país, Helsinque leva em conta as condições e as oportunidades do ambiente natural em seu planejamento e incentiva a conservação da natureza, com ações de educação ambiental. Apesar das pressões por novas construções residenciais e comerciais, a cidade consegue preservar, de maneira comprometida, suas áreas verdes e de lazer.
Em seu site, Helsinque disponibiliza relatórios que apontam um redução das emissões de gases estufa por estações de energia, indústria e sistemas de aquecimento de residências, graças ao uso de tecnologias eficiente e combustíveis mais limpos, o que melhora o ar da cidade.
5º – Wellington, Nova Zelândia
Moderna e bem estruturada, Wellington ergue-se entre encostas de morros com vistas para a exuberante Baía de Port Nicholson, de águas tranparentes, apesar do grande volume de navios que ancoram por ali.
O Ministério de Meio Ambiente da Nova Zelândia atribui o bom ar local ao isolamento da cidade, baixa densidade populacional e à proximidade do mar. A poluição veicular também é controlada. Para se ter uma ideia, em 2009, as concentrações de monóxido de carbono foram em sua maioria classificadas como “excelente”, devido à melhoria das tecnologias automotivas.
6º – Mineápolis, EUA
A qualidade do ar em Mineápolis está entre as melhores dos Estados Unidos e do mundo quando comparada com a de outras grandes cidades.
O bom desempenho atmosférico foi conseguido graças a um monitoramento constante de poluentes ao longo dos anos.
A cidade também aposta na iluminação pública mais eficiente com a adoção de lâmpadas fluorescentes, que duram mais tempo que as convencionais e garantem uma economia de energia e dinheiro.
7º – Adelaide, Austrália
Adelaide pode ser considerada um exemplo de desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Localizada ao sul da Austrália, a cidade é sede de plantas industriais da General Motors Holden e Mitsubishi – praticamente metade dos carros produzidos na Austrália vêm de Adelaide -, além de fábricas de equipamentos hospitalares e componentes eletrônicos.
Parte da receita auferida com as intensas atividades industriais e comerciais é aplicada no desenvolvimento sustentável da cidade.
Segundo o estudo, a região tem se afastado da dependência de aterros sanitários como parte do seu Plano Estratégico 2007, e não mede esforços para reduzir a geração de resíduos e incentivar a reciclagem.
8º – Copenhague, Dinamarca
Copenhague tem sido repetidamente reconhecida como uma das cidades com melhor qualidade de vida do planeta. Não é por menos.
A capital da Dinamarca foi a primeira cidade no mundo a promover o empréstimo público de bicicletas. Cerca de 40% de sua população pedala diariamente entre idas e vindas de casa ao trabalho, da escola para o cinema, e em outros deslocamentos cotidianos.
Mas os sistema alternativo de transporte é apenas uma parte do planejamento urbano sustentável da cidade. Anfitriã de convenções internacionais, Copenhague é elogiada pelos esforços desenvolvidos na última década para manter as águas de seu porto limpas e seguras – tão seguras que é possível até nadar nelas.
9º – Kobe, Japão
Localizada junto a um dos maiores portos comerciais do mundo, a cidade japonesa de Kobe é conhecida pela beleza de seu meio-ambiente e pela variedade de entretenimento na área urbana da cidade, cuja paisagem é realçada pelo Monte Rokko.
Quando o assunto é qualidade de vida, Kobe apresenta desempenho invejável, com elevadas taxas de expectativa de vida e alfabetização quase 100%. Em termos de limpeza, a cidade se orgulha do seu sistema de drenagem de águas residuais, separadas de modo que as fortes chuvas não afetam o tratamento de resíduos.
Outro ponto a favor da atmosfera “clean” são os sistemas viários projetados para manter o tráfego em movimento constante, garantindo menor emissão de poluentes ocasionados por congestionamentos.
10º – Oslo, Noruega
Nada das tradicionais indústrias, avenidas congestionadas, barulho ou ar poluído. O que se vê na capital e maior cidade da Noruega é uma paisagem rodeada de colinas e florestas densas, repleta de lagos, parques naturais e casas coloridas.
Sem grandes fábricas em seu território (de apenas 454 quilômetros quadrados), Oslo garante aos seus moradores uma boa qualidade de ar, apesar dos veículos, e reduzidas emissões de gases efeito estufa.
Afim de seguir uma sólida estratégia de gestão de resíduos sólidos, os restos orgânicos produzidos no centro urbano são desviados para tratamento em uma unidade de biogás, sendo transformado em combustível para os ônibus locais. Além disso, o gás metano proveniente do aterro sanitário é coletado e convertido em eletricidade.
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/as-10-cidades-mais-limpas-do-mundo?p=1#link

A polêmica do Lixo Pelotense, por Eduardo Ritter

por Eduardo Ritter*

Conteiner de Pelotas (Foto: Eduardo Ritter).

O novo sistema de coleta de lixo, que está sendo gradativamente implementado no município de Pelotas, está dando o que falar. Desde o início de 2012 foram ampliados o número de containers, com a instalação de centenas de novos equipamentos, apresentando, no máximo, uma distância de 70 a 80 metros entre um container e outro. Os containers servem para a coleta do lixo orgânico. Já o lixo seco é recolhido nas residências nas segundas, quartas e sextas-feiras. Entretanto, por mais que se façam campanhas de conscientização, a população não está se adaptando tão facilmente ao processo e são inúmeros os problemas que estão surgindo e que são percebidos dia a dia nas ruas da área central de Pelotas. E, se o processo pode ser complexo para os moradores, os problemas que estão sendo percebidos são demasiado simples e claros.

O primeiro é o desrespeito a orientação dos containers serem utilizados apenas para lixo orgânico. Nas proximidades da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), por exemplo, onde a redondeza é cercada por bares que vendem latinhas de cerveja e garrafas de litro que são levadas pelos usuários em copos plásticos, todas as manhãs é perceptível: 1) a grande quantidade de lixo na rua e 2) um grande número de lixo seco, como as latinhas e copos plásticos, dentro dos containers. Se já é difícil conscientizar a população sã da cidade, imaginem os bêbados…

Veja o exemplo de Zurique, que é modelo em reciclagem de lixo. Segundo o site Planeta sustentável, na cidade Suiça facilitar o acesso a pontos de coleta seletiva é uma das grandes armas para incentivar a reciclagem. E o governo de Zurique ainda investe em ações de reuso e redução de resíduos porque, lá, o lixo é assunto sério. 70% do aquecimento da cidade é gerado pelo lixo, segundo a jornalista Suzana Camargo que também informou que "esse modelo de sucesso depende de um estreito elo de comprometimento entre governo, indústria e população". Fotos: Suzana Camargo.

Achou o amor no lixo
Como conseqüência, freqüentemente se vê catadores de material reciclável dentro dos containers atirando o que lhes interessa para fora. Além disso, muitas pessoas colocam o lixo misturado em sacolas e, com isso, os catadores abrem as sacolas para pegar o que lhes interessa. Segundo contam outros, os containers, que são grandes, já foi utilizado até por motel por um casal apaixonado sem dinheiro…

Ainda sobre a coleta do lixo orgânico, alguns moradores também reclamam da distância entre um container e outro. Antes era tudo colocado no lixo do prédio ou residência. Entretanto, agora, dependendo do lugar da residência o morador tem que caminhar até 40 metros até o container mais próximo. O que implica numa dificuldade, principalmente para idosos que moram sozinhos, e que complica ainda mais em dias de chuva.

O mesmo vale para o lixo seco. Alguns prédios lacraram as suas lixeiras e orientaram os moradores a colocar o lixo seco ao lado das mesmas. Como é notório, Pelotas é conhecida pela sua população canina nas ruas centrais. Com isso, além dos moradores de rua e dos catadores, os cães também extraviam boa parte desse lixo por ruas e calçadas.
Ou seja, apesar da idéia ser, na teoria, louvável, na prática é muito difícil que ela venha realmente a funcionar. Uma forma simples para resolver o problema seria não lacrar as lixeiras e dar a opção para a população de poder escolher entre as lixeiras prevendo a separação do lixo e os containers. Entretanto, para a maioria da população desinformada o container é, pura e simplesmente, lugar de lixo.

No Brasil a média nacional de reciclagem de lixo é 5%. A reciclagem esté associada a coleta seletiva. Em Buffallo, no EUA, o aumento da frequência de coleta seletiva incrementou o percentual de lixo reciclado da cidade de 10% para 15%. A prefeitura de Buffallo espalhou 70.000 coletores verdes e de duas vezes por mês para duas vezes por semana, segundo o BuffalloNews.com. (Foto: Derek Gee, Buffallo News, 18,jan, 2012)

É comum vermos alguém andando na rua, tomando uma latinha de refrigerante, e, sem pensar, jogar essa latinha dentro de um container. Por mais que se invista em educação, a captação da informação de panfletos, matérias jornalísticas e propagandas não dependem de seus emissores, mas sim, da população. Esse é um dos problemas dos brasileiros em geral, pois eles que se acostumaram com um estado paternalista, ou seja, se o lixo não é recolhido defronte da sua casa, eles não vão andar 40 metros para depositar o lixo num container todos os dias. Esse é um problema de educação, mas que poderia ser amenizado dando alternativas à população. Ou seja, além da educação e orientação, manter as lixeiras tradicionais, com lixo orgânico de um lado e seco de outro, seria mais eficiente e evitaria tantos problemas, nesse caso, para os pelotenses.

*Eduardo Ritter é Professor do curso de jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e doutorando em Comunicação Social da PUCRS.

Este vídeo do YouTube mostra a campanha bem sucedida de alunos universitários para que as latinhas fossem jogadas no lixo certo.

Links relacionados
http://www.buffalonews.com/city/city-hall/article753269.ece
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_467362.shtml
http://www.ecolnews.com.br/gestao_do_lixo_sao_paulo_capital.htm