Arquivo da tag: biodiversidade

Seja 2015, faça você mesmo! #amor #fraternidade #tudonovodenovo

3597246-781336Acreditem, seremos soterrados pelo lixo.

Você já reparou quanto lixo produz durante 1 dia?

Quantas sacolas plásticas cheias de lixo leva para a rua por semana?

O caminhão da coleta leva para onde? Você sabe?

Já parou pra pensar quantos destes produtos são realmente reciclados?

E os veículos? Móveis? Geladeiras?

Tantas coisas são descartadas.

Caminhão de coleta não elimina o problema.

Está se formando uma grande montanha de lixo no planeta. Não é raro encontrar carros abandonados nas ruas da cidade.

Algum dia um guincho leva para um grande depósito que não para de crescer.

Cresce na velocidade em que os pátios das fábricas são “trolhados” por mais e mais carros novos.

Nesse novo ano de 2015 pare para pensar, reutilize, reforme, use a sua criatividade!

Proponha-se a fazer uma decoração alternativa em sua casa e personalizar seus objetos.

Family playing hide and seekPense que em 50 anos você ainda terá espaço para caminhar nas ruas e o calor não será tão forte.

Plante uma árvore, ensine o seu filho a brincar de esconde-esconde, faça você mesmo!!

O Planeta é o seu lar, cuide dele!

Anúncios

#BIKES RECICLÁVEIS: GARRAFAS PET AGORA PODEM VIRAR BICICLETAS

ImageGarrafas PET viram bicicletas

As garrafas PET são feitas de material reciclado e podem ser transformado em diversos utilitários depois de descartadas. A novidade agora são “bikes”!

Criado no Brasil, o projeto do artista plástico Juan Muzzi é resultado de anos de pesquisa e testes. O autor da idéia, já patenteada como a primeira bicicleta reciclável do mundo, conta que “a bicicleta é mais resistente, flexível e barata porque o plástico não enferruja e a fabricação transforma resíduos em um novo produto”.

São necessárias duas mil garrafas plásticas para a confecção de uma bicicleta, e a montagem leva nada menos que 2 minutos, veja o vídeo.

Juan está trabalhando agora em uma cadeira de rodas reciclável. Vamos aguardar pra conhecer outra criação genial do artista.

Fonte: Planejamento Urbano Emergencial: http://www.facebook.com/pages/Planejamento-Urbano-Emergencial/166137580099093

Saiba mais: http://www.muzzicycles.com.br/

VEJA O VÍDEO COM A MONTAGEM DA BICICLETA:

#Decidir o #futuro da #Biodiversidade

Image

Decidir o futuro das águas do rio Turvo é uma excelente iniciativa que dará inicio a uma grande luta em favor da natureza. O município de Campo Novo tem um ótimo local de laser, trata-se do balneário das Três águas, localizado na Esquina São Cristóvão interior do município. O balneário fica ao lado de uma represa artificial do rio Turvo, na qual estão alagados 283 hectares de terras. A represa foi construída pela Sesb Engenharia para gerar energia através da Usina Campo Novo de Energia- Carlos Gonzatto. Visitamos o local e, é claro que a curiosidade sobre a usina cresceu. Onde fica? Como chegar lá? Como funciona... Conseguimos um barqueiro que nos mostrasse o caminho, após andar varios metros em meio a vegetação rasteira (ou na capoeira, do tupi Guarani,"caa", significa mato e "puera", que foi mato), encontramos a represa. O Lugar é habitado por corvos (ave de plumagem negra que se alimenta normalmente de cadáveres de outros animais). Observando a atitude daqueles animais, não foi difícil perceber porque tantos deles estavam ali, eles se alimentavam dos peixes mortos às margens do pequeno rio que se formou depois da obra da barragem. Como aqueles peixes morriam a cerca de dois ou três metros da margem? Talvez com o sobe e desce das águas determinado pelas necessidades de alimentação de água na barragem. Mas a verdadeira resposta ainda estamos procurando, talvez observando a foto acima e as demais fotos que estão em nossa pagina no facebook http://migreme.net/1ih4 alguém possa nos esclarecer...

DECIDINDO O FUTURO DAS ÁGUAS
BACIA HIDROGRÁFICA DOS RIOS TURVO SANTA ROSA SANTO CRISTO

Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos Rios  Turvo – Santa Rosa – Santo Cristo

Está em desenvolvimento o processo de Planejamento de Usos da Água da Bacia Hidrográfica dos rios Turvo Santa Rosa Santo Cristo, tendo como responsabilidade técnica o Departamento de Recursos Hídricos – DRH e FEPAM/SEMA/RS, sendo o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica, responsável pela mobilização da sociedade para participar este processo e da gestão dos recursos hídricos da bacia.

O trabalho está dividido em duas fases: Fase A é a realização do diagnóstico das características da bacia hidrográfica quanto aos aspectos econômicos, sociais, ambientais, disponibilidade hídrica, demanda pelo uso da água, usos e ocupação do solo. A Fase B é o enquadramento das águas por classe de uso, conforme resolução CONAMA 357/05,  estabelecendo que, conforme o uso pretendido da água, esta deve ter uma qualidade.

Para a fase do enquadramento, a comunidade da bacia hidrográfica vai ser chamada para manifestar a vontade de uso do recurso hídrico existente, para o embasamento da votação dos representantes integrantes no comitê de bacia, sendo estes 40% de representantes de usuários da água, 40% de representantes da sociedade civil organizada e 20% de representantes do Poder Público, do estado e da União. Todo esse processo é fundamental para estabelecer dos usos e a qualidade desejadas para a água em toda a bacia hidrográfica.

O resultado deste processo de planejamento, após aprovação no Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CRH/RS, tornar-se-á legislação e deverá ser observado para os futuros empreendimentos na bacia, bem como a renovação dos  licenciamentos ambientais.

O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do rios Turvo Santa Rosa Santo Cristo, que abrange 52 municípios da região, convida a sua instituição para participar do processo de definição dos usos da água na bacia, através das  Consultas Públicas, que serão realizadas conforme abaixo:
12.03.2012 em Santa Rosa

13.03.2012 em Campinas das Missões

14.03.2012 em Três de Maio

15.03.2012 em Santo Augusto

16.03.2012 em Três Passos

Os eventos pretendem atingir os setores que utilizam a água, como: o de abastecimento público, esgotamento sanitário, indústria, geração de energia, mineração, pecuária e agricultura. Por isso, é fundamental a presença dos sindicatos rurais, cooperativas, associações comerciais e industriais, prefeituras, legislativo, ministério público, lideranças  comunitárias e empresariais, universidades, ONGs, membros do CBH TU SR SC e demais órgãos e pessoas interessadas  em discutir o futuro das águas.

O processo de planejamento dos recursos hídricos, está sendo elaborado através do Plano de Bacia Hidrográfica. A  empresa ENGEPLUS Engenharia, foi contratada para apontar o cenário atual da bacia, por meio de estudos,  levantamentos e planejamento. Neste momento, o diagnóstico está concluído e inicia a fase da Mobilização Social.

Outras informações técnicas podem ser obtidas no site www.comiteturvo.com

Municípios que devem participar:
Alecrim, Alegria, Boa Vista do Buricá, Bom Progresso, Braga, Campinas das Missões, Campo Novo, Cândido Godói, Catuipe, Cerro Largo, Chiapetta, Coronel Bicaco, Crissiumal, Derrubadas, Doutor Mauricio Cardoso, Esperança do Sul, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Humaitá, Independência, Inhacorá, Miraguaí, Nova Candelária, Novo Machado, Palmeira das Missões, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Porto Xavier, Redentora, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Augusto, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Martinho, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, São Valério, Sede Nova, Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três de Maio, Três Passos, Tucunduva, Tuparendi, Ubiretama.

Por isso vimos convidá-lo a fazer parte deste processo, participando das reuniões de apresentação do diagnóstico, onde os cerca de 373 mil habitantes, através das suas representatividades, irão escolher o uso e em conseqüência, definir as classes e padrões de qualidade desejadas para os recursos hídricos, da bacia.

Claucia L T Kapper – Presidente do CGBH TU SR SC  

#Biodiversidade ameaçada no parque do Turvo

Image

O Parque Estadual do Turvo foi criado em 1947, sendo o primeiro parque ecológico do Estado, com uma área de 17.491 hectares. Hoje ele é o último reduto da onça-pintada no Estado do Rio Grande do Sul, abrigando também outros animais ameaçados de extinção como o puma, a anta e o cateto. É no parque do Turvo, no rio Uruguai, que está localizado a maior queda longitudinal do mundo, o Salto do Yucumã, com 1.800 metros de extensão. Mas não é com a beleza encantadora da natureza que queremos chamar a atenção para este post, é com o descaso e a falta de investimentos na preservação local. Os ecossistemas do Rio Uruguai encontram-se em um processo acelerado de fragmentação pelo impacto dos empreendimentos hidrelétricos. A bacia do rio Uruguai é um dos mais importantes corredores da biodiversidade do Cone Sul. A bacia do Rio Uruguai vem se tornando um território de diversos conflitos sócio ambientais, onde os interesses econômicos se defrontam com a diversidade biológica da região. Apesar destes conflitos o setor elétrico pretende levar adiante os planos de reaproveitamento da bacia. O tema geração de energia e seus impactos está de frente a um obstáculo: a informação. Pouco se sabe sobre os efeitos que as barragens irão causar a natureza e o clico da vida do rio.

O Grande Roncador quase não grita mais

O grupo de pescadores e barqueiros se preparava para sair pelo rio. Eram um pouco mais do que sete horas e o céu estava encoberto. O objetivo era fazer um trajeto de 75 quilômetros pelo Rio Uruguai, de Iraí até Pinheirinho do Vale. No meio de quase 60 barcos, de variados tamanhos, uma lancha envergava a bandeira argentina em meio as do Rio Grande do Sul, Frederico Westphalen e Brasil. O piloto desta lancha, capaz de levar até 11 pessoas é o argentino Miguel Pazze, que há mais de 20 anos leva turistas do mundo todo para conhecer uma ameaçada maravilha da natureza: o Salto do Yucumã. Para o argentino, o Rio Uruguai já sofre com as alterações que o homem faz ao construir barragens.

– “As barragens que já estão funcionando, como Fóz do Chapecó, elas, este ano, modificaram bastante o regime do rio. Eu acredito que não é uma casualidade. Se o rio se mantém mais alto o Salto do Yucumã vai desaparecer. Vai ter uma mudança importante no funcionamento do rio. Já percebemos isso – adverte Miguel, que ganha a vida levando turístas para dentro do desfiladeiro aquático do Salto do Yucumã, uma das sete maravilhas do Rio Grande do Sul e maior salto longitudinal do mundo.
As constantes elevações do nível do Rio Uruguai por conta da liberação de água pelos empreendimentos hidrelétricos são um problema real e imediato. Especificamente sobre Foz do Chapecó, hoje a usina mais próxima do Salto do Yucumã, a situação é conflituosa. Desde o enchimento do lago ano passado que a empresa e o órgão licenciador, o Ibama, são réus de inquérito aberto pelo Ministério Público Federal. O problema principal é o alagemanto do lago ainda com parcela da vegetação no local do lago e a inexistência de canal lateral para que os peixes possam subir o rio, a exemplo do que ocorre na Usina de Foz do Iguaçu.”


A fala do barqueiro é um retrato da vida real, longe dos gabinetes de Brasília e Porto Alegre que nos discursos em prol da construção de mais barragens no convalecente Rio Uruguai louvam as hidrelétricas e reduzem os impactos ambientais e sociais dos empreendimentos. Hoje, o Rio Uruguai já está próximo do modelo de uma sucessão de lagos. E as barragens afetam tanto o equilíbrio da biodiversidade quanto o regime das águas e a vida de uma grande população de ribeirinhos. Desta população, aproximadamente 5 mil pessoas, moram no entorno do parque Estadual do Turvo, o mais antigo parque gaúcho e porta de entrada para um corredor de biodiversidade que se estende até quase Fóz do Iguaçu, percorrendo as províncias de Corrientes e Missiones na Argentina. Geograficamente, o Rio Uruguai divide uma grande área binacional de preservação de floresta subdecidual de aproximadamente 80 mil hectares, sendo 17 mil hectares no Brasil e o restante na Argentina, no parque provincial de Moconã. Exatamente no centro desta área encontra-se o Salto do Yucumã (Salto del Moconã em espanhol), a maior queda d’água longitudinal do mundo, com 1,8 quilômetros de extensão.

– Estamos muito preocupados com a questão das barragens que já existem e as que estão em projeto para o Rio Uruguai. Estamos discutindo o turismo, mas a nossa principal atração já está sendo afetada – afirmou Gildo Martens, vereador do município de Derrubadas, onde está a sede do Parque Estadual do Turvo.

A próxima ameaça já está diagnosticada. É o caso do Complexo Hidrelétrico de Garabi. Anunciado em 9 de setembro de 2008 pelos presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, em Brasília, com previsão de gerar 1,89 MW, o projeto prevê erguer duas usinas no trecho binacional do rio. A ideia é antiga. Em 1972 os dois países fizeram o primeiro tratado. Os estudos foram até 1988. Na década de 90, no entanto, a iniciativa parou por conta da crise econômica e da mobilização dos movimentos sociais contrários ao empreendimento.

O símbolo das ações ambientais contra Garabi era a submersão do Salto do Yucumã e das áreas de preservação ambiental nos dois lados do rio. Os movimentos sociais obtiveram êxito aparente até 2008. Os novos projetos das usinas prometem não inundar o salto, baixando as cotas das barragens, mas ambientalistas dos dois países desconfiam da veracidade dos dados oficiais. Na Argentina, até um plebiscito deverá acontecer para consultar a população sobre a barragem.

No terreiro de chão batido as cadeiras se mesclam a chinelos de borracha em constante arrastar e ajeitar. Os pés são tão inquietos quanto as mão de seus donos. Mão rudes e fortes que quando gesticulam enchem as frases de humor ferino e ênfase. O dançar dos dedos emoldura o trovejar da voz ou o gargalhar da boca. É uma conversa tensa. O cenário é verde e preto. Cachorros guaipecas coçam as pulgas enquanto os homens conversam. O assunto é caro aos cinco homens na casa dos 50 anos: a pesca no Rio Uruguai. Bonés surrados, maços de cigarros e chinelos de borracha acompanham os pescadores da Barra do Turvo, pequena localidade que testemunha o encontro do Rio Turvo com o Rio Uruguai. O dia está quente e úmido. A palavra está com Buda:

– Se isso acontecer a gente está acabado. Acabou os ribeirinhos. Já está cada vez mais difícil pescar. Com as barragens que estão ai, o nível do rio muda uma vez por semana. Com mais uma barragem, acabou.

– “Não pode ser. Assim não vai dar mais para viver por aqui” – intervêm “Paquinha”.

– “Acho que não é isso. Já ouvi falar dessa barragem. Não vai mudar nada aqui. É longe daqui. Não vai afetar” – aponta Chico, nome por que é conhecido Aparício Roque de Andrade, 49 anos.

– Mas já tem menos peixe. Cada vez menos. Antes tinha mais, bem mais. Pintado e Surubi, quase não tem mais – retruca Buda.

– Mas agora tá melhorando. Replantaram nas margens a vegetação e tem tido muito mais comida para os peixes – recorda “Paquinha”.

– “Mas o problema é quando abrem as comportas da represa lá de cima e vem aquele monte de água que dispersa os peixes tudo. Ai não dá para pescar nada, por uns dois dias” – explica Silvio.

O caso exposto pelos pescadores na Barra do Turvo, localidade que situa-se depois do Salto do Yucumã, é compartilhado pelos pescadores de cima do salto. É o caso de Caniel Caxambu, pescador de mais de 20 anos e grande conhecedor do rio.

– Em menos de 12 horas, água que é liberada pelas usinas de lá de cima chegam aqui e inundam o salto do Yucumã. Também desbarrancam o rio, derrubadno árvores e deixando um perigo para navegar por causa dos galhos que ficam boiando. Pescar então, fica muito mais difícil. Os peixes desaparecem – comenta Caxambu, enquanto conduz seu barco de mesmo nome pelo Rio Uruguai.

Não são só os pescadores que estão preocupados. Dispostos a passar para uma cobrança mais efetiva, o prefeito de Derrubadas Almir Josér Bagega encaminhou via Rota do Yucumã um abaixo assinado cobrando explicações sobre problemas que já acontecem hoje em relação a visibilidade do Salto do Yucumã. Bagega alertou que os guardas parque e os moradores Ribeirinhos do Rio Uruguai relatam que em questão de horas o nível do rio sobe, submergindo o Salto do Yucumã.

– “Lançamos um abaixo assinado pedindo explicações sobre o impacto que o Salto do Yucumã vem sofrendo com a construções das barragens. O governo federal diz que não há impacto, mas qualquer um pode ver com seus próprios olhos o impacto que ocorre depois que a barragem de Foz do Chapecó começou a funcionar” – alertou Bagega. O presidente da Rota do Yucumã, Osmar Kuhn também cobra das autoridades federais mais rigor no cumprimento da legislação ambiental.

– O que propomos é decidir que ritmo e o desenvolvimento que queremos tomar para nossa região! Porque as obras de barragens podem destruir a natureza? Os pequenos tem um tratamento e os grande outro – desabafa Khun.

A situação dos novos empreendimentos, o tão falado Complexo de Garabi, já produziu um documento denominado“Relatório Final dos Estudos de Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai no Trecho Compartilhado entre Argentina e Brasil” executado pelo Consórcio CNEC/ESIN/PROA para EBISA e ELETROBRÁS. O Estudo de Inventário tem como objetivo a determinação do potencial hidroelétrico e da melhor divisão de quedas, através da identificação do conjunto de aproveitamentos que proporcionem um máximo de energia com o menor custo, associado ao menor impacto ambiental. É este documento que estabelece as cotas dos empeendimentos, tamanho dos lagos, potência instalada e impacto ambiental.

Segundo os cálculos divulgados pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético Altino Ventura Filho em uma audiência pública em Santa Rosa “a reserva que abriga o salto terá parte da área alagada, mas seria apenas uma extensão equivalente à que fica sob as águas em períodos de enchente”. A afirmação do secretário demonstra um total desconhecimento do regime do Rio Uruguai e do próprio Salto do Yucumã. Quando está em enchente, situação que cada vez se repete com mais frequência e fora da sazonalidade habitual, o Salto está submerso. Se a mata na margem ficará submersa o Salto também. Além do mais, a diferença entre a cota da barragem (130 metros do nível do mar) e a cota do Salto do Yucumã é de apenas cinco metros. É muito pouco para uma criação da natureza feita a milhões de anos atrás e que facinam as populações do Brasil e Argentina.

Se os planos governamentais forem levados a cabo, o grande roncador não mais vai ecoar seu barulho para os últimos seis exemplares de onça -pintada que ainda habitam o Parque Estadual do Turvo. E nosso filhos conhecerão o local apenas pela lembrança de fotografias e filmes.

fonte: http://salveosaltodoyucuma.blogspot.com/