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Pelo menos 18% do #salariomínimo de cada trabalhador é investido em #transportepúblico em Porto Alegre

Agora, em Porto Alegre, as passagens de ônibus custam R$ 2,95, enquanto o salário mínimo alcança R$ 724,00. Na soma da ida e da volta do trabalho, o transporte custa para o trabalhador R$ 5,90.

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Essa imagem é rotina para os portoalegrenses que pagam R$ 2,95 pelo transporte público

Aqueles que trabalham 5 dias úteis no mês, gastam em média 22 passagens de ida e 22 de volta,  o que resulta na soma de R$ 129,80. Isso representa  18% do salário mínimo.

Considerando 22 dias úteis e 8 horas trabalhadas, cada pessoa investe mais de uma hora/dia somente para pagar o transporte, já que uma hora trabalhada equivale a R$ 4,11.

Ok! Mas em quais condições o trabalhador investe esses 18% de sua renda?

Ônibus lotados, sem segurança, pessoas em pé no corredor com motoristas que não respeitam o excesso de velocidade.

Aí eu faço duas perguntas:

1-      Por que o motorista de carro é obrigado a usar sinto de segurança para a sua proteção e para não ser multado?

2-      Por que quem utiliza o transporte público pode ficar em pé no corredor, sem a menor segurança?

Qual é a diferença?

Somente consigo visualizar um comum entre essas duas perguntas, que é a segurança das pessoas.

Fique atento!

Você que é eleitor, sabe o que o seu parlamentar está fazendo por você em relação ao transporte público?

O vereador Pedro Ruas (P-SOL) está coletando assinaturas para instalação de uma CPI, e até o momento somente 10 vereadores apoiaram a sua proposta. Veja matéria no Jornal do Comércio de hoje: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=158757

O legislativo da capital conta com 36 parlamentares.

Fique de olho, este ano, teremos novas eleições, muitos vereadores irão concorrer a vagas na Assembléia Legislativa. Acompanhe a política perto de você e ajude a mudar!

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Vida nos lixões: tema de #novela, assunto da conferência #RIO+20 e grave problema das grandes #cidades do Brasil

Rita, na novela Avenida Brasil é a própria encarnação televisiva de uma dos contextos mais desafiadores para quase todas as cidades brasileiras: a vida nos lixões. A personagem infantil da novela Avenida Brasil é o retrato da crueldade da “guerra do lixo” estabelecida dentro das grandes metrópoles do país.

Por Luciano Medina Martins

Mel Maia, a atriz mirim que interpreta Rita, na novela Avenida Brasil é a própria encarnação televisiva, devidamente novelizada e glamourizada, do maior desafio dos direitos humanos e da sustentabilildade para quase todas as cidades brasileiras, a vida nos lixões . Ela é o retrato da crueldade da “guerra do lixo” estabelecida dentro das grandes metrópoles do país.

A falta de recolhimento de lixo, a falta de separação de lixo, o baixo percentual de reciclagem de lixo e a forma fácil como pessoas podem se engajar informalmente nos batalhões de coletores, catadores e separadores de lixo que abastecem intermediários que vendem material reciclável que estão ganhando cada vez mais dinheiro são o scenario onde estão crescendo as crianças de rua, os sem teto e muitos dos retirantes do novo milênio.

Rita conta uma história de milhões de crianças brasileiras que trabalham nos maiores lixões do mundo, que são no Brasil. Vivendo em condições que violam os direitos humanos, o respeito as infância e as obrigações de educação da sociedade e do estado para com as crianças o personagem traz a tona o debate que é latente e muito diferente da novela de escândalos palacianos que lota as páginas de política dos jornais.

Em junho acontece uma das mais importantes conferências do mundo no Brasil, a RIO+20, e Rita é tranquilamente um dos ícones do debate que vai acontecer sobre desenvolvimento sustentável. Os diretores e produtores da novela estão de parabéns, provaram que novela é cultura e debate político, ambiental e social de relevância.

(abaixo a reportagem pulicada no portal da Rede Globo)

Mel Maia e Bernardo Simões serão Débora Falabella e Cauã Reymond

Atores mirins protagonizam amor de infância de Rita e Batata na primeira fase

Nada mais puro do que o amor infantil. É isso o que Mel Maia e Bernardo Simões vão mostrar com muito talento e graça em Avenida Brasil, que tem estreia prevista para 26/03. Na trama, eles interpretam Rita e Batata, personagens de Débora Falabella e Cauã Reymond na primeira fase. Ambos serão abandonados no lixão, onde se apaixonarão debaixo do teto da carinhosa mãe Lucinda.

Mel tem apenas sete anos e já vem dando um show de interpretação. Esta é a primeira novela da jovem atriz, que conta com a ajuda de Bernardo, que está em sua segunda novela, além de outras participações na TV. Os dois protagonizam cenas delicadas e de emoção que prometem balançar o público com o ar ingênuo e doce de crianças.

Espevitada que só ela, Mel Maia esbanja alegria pelos bastidores da novela. Mas sua personagem terá uma carga emotiva grande, que requer grande concentração. Mel classifica Rita como uma menina sofrida: “Sinto pena dela, enxergo nela uma menina muito sofrida e chateada. Mas, ao mesmo tempo, é corajosa.”

Bernardo também está entusiasmado com o papel e conta o que está achando de representar o personagem de Cauã Reymond quando jovem: “Muitas crianças gostariam de estar no meu lugar. Estou aproveitando bem, com o máximo de dedicação”.

Radiante com o trabalho, Mel garante que carreira de atriz já faz parte de sua vida. “É isso que quero para o resto da minha vida, até quando crescer”.

Acompanhe tudo o que acontece em Avenida Brasil e não deixe de conferir o trabalho dessa dupla!

Fonte: http://tvg.globo.com/novelas/avenida-brasil/Bastidores/noticia/2012/03/mel-maia-e-bernardo-simoes-serao-debora-falabella-e-caua-reymond.html

#Universidade promove sustentabilidade e solidariedade econômica em Ijuí/RS

*por Estela Maria Hoffmann, jornalista.

Integrantes da ACATA - Reciclagem como fonte de renda. Foto: Estela Hoffmann

Economia Solidária: uma alternativa que dá certo

Solidariedade, união e democracia são valores que garantem o bem coletivo. Utopia? Nem sempre. Em 2005, uma parte do que poderia parecer utopia, virou realidade no interior do estado do Rio Grande Sul na Incubadora de Economia Solidária, Desenvolvimento e Tecnologia Social (Itecsol), através de um Projeto de Extensão da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijui), que possui campi nas cidades de Ijuí, Santa Rosa, Panambi e Três Passos.

Nesta incubadora é prestada assessoria para o desenvolvimento de ações que fortalecem as cooperativas e associações organizadas de maneira autogestionária e solidária. No Itecsol a economia solidária é compreendida como uma nova forma de organização econômica que funciona a partir do trabalho coletivo.

Integrantes da ACATA participam de curso de Segurança no Trabalho (EH)

A Associação dos Catadores de Material Reciclável de Ijuí – ACATA, é um exemplo deste formato de trabalho feito a partir de um projeto do Itecsol. A associação possui atualmente 32 membros; 19 homens e 13 mulheres, que coletam material reciclado em Ijuí (cidade que fica a400 kmde Porto Alegre). Os associados são remunerados pela produtividade dos postos de coleta.

Outros exemplos que surgiram no Itecsol. A Cooperativa dos Pequenos Produtores de Leite Linha Gramado – Copeq. Nela se industrializa leite produzido por 207 famílias de pequenos agricultores no município de Panambi, que são seus associados. Já a Natuagro – Cooperativa de Agricultores Agro-Ecológicos do Noroeste do Estado – trabalha com a produção de alimentos agro-ecológicos. Os membros dessa cooperativa são pequenos agricultores familiares que possuem trajetória de associativismo e cooperação.

Feconsol - Feira de Economia Solidária, que acontece periodicamente no campus da UNIJUÍ (EH)

É comum também a realização das Feiras de Economia Solidária, organizadas pelo Fórum Municipal de Economia Solidária de Ijuí, com o apoio da Incubadora de Economia Solidária da UNIJUÍ. Nestes espaços acontece a comercialização e divulgação dos produtos e serviços elaborados por estes parceiros. Os produtos comercializados geralmente são: cucas, bolachas, sucos, doces, produtos coloniais – oriundos da agricultura familiar e agroecológica. Artesanato, roupas de algodão orgânico, panos de prato, telas, pratos decorados, cadernos e caixas confeccionados com papel reciclado, artigos de crochês, tricôs, capas de térmicas, bolsas, tapetes, produtos indígenas, enfim, uma diversidade de produtos e serviços.

Graças ao envolvimento da comunidade externa, dos professores da Unijui, dos técnicos e dos estudantes, hoje a Incubadora é reconhecida e respeitada em toda a região. Para conhecer mais sobre este trabalho acesse o site: www.projetos.unijui.edu.br/itecsol

#RIO+20: países emergentes, economia de mercado, valor agregado, lucratividade, quem irá sobreviver sem sustentabilidade?

Mesmo faltando alguns meses para o início da conferência do RIO+20 já tem gente sugerindo que nela se tratará de “falsas soluções”. Vale lembrar que demonizar o “lucro”, o “livre mercado”e a “economia” e fazê-los de bode expiatório para todas as desigualdades de nossas sociedades é um dos recursos argumentativos mais fracos e conhecidos de quem quer sabotar um debate sério sobre soluções reais para problemas de verdade, que estão muito acima de imbróglios ideológicos ultrapassados, que podem levam somente a polarização de posições sectárias.

por Luciano Medina Martins

A necessidade de reorganizarmos a produção e o consumo, para que a atividade econômica seja ambientalmente sustentável, justifica-se pela noção de que de que sem sustentabilidade ambiental não sobreviveremos; e, se sobrevivermos, o legado por nós deixado não será muito promissor.

Não ter rentabilidade e lucro, ou extinguir os recursos necessários para que as economias produzam renda e sobrevivam são pontas do mesmo fenômeno. A economia de ganhos em escala, das grandes plantas industriais e altamente impactantes para o meio ambiente, dos modelos econômicos intervencionistas e planificados ou dos conglomerados de oligopólios privados dependentes da boa relação com governos e órgãos reguladores, estão sendo questionados, pela realidade do desgaste do meio ambiente, quanto a sua eficiência, tanto sob o ponto de vista ambiental quanto econômico e social.

O que se percebe no Brasil, onde os oligopólios dependentes do oxigênio fornecido por governos fortes, políticas intervencionistas e centralizadoras, é que ambos modelos; privado oligopolista ou estatal oligopolista, tem que ser profundamente repensados para que a sociedade consiga produzir alimentos, energia e habitação para todos nas próximas décadas e séculos.

A realização de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável no Brasil, a Rio+20, poderá ser o palco a nos revelar o que já sabemos virtualmente: o quanto difícil é debater sobre soluções simples, locais e sustentáveis em um país acostumado a centralização de decisões de administração pública e a centralização de recursos vindos de impostos; a não ouvir os agentes locais e suas realidades; e a desprezar modelos econômicos autônomos que não estejam ligados ao grande investimento governamental vindo da autoridade central.

A entrevista de Marcelo Durão, abaixo transcrita, é um exemplo das dificuldades que se irá encontrar na RIO+20, e que podem engessar o debate. De um lado, esquerdistas que demonizam o lucro e o mercado, como se esses fossem seres de outro planeta que querem devorar os humanos; e do outro lado, ruralistas endividados por monoculturas centenárias que demonizam os ambientalistas e seus protestos. No meio do fogo cruzado das velhas esquerdas e direitas, teremos ambientalistas, economistas da sustentabilidade, pesquisadores sobre meio ambiente, entre outras matizes de movimentos verdes que vieram depois de Lutzemberger.

Pacto Federativo e o desenvolvimento sustentável
O caso de amor e ódio do Brasil com a economia sustentável tem um viés tributário determinante. As soluções locais, microregionalizadas, municipalizadas, autônomas e menos dependentes de decisões centralizadas, ou centralizadoras, e de tecnologia muito cara, tem como principal obstáculo a inversão da pirâmide arrecadatória, que também se convencionou chamar de “quebra do pacto federativo”. Ou seja, os municípios brasileiros ficam com a menor parte dos impostos arrecadados, esta parcela é de menos de 10% , enquanto 60% fica com a União Federal, e por volta de 30% é retida pelos Estados federados. Sem recursos e com muitas obrigações quanto a saúde, educação infantil, urbanização e mobilidade os municípios, e as comunidades que formam as municipalidades, ficam sem recursos para investir e fomentar soluções locais e sustentáveis.

É natural que os melhores especialistas sobre as culturas e realidades locais estejam junto a estas comunidades, mas, sem recursos, dependem da boa vontade de um governo central dominado por prerrogativas políticas que se sobrepõe a tudo e a todos, nenhuma discussão sobre soluções para o desenvolvimento sustentável da economia consegue dissipar a pesado aparelhamento partidário dos governos e ao muro intransponível da centralização de recursos.

Uma das tarefas mais árduas do debate sobre o desenvolvimento sustentável recai sobre todos os movimentos municipalistas do Brasil. Estes movimentos precisam estar atentos a enorme oportunidade que surge com a Rio+20 de tornar o debate sobre a autonomia dos municípios uma parte do próprio debate sobre a economia sustentável no Brasil.

Prefeitos, munícipes e ativistas dos movimentos municipalistas precisam se organizar em torno do debate sobre o desenvolvimento sustentável ou simplesmente o debate na Rio+20 será dominada por movimentos que tem pouca relação com os processos da economia real e com propostas factíveis de avanço nos modelos de produção e consumo que hoje dominam nossa economia. E isto seria no mínimo lamentável.

(Fonte: brasilfatosedados.wordpress.com)

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United Nations Conference on Sustainable Development

Qual será a tônica do debate do Rio+20: sustentabilidade e economia de mercado, ou sustentabilidade e intervencionismo econômico?

Crise ambiental não será resolvida pelo mercado, diz representante do MST 

Do portal Sul 21

O representante da Via Campesina e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio de Janeiro, Marcelo Durão, defendeu que os problemas ecológicos, do ambiente, do trabalho e das cidades não são resolvidos pelo mercado ou pelas “falsas soluções” que ele apresenta.

Durão explicou que os movimentos sociais do campo pretendem fazer na Cúpula dos Povos, que ocorrerá paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho próximo, no Rio, uma reflexão sobre as causas estruturais do sistema econômico que vigora hoje no mundo e como elas afetam os territórios, tanto nas cidades quanto no campo.

Durante a cúpula, que se estenderá de 15 a 23 de junho, as diversas organizações não governamentais (ONGs) brasileiras e internacionais planejam apresentar experiências concretas que os povos vêm fazendo em todo o mundo. “E que, para nós, são as verdadeiras soluções de preservação ambiental e de respeito (ao meio ambiente), que socializam a riqueza e fazem uma lógica totalmente diferente da que está sendo proposta pela Rio+20, que pretende resolver os problemas pelo mercado”.

Durão assegurou que a contribuição das ONGs que participarão da Cúpula dos Povos será de crítica na Rio+20. “Vamos tentar propor outro paradigma, outra sociedade e outra visão para a solução dos problemas ambientais e de acúmulo e concentração de riqueza”. Ele não tem dúvida de que existem soluções diferentes e que não passam, necessariamente, pela elaboração de grandes acordos, como os que estão sendo feitos entre chefes de Estado e grandes corporações.
A ideia é mostrar soluções que envolvam a sociedade civil na prática. Instituições do Cerrado brasileiro, por exemplo, querem demonstrar a experiência das cisternas comunitárias; os agricultores familiares pretendem apresentar experiências da agroecologia, que se contrapõem ao agronegócio. “Não só ficar na crítica, mas mostrar que existem soluções concretas para os problemas que estão aí”.

Membro do Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20, pelo lado brasileiro, Durão revelou que alguns temas já definidos para debates coletivos na Cúpula dos Povos são direitos humanos e territoriais (campo e cidade); bens comuns; agricultura e soberania alimentar; soberania energética e indústria; valores e paradigmas.
A Cúpula dos Povos pretende lançar um documento geral, além dos temáticos, ao fim do evento. “Os objetivos nossos são tentar uma agenda global unificada, tanto de luta, de mobilização, quanto de denúncia das falsas soluções, e uma rearticulação global, nos moldes do que a gente conseguiu fazer na Área de Livre Comércio das Américas (Alca)” – tratado de comércio proposto pelos Estados Unidos em 1994, com o objetivo de eliminar barreiras alfandegárias entre os 34 países da região.

Marcelo Durão disse ainda que a proposta agora é articular as organizações, com a finalidade de pensar questões maiores que ultrapassem a cúpula. “A Cúpula dos Povos é um processo dentro de tudo que a gente tem feito. Existe a clara noção de que o evento não se encerrará em si mesmo, mas terá continuidade”.

Para a Via Campesina, a expectativa é pessimista em relação à Rio+20. Durão apontou as grandes corporações como os principais vilões da crise financeira, iniciada em 2008, e da atual crise econômica que se expande na Europa, na medida em que conseguem colocar seus interesses acima (dos interesses) do Estado. Para ele, as estratégias formuladas têm como única meta centralizar e acumular riqueza nas grandes corporações. Essas estratégias, acrescentou, não visam, de fato, a solucionar problemas como os que estão ocorrendo no mundo, entre eles as mudanças das leis trabalhista e ambiental.

“A mudança do Código Florestal vai possibilitar o desmatamento e a entrada do agronegócio em 8 mil hectares que ainda estão intocáveis”, disse. Ele classificou como cilada um dos temas que serão abordados na Rio+20, que é a economia verde. “Você tenta travestir de verde o mau e velho capitalismo”.
Segundo Durão, trata-se das mesmas estratégias do passado, “só que, agora, com foco ambiental e climático”. No fundo, permanecem as metas de descentralização e acúmulo de riquezas, às quais se somam elementos voltados à sustentabilidade, como fontes renováveis de energia, serviços ambientais, sequestro de carbono, declarou. “Essas estratégias que permeiam as empresas, como educação ambiental para uma comunidade que está sendo atingida por mineração, por exemplo, não solucionam o problema ambiental”.

Na visão do representante da Via Campesina e do MST/RJ, a Rio+20 pode ser um grande sucesso “para as grandes corporações e as empresas”. Ele considera que a grande diferença entre a Rio 92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em 1992, também no Rio de Janeiro) e a Rio+20 é que, na primeira, o diálogo e os questionamentos eram feitos diretamente entre os chefes de Estado, nações e a sociedade. “A sociedade está de fora. Hoje, o diálogo é entre chefes de Estado e nações com grandes corporações”.
Com informações da Agência Brasil

Autor: Da Redação do Sul 21

Fonte: http://sul21.com.br/jornal/2012/03/crise-ambiental-nao-sera-resolvida-pelo-mercado-diz-representante-do-mst/

Links relacionados: http://sustainabledevelopment.osu.edu/

Bons exemplos municipais: #ovinocultura como alternativa de bons #rendimentos

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Ovinocultura - A criação de ovelhas vem ganhando espaço no mercado, segundo a Associação Paulista de Criadores de Ovinos, no ano passado o Brasil contabilizou um abate anual de 270 mil cordeiros, conquistando o 18º lugar no mundo na criação de ovinos, ainda longe de ser auto-suficiente, mas avançando consideravelmente. Imagem: http://migre.me/8n9SZ

Projeto de ovinocultura em Júlio de Castilhos

O município de Júlio de Castilhos está investindo em um projeto de pesquisa com a parceria da Associação de Municípios da Região Centro e grupo de pesquisas em agronegócios da Universidade Federal de Santa Maria, que visa analisar a cadeia produtiva de ovinos na região central do Estado.

A coordenadora do projeto, Andrea Cristina Dorr, disse que é através deste projeto, que será possível diagnosticar os entraves e as potencialidades do setor com o intuito de fortalecer toda cadeia produtiva de ovinos na região. Segundo Andrea, foram visitadas quatro propriedades e dois abatedouros em Júlio de Castilhos, a partir daí, ocorreu levantamento de dados e elaboração de um diagnóstico com base nestes dados.
O material foi apresentado para produtores do município, nesta quarta-feira, 21, durante um encontro que discutiu sobre socioeconômia, contábilidade e de manejo do projeto.

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Reunião de produtores de Julio de Castilhos nesta quarta,21 - foto: Sonaira Canterle

O diagnóstico identificou que os pontos fracos do município estão relacionados à organização e comercialização da cadeia produtiva de ovinos. “Que seria vender de forma clandestina e também seria a questão de não ter para quem vender”, explicou Andrea. Por outro lado, foi identificado grande potencial e grande interesse por parte dos produtores.

fonte: Assessoria de Imprensa da prefeitura de Julio de Castilhos

#Fumo: Enquanto uns morrem, outros sobrevivem dele

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PREFEITOS GAÚCHOS NÃO CONCORDAM COM a proibição da venda de cigarros com sabor visa diminuir o consumo do tabaco, o que pode afetar diretamente a indústria do fumo, a economia de municípios calcados na pequena propriedade rural e na economia familiar. Pelo menos 2,5 milhões de brasileiros trabalham na cadeia produtiva do fumo. Além disto, o setor injeta anualmente R$ 148 bilhões na economia. Só de impostos, são recolhidos anualmente a quantia de R$ 75 bilhões. A AMVARP - Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo vem reivindicando, há tempos, a defesa da cadeia produtiva de tabaco, uma das principais fontes de geração de renda da região. Os prefeitos da AMVARP entendem sofrer preconceito pela sua forma de geração de renda ser a produção de tabaco. A região criou uma Comissão Permanente em Defesa da Cadeia produtiva do Fumo que está trabalhando para disseminar a importância da atividade para os municípios. Segundo dados levantados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) na safra de 2009, 304 municípios gaúchos tiveram incremento na arrecadação do ICMS com a produção de fumo. O presidente da AMVARP, prefeito Mario Rabuske salienta que “apenas no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) direto, os municípios da AMVARP recebem um retorno em torno de R$ 60 milhões, seja com a produção de tabaco ou a de cigarros”. O prefeito salienta ainda que “devem ser levados em conta todos os outros negócios que funcionam em função da produção”, diz. “A cadeia produtiva do fumo é a atividade essencial da região. É importante que se pense em diversificação, mas o tabaco hoje representa fonte de renda garantida aos nossos produtores e o combustível dos nossos municípios”, finaliza Rabuske.

Anvisa proíbe cigarros aromatizados e com sabor no país
Fica vetada a adição de substâncias que dão sabor e aroma aos cigarros e produtos derivados do tabaco, como os
mentolados e os de sabor cravo, chocolate e morango

Brasília – Depois de mais de três horas de debate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baniu os cigarros aromatizados e com sabor no país. Em reunião hoje (13), os  quatro diretores da agência reguladora decidiram proibir a adição de substâncias que dão sabor e aroma aos cigarros e a outros produtos derivados do tabaco, como os mentolados e os de sabor cravo, chocolate e morango. Os cigarros com sabor vão sair das prateleiras somente daqui um ano e meio.
No caso do açúcar, a Anvisa cedeu aos apelos da indústria do fumo e manteve a adição, porém limitada à reposição do açúcar perdido na secagem da folha de tabaco. Segundo os fabricantes, o tipo de fumo mais usado no país perde açúcar no processo de produção e, por isso, é necessária a reposição. O açúcar foi motivo de impasse entre os diretores na reunião passada, em fevereiro, o que acabou adiando a decisão para hoje (13). A medida vale para os produtos nacionais e importados. Estão isentos os destinados à exportação.

A indústria nacional e as importadoras terão um ano para adaptar o processo de fabricação do cigarro e seis meses para retirar de circulação os aromatizados. Para outros produtos, como charuto e cigarrilha, o prazo foi ampliado. São 18 meses de adequação e seis meses para recolhimento do mercado.

Fica permitido o uso de algumas substâncias nos derivados do tabaco: açúcar, adesivo, aglutinante, agentes de combustão, pigmento ou corante (usado para branquear papel ou na impressão do logotipo da marca), glicerol e propilenoglicol e sorbato de potássio. A proposta aprovada prevê ainda que novos ingredientes precisam passar pelo aval da agência reguladora para serem usados no futuro.

fonte: http://exame.abril.com.br/economia/brasil/saude/noticias/anvisa-proibe-cigarros-aromatizados-e-com-sabor-no-pais

link relacionado:
http://wp.clicrbs.com.br/santacruz/2011/05/21/area-de-plantio-de-tabaco-deve-ser-reduzida/