Arquivo do dia: abril 16, 2012

OS MAIORES LIXÕES DO #BRASIL: #CIDADES QUE LIDERAM O RANKING NA PRODUÇÃO DE #LIXO

Sugestões para o país dos maiores e pior aproveitados lixões do mundo:
1) Seja mudado o chamado "padrão de consumo". Faz muita diferença se os consumidores passem a comprar produtos que tenham menos embalagem, com menos materiais e que sejam mais facilmente reaproveitadas, reutilizadas e recicladas. Mas, para isto, os consumidores também precisam de opções.
2) Seja mudada a legislação que regulmenta a produção de distribuição de embalagens. Os consumidores brasileiros muitas vezes não tem opção por embalagens mais sustentáveis. Um dos casos mais claros é o leite. O custo de produção e de reciclagem da embalagem do leite é maior para economia e o meio ambiente que o custo de produção do próprio leite.
3) Aqueles que produzem e distribuem embalagens para seus produtos sejam responsáveis pelo recolhimento e reutilização ou reciclagem destas embalagens.
4) Se fomente a formação de um mercado de materiais reciclados que de conta de um percentual mais significativo do lixo produzido no Brasil. Muito pouco do lixo reciclável acaba sendo reciclado, na faixa de 1 a 2% de todo o lixo consegue ser reciclado pelas usinas no Brasil.
5) Se fomente a produção e implementação de tecnologias voltada para soluções que dêem conta do lixo produzido no Brasil. Existem soluções tecnológicas para transformar o lixo em materias de construção, energia, tecidos e biomassa, mas estas tecnologias não estão implementada e adapatada as diversas situações brasileiras de produção do lixo.
6) Os catadores sejam respeitados como profissão e se lhes dê condições de trabalho com dignidade, material de segurança e condições de saúde. Muito diferente do regime de informalidade escravocrata que domina este mercado e que deixa os catadores na mais completa degradação profissional e humana, sem regulamentação ou reconhecimento de sua profissão essencial para o saúde e sustentabilidade das comunidades. (Foto: http://www.ciclovivo.com.br

No Brasil 228 toneladas de lixo urbano são produzidas diariamente, a maioria das cidades deposita seu lixo em aterros sanitários, e apenas 17,8% delas realizam coleta seletiva do lixo.
Dentre as principais capitais brasileiras, que mais produzem lixo, destacamos 10, as cidades do sudeste lideram o ranking.

  1. São Paulo vem em primeiro lugar produzindo 20 mil toneladas de lixo por dia;
  2. Rio de Janeiro, logo em seguida com uma produção diária de 8,3 t/dia;
  3.  Belo Horizonte vem em terceiro lugar com uma produção diária de 4,9 mil toneladas;
  4. Goiânia em quarto lugar com 3,2t;
  5. Brasília é a quinta colocada deste ranking, a capital Federal, produz 2,5t dia;
  6. Salvador, veM logo após com 2,49t;
  7.  Manaus, produz com 2,4t/dia e ocupa a sétima posição;
  8. Fortaleza em oitavo lugar com uma produção diária de 2,37 toneladas;
  9.  Belém produz 2 toneladas;
  10. Porto Alegre em último lugar no ranking das cidades mais sujas com 1,6 toneladas ao dia.

Em São Paulo o destino do lixo são os aterros sanitários destinando 15,4 toneladas. 4,2 toneladas vão para estações de compostagens e 0,3 para estação de triagem e apenas 0,1 toneladas é incinerada.

O Rio de Janeiro destina a maioria de 6,01 do lixo para aterros sanitários o mesmo faz Belo Horizonte com 4,2 t. Goiânia também destina 100% do lixo produzido para aterros sanitários. Brasília destina 2t do seu lixo para aterros controlados o mesmo faz Salvador destina quase a totalidade do lixo para aterros sanitários.

Manaus, a sétima colocada, destina todo o seu lixo para aterros controlados. A oitava do ranking, Fortaleza, destina toda a coleta para aterros sanitários. Belém distribui entre vazadouros a céu aberto e aterros sanitários. E Porto Alegre destina 1t do lixo produzido a aterros sanitários.

Fonte IBGE:  www.ibge.gov.br

IBGE: 17,8% das cidades fazem coleta seletiva do lixo
Do total de 5.564 municípios brasileiros, apenas 994 faziam coleta seletiva de seu lixo em 2008, ou apenas 17,86% do total. A informação é da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), referente ao ano de 2008, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente da pesquisa, Antonio Tadeu de Oliveira, admitiu que o porcentual é pequeno, se comparado com o que é realizado neste sentido em outros países. “Mas podemos notar que, na pesquisa anterior, realizada em 2000, detectamos que apenas 451 municípios realizavam coleta seletiva”, disse, acrescentando que, em oito anos, o Brasil apresentou uma melhora expressiva.
A localidade que apresentou o maior número de municípios que realizavam coleta seletiva em 2008 foi a região Sul, com 454 cidades, seguida de perto pela região Sudeste (408 municípios); Nordeste (80 municípios) e Centro-Oeste (31 municípios). Em último lugar ficou a região Norte, com 21 municípios que realizavam coleta seletiva.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,ibge-178-das-cidades-fazem-coleta-seletiva-do-lixo,597892,0.htm

#MOBILIDADE URBANA: Nossas cidades não comportam mais tantos carros

Nossas cidades não comportam mais tantos carros, basta sair de casa dirigindo um para entender que não há estacionamento suficiente, não há vias úteis suficientes (me refiro a vias de duas mãos). A "imobilidade" urbana vem sendo tão discutida, este é o momento de refletir sobre questões que envolvem até mesmo o meio ambiente, evitando veículos poluentes e utilizando meios de transporte mais alternativos.
A locomoção por meio de bicicleta evita a emissão e gases, ajuda a descongestionar o trânsito e facilita a mobilidade, ajuda a manter a forma física, e ainda dá prêmios sem que o ciclistas tenha gastos extras.Esse tipo de estímulo realmente deve incentivar a população. A bicicleta pode ser solução para a mobiliade urbana no Brasil, se integrada a outros sistemas de transporte, mas primeiro é preciso que haja uma mudança cultural e de de infraestrutura para conectar a bicicleta ao transporte de massa. A mudança do paradigma do automóvel surgiu há 20 anos na Europa – e está dando certo.

Municípios: legislação de mobilidade urbana entrou em vigor nesta sexta-feira, 13

Entrou em vigor nesta sexta-feira, 13 de abril, a Lei 12.587/2012, que visa a melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e cargas nos Municípios, além de integrar os diferentes modos de transporte. A legislação, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi sancionada em janeiro e dá prioridade a meios de transporte não motorizados e ao serviço público coletivo, além da integração entre os modos e serviços de transporte urbano.

A nova lei demanda que os Municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem Planos de Mobilidade Urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. Atualmente, essa obrigação é imposta aos Municípios com mais de 500 mil habitantes. Os Municípios que não cumprirem essa determinação podem ter os repasses federais destinados a políticas de mobilidade urbana suspensos.

O documento prevê a melhoria da mobilidade urbana nos grandes centros urbanos como a restrição da circulação em horários predeterminados. Também permite a cobrança de tarifas para a utilização de infraestrutura urbana, espaços exclusivos para o transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados.

Direitos
O texto esclarece os direitos dos usuários, como o de ser informado sobre itinerários, horários e tarifas dos serviços nos pontos de embarque e desembarque. E prioriza veículos não motorizados e a calçadas, ciclovias, ao transporte público e a integração do automovel a um sistema de mobilidade sustentável.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca alguns pontos importantes da Política Nacional de Mobilidade Urbananos Municípios:

* prioridade dos modos de transporte não motorizados e dos serviços públicos coletivos sobre o transporte individual motorizado;
* restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados;
* estabelecimento de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle;
* possibilidade de cobrança pela utilização da infraestrutura urbana, para desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade. A receita deverá ser aplicada exclusivamente em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público;
* dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas ao transporte público coletivo e a modos de transporte não motorizados; e
* direito dos usuários participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana

fonte: http://www.cnm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19839:municipios-legislacao-de-mobilidade-urbana-entra-em-vigor-nesta-sexta-feira-13&catid=70:destaques