Arquivo do dia: abril 10, 2012

#SACOLAS PLÁSTICAS: EFEITOS E CONSEQUÊNCIAS

Reduzir e reutilizar - Não será tirando as sacolas plásticas de circulação que o problema do lixo irá acabar. Tamanha é a utilidade das "sacolihas" que segundo o diretor superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), Paulo Dacolina, cerca de 71% das donas de casa brasileiras consideram os recipientes o meio ideal para transportarem as compras, mesmo que seu material leve 400 anos para decompor.
No entanto, mesmo com esta informação até o momento não há um sitema de reciclagem deste material. Se forem etiradas de circulação, será gerado um novo problema, ou dois novos problemas, teremos que pagar por embalagens para levar as compras do supermercado para casa e teremos que pagar por embalagens de descarte de lixo.
foto: http://migre.me/8CzIl

O desabafo da sacola

II Fórum Agas Ambiental vai debater efeitos das sacolas plásticas

A falta de informações definitivas sobre a melhor alternativa para embalar as compras dos clientes do varejo levou a Agas a projetar, para dia 26 de julho, em Porto Alegre, a segunda edição do Fórum Agas Ambiental.

No evento, que terá como tema central da discussão ’Sacolas plásticas: problema ou solução?’, a entidade reunirá especialistas para abordar os verdadeiros benefícios e prejuízos trazidos por cada tipo de embalagem (plástica, papel, algodão e lona, entre outras) ao meio ambiente.

Imaginem sem as sacolas.
Foto: http://migre.me/8CzKr

O presidente da Associação, Antônio Cesa Longo, explica que a posição da Agas é apoiar qualquer alternativa que seja comprovadamente eficiente em praticidade aos clientes e sustentabilidade. Para ele, no entanto, ainda é cedo para adotar qualquer medida. ‘O debate é muito complexo e precisa envolver sociedade, varejo e poder público. O problema vai muito além das sacolas, e já há estudos que mostram que outros materiais são mais prejudiciais ao meio ambiente, devido ao seu processo de fabricação’, pondera o dirigente.

A Segmento Pesquisas está em campo com estudo que mapeará a posição da população gaúcha sobre o assunto. Os resultados deverão ser conhecidos em cerca de 10 dias.

fonte: http://www.agas.com.br/site/default.asp?TroncoID=946152&SecaoID=934448&SubsecaoID=0&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=918494

O QUE VOCÊ FAZ COM O SEU #LIXO?

Segundo o site Clima tempo (http://www.climatempo.com.br/previsao-do-tempo/cidade/363/portoalegre-rs) existe previsão de chuva para Porto Alegre, o que deixa a população tensa.
O que virá desta vez? Alagamentos como sempre…
A cada precipitação chuvosa é o mesmo problema na capital gaúcha, falta de escoamento e ruas alagadas.
Hoje pela manhã, não menos tensa com a situação, me deparei com esta cena da foto ao lado, em uma rua de Porto Alegre.
Imaginei que esse lixo só poderia estar ali por duas razões:
1- A prefeitura não recolheu e deixou a disposição dos catadores para revirar.
2- A população sem educação, jogou lixo na rua e ele foi parar dentro do boeiro.
Que a capital gaúcha está virando um grande lixão e cenário de uma absurda violação dos direitos humanos e do ambiente urbano, a gente já falou neste blog, questionamos a responsabilidade do governo municipal, mas e a responsabilidade dos cidadãos?
Todos os dias cada um de nós produz grande quantidade de lixo, na cozinha, no banheiro, no escritório, no quintal… As lixeiras espalhadas pela casa sempre tem algo para descartar. Segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são gerados diariamente cerca de 230.000 toneladas de lixo.
Sem que você se quer perceba joga um papel de bala jogado no chão, este vai acumular com o restante do lixo da rua e o resultado é desastroso: vias imundas; terrenos e córregos transformados em depósito de lixo; boeiros entupidos; alagamentos. Esse cenário caótico é o combustível ideal para a proliferação de doenças e a poluição do solo, da água e do ar. Muito mais do que descartar o lixo no lugar adequado, todo cidadão deve assumir o compromisso de reduzir a quantidade de lixo que produz.

Veja a matéria veiculada no fantástico sobre a educação do lixo:

O #DESCARTE CORRETO DO #LIXO DEPENDE DE QUEM O PRODUZ

Ter atitude, pode ser uma tarefa muito difícil. Mas é a única solução para o descarte apropriado do lixo. A prefeitura é responsável? Com certeza! Mas todos temos parte nisso. O lixo é gerado dentro de casa, a obrigação de cada um é dar o destino correto ao eliminá-lo. Separar adequadamente é o primeiro passo, ter o conhecimento de que determinados materiais precisam de destino específico é o segundo.

No caso dos medicamentos, as substancias químicas podem contaminar a água e o solo, portanto, não podem ser descartados juntamente com o lixo comum e nem pelo vaso sanitário.
Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz comprova que apenas 2,7% têm alguma orientação sobre o assunto. 75,32% descartam em lixo comum e 6,34% descartam pelo vaso sanitário.
A dica é: levar os remédios para o setor de vigilância sanitária da sua cidade. Lá, o material recolhido é incinerado de maneira correta. Além disso, algumas farmácias recolhem os remédios e encaminham elas mesmas para a vigilância.
Bons Exemplos: Algumas cidades já acharam outras alternativas. Em Curitiba, existem postos de coleta de medicamentos nos terminais de ônibus. Já São Paulo recolhe os materiais na UBS (Unidades Básicas de Saúde). O grupo Pão de Açúcar também tem postos de coleta em suas filiais do país.
Remédios são jogados em avenida no Cristal

*por Letícia Mellos

Moradores encontraram uma grande quantidade de medicamentos que foram jogados fora, em frente a uma casa abandonada, na calçada de uma avenida no Bairro Cristal. Foram encontradas ampolas de injeção e comprimidos, todos vencidos, dentro de cinco sacolas pretas.

A denúncia de que estes materiais haviam sido descartados em plena via pública partiu de um motorista de transporte escolar. Ele se disse preocupado com a facilidade que as crianças tinham de acesso às sacolas, já que uma escola particular funciona próximo ao local de descarte.
Um dos medicamentos, utilizado para o tratamento de sequelas de acidentes vasculares e cerebrais, tinha prazo de validade para maio de 2003. De acordo com o DMLU, o material será retirado do local ainda hoje.

Os perigos do descarte de medicamentos
O descarte incorreto de medicamentos, além de causar danos ambientais, é também perigoso para a saúde humana. Neste caso o que chamou a atenção é que a quantidade de medicamentos era grande e foi jogada em um só lugar, mas todos os dias toneladas de medicamentos são colocados de forma inapropriada nos lixos. A farmacêutica industrial Clarissa Wolff Benso de Medeiros, especialista em gestão e tecnologia farmacêutica, lembra que somos nós mesmos, muitas vezes, os grandes responsáveis por esse descarte incorreto. “Acabamos guardando em uma caixa de sapato, em uma gaveta, no banheiro e, quando percebemos, já temos uma farmácia completa de medicamentos vencidos em casa”, explica. E, na hora de se desfazer deste material, muitas vezes não sabemos como fazê-lo.
A farmacêutica salienta ainda que um dos problemas mais comuns é a falta de orientação sobre como ele deve ser feito. Segundo ela, uma recente pesquisa realizada em São Paulo verificou que apenas 2,7% dos entrevistados já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. “Também foi constatado que 75,32% descarta em lixo doméstico e 6,34% na pia e/ou sanitário”, salienta.
Enquanto os projetos de lei sobre o descarte adequado de medicamentos não são aprovados, o correto é procurar empresas que se responsabilizem por este serviço. “Podemos contar com algumas empresas (farmácias, de manipulação e drogarias) que possuem plano de gerenciamento de resíduos que serão recolhidos por uma empresa habilitada pelo órgão sanitário competente para inutiliza-los mediante incineração”, conclui.

* Letícia Mellos, Jornalista – Editora chefe do jornal Meu Bairro – A revista da zona sul de Porto Alegre
http://meubairropoa.com/