Viver do #Lixo: #PortoAlegre me dói…

Andar nas ruas de Porto Alegre não representa viver em paz, contemplar o lindo Por do sol do Guaíba, passear pelo brique num alto astral. Porto Alegre é demais... Demais sujeira nas ruas, demais alagamentos, demais abandonos... Sentimental é encontrar diariamente dezenas de pessoas que vivem nas ruas, com medo, acoados, largados à própria sorte, tendo filhos em meio ao lixo, dormindo e comendo com ele.
Hoje, conheci Seu Paulo, um senhor de 62 anos, sete filhos, ele trabalha nas ruas há 4 anos. Segundo ele, se tornar um catador foi a ultima alternativa de sobrevivência "decidi catar papel quando não vi mais saída para sustentar meus filhos e esposa".
Paulo, mora na ilha grande e circula nas ruas durante o dia, ele se considera um privilegiado por não morar nela, "tenho 3 filhos comigo ainda, um de 16, um de 13 e um de 12, os outros ja foram embora, mas estes que eu tenho dependem de mim, não quero que virem marginais, enquanto eu puder, vou catar papel e trabalhar muito para garantir pelo menos um teto a eles", concluiu. (Foto: movimento municipalista)

(abaixo a reportagem do portal g1.globo.com)


Catadora de lixo de 38 anos se sentiu mal e teve bebê na manhã de quarta.
Mãe e filha foram encaminhadas pelo Samu a hospital e passam bem.

Uma catadora de lixo de 38 anos deu à luz uma menina sobre um carrinho de coleta no final da manhã desta quarta-feira (28) perto do terminal de ônibus Parobé, no Centro de Porto Alegre, informou a Brigada Militar. Segundo o pai da criança, o também catador de lixo Geracildo Carvalho, o casal não sabia da gravidez. Ele acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) porque mulher se sentiu mal, mas o nascimento ocorreu antes da chegada da ambulância.
“Ela me disse que estava sentindo dores no corpo. Levei a mão à barriga, senti o corpo dela um pouco duro e disse que achava que ela estava grávida. Ela disse que não ganharia mais nenhuma criança”, disse Geracildo.
A orientação de chamar o Samu partiu dos policiais militares que estavam no local. Antes da chegada da ambulância, a mulher pediu para ir ao banheiro.
“No trajeto da mulher até o banheiro a criança veio ao mundo. Ele (Geracildo) veio rapidamente nor avisar que o bebê havia nascido. Estava surpreso, pois nem sabia da gravidez”, disse o policial militar Fernando Sparremberger.
Os policiais esperaram pela chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao lado da mãe, que ficou sobre o carrinho até a chegada dos médicos. “Os primeiros atendimentos são essenciais, até para verificarmos se o cordão não estava no pescoço da criança. Não havia como retirar a mãe e a criança do carrinho”, disse o policial Maurício Gonçalves ao G1.
Não é a primeira vez que Gonçalves enfrenta a situação. Ele conta que já levou uma mulher em trabalho de parto a um hospital. “Ela não ganhou (o bebê) na viatura. Quando podemos nos deslocar, fazemos isso, mas cada caso é um caso. O principal é o primeiro atendimento, quando verificamos quais procedimentos devemos adotar”, explica.

fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/03/sem-saber-que-estava-gravida-mulher-da-luz-no-centro-de-porto-alegre.html

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