O #Lixo em Pelotas: A #Polêmica do lixo clandestino

por Eduardo Ritter*
Image

O Canal São Gonçalo com as águas podres e o lixo nos arredores (Foto: Eduardo Ritter).

Vamos se mexer, Pelotas?

No dia 21 de outubro de 2010, coincidentemente no dia do meu 29° aniversário, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou o Campus Porto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em solenidade às margens do canal São Gonçalo, no antigo Frigorífico Anglo. Quase dois anos se passaram, os prédios dentro da UFPEL seguem recebendo melhorias, assim como o campus, que cresce em ritmo acelerado, entretanto, as proximidades da universidade não estão acompanhando o desenvolvimento que um campus de uma universidade federal exige. E os problemas não são poucos.

Para quem se aventura a ir a pé para a universidade, chama a atenção a falta de calçadas nas quadras que antecedem o acesso ao Campus Porto. São pelo menos duas quadras em que você tem que escolher: ou o incômodo da grama alta (para não dizer matagal) ou o perigo do asfalto, onde você vai dividir espaço com os carros, que passam por ali a uma velocidade considerável. Se for dia de chuva, então, você está ferrado de qualquer jeito, pois fica tudo alagado e é preciso uma lancha para chegar ao campus (a maioria opta pelo ônibus ou pelo micro que a UFPEL disponibiliza gratuitamente para levar alunos e funcionários do campus até alguns pontos da cidade). Mas, para quem mora nas proximidades e vai a pé por necessidade, esse é um problema diário. Isso sem contar que não fica muito bem para uma cidade universitária ter as proximidades geográficas em tal estado, inclusive se pensarmos que eventos grandes já estão acontecendo por lá.

Outro problema visível são os terrenos baldios em que são colocados lixos clandestinos. Antes de chegar ao acesso, em um terreno com grama alta onde garotos se arriscam a jogar futebol, já tem dois visíveis focos de lixo. Mais pra frente, em um campo aberto bem em frente ao campus, o lixo está espalhado por toda a extensão do terreno. Para piorar o mau cheiro, o Canal São Gonçalo conta com suas águas absolutamente podres e fedorentas. Aliás, na beira do canal também são depositados lixos de todos os tipos. Inclusive, os moradores das proximidades dividem o problema com a UFPEL, pois não há os containers (citado em texto anterior) nas proximidades do Campus Porto.

Ou seja, são muitos problemas para o município de Pelotas resolver. E as sugestões são simples, sendo direcionadas principalmente para a Secretaria de Obras do município. Vejamos:

Há duas quadras do Campus Porto. Falta calçada e lixo incomoda transeuntes (ER)

1°) Deve-se fazer calçamento nas quadras próximas ao campus. É algo fácil, basta prever os gastos no orçamento e executar a obra. É inadmissível um município que tem grande parte da sua população estudando ou trabalhando em uma universidade federal não dar condições físicas de acesso ao trabalho ou ao estudo.

2°) Deve-se eliminar os focos de lixo clandestino. Entra aí a responsabilidade da vigilância ambiental. Deve-se mapear quem são os proprietários desses terrenos e notificá-los.  Algo também não muito difícil de se fazer, pois são terrenos grandes, e certamente o município sabe quem são esses proprietários.

Antes do acesso ao Campus Porto já tem um foco de lixo clandestino com restos de construção, garrafas e outros lixos (ER).

3°) Tratar o Canal São Gonçalo. Enfim, deve-se fazer um projeto de revitalização da área, incluindo aí o canal. O município pode ver exemplos do que foi feito em outros municípios e fora do país (Essa dica também vai para Porto Alegre, com o seu fedorento Arroio do Dilúvio).

4°) Trabalhar com a população dos arredores no sentido de educá-los a não depositar lixo nos respectivos terrenos. E dar condições para que eles tenham onde botar o seu lixo. Não acredito que fazem isso por serem porcos, mas sim, por falta de alternativa.

Viram? Não há nenhum mistério nisso. São atitudes e trabalhos simples, que abrangem o básico de uma administração municipal. Já cobri muitos setores de prefeituras no interior do Estado e sei que não é preciso nada de mágico para melhorar as proximidades do Campus Porto. Aliás, com a instalação e crescimento da UFPEL naquele lugar, a região só tem a crescer. Uma dica para os candidatos à prefeitura e ao legislativo pelotense: tenham visão e sejam ousados, mas sem esquecer o básico. E quando o assunto for interesse público, por favor, deixem as rixas partidárias de lado. Cresçam!

Não sei se tem algo a ver ou não, mas deixo a informação para o leitor: o prefeito de Pelotas é Adolfo Antonio Fetter Junior do PP (Partido Progressista) e a UFPEL, obviamente, é do governo federal (PT). Coincidência? Não sei, talvez sim, talvez não.

Enfim, resta agora só desejar bom trabalho aos responsáveis.

Hasta!

*Eduardo Ritter é Professor do curso de jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e doutorando em Comunicação Social da PUCRS.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s