#Abandono de animais é crime

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É preciso ter em mente que os bichos não são objetos que podem ser descartados. (Foto: Priscila Fernandes) Animais abandonados nas ruas são um grande risco de doenças, este drama atinge inúmeras cidades. Dados da OMS-Organização Mundial da Saúde indicam que em grandes centros urbanos há 1 cão para cada 5 habitantes. Os animais de rua são sujos e maltratados, vagam sem rumo, bembem água suja e reviram o lixo em busca de comida, isso causa forte comoção para quem gosta de animais. Por outro lado, eles representam um grande problema para as cidades, por que além de transmitir doenças, eles espalham lixo, avançam nas pessoas, invadem propriedades. Normalmente eles andam em grupos, é muito engraçado ver quando esperam o farol fechar para atravessar a rua. Esses bichinhos aprenderam a sobreviver quando só precisavam de carinho e adoção. Difícil é entender como que eles foram parar nas ruas, certamente alguém os abandonou, o que representa uma grande falta de responsabilidade e de humanidade. Abandono de animais é crime.

Descaso: O destino dos animais abandonados nas ruas de Sorocaba (SP)

CZ não realiza o resgate de animais saudáveis, feridos ou doentes, com possibilidade de recuperação.
Em Sorocaba, diversas Ongs e protetores retiram cães e gatos das ruas, dando-lhes abrigo e cuidados médicos. Além disso, a Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba (CZS) , mantém cerca de cinquenta bichos no canil municipal.

Castração, vermifugação, doação de animais e conscientização são alguns dos trabalhos desenvolvidos pela equipe do local.

A lembrança da temida e conhecida “carrocinha” ainda faz com que parte da população acredite que o CZS seja responsável por retirar todo e qualquer animal das vias públicas, e posteriormente, realizar a eutanásia nos bichos que não são adotados. A veterinária Daniela Camargo Mesquita de Oliveira, que trabalha na CZS, explica que a realidade mudou em 2007, quando em decorrência de uma lei, ficou proibida a eutanásia de animais saudáveis.

Embora essa medida tenha salvado a vida de muitos animais, também definiu regras diferentes para o resgate de animais abandonados. Hoje em dia, o CZS só atende ao chamado para recolher animais nas seguintes situações: bichos mordedores (que tenham atacado alguma pessoa), violentos, cães da raça pit bull, cadelas no cio que estejam causando brigas e tumultos entre outros cães, além de cavalos em vias públicas. Se algum animal estiver doente ou ferido em estado agonizante, a veterinária vai até o local para fazer a eutanásia.

O CCZ não realiza mais o resgate de animais saudáveis e feridos ou doentes com possibilidade de recuperação. De acordo com Daniela, o local não teria estrutura para realizar atendimento veterinário para esse tipo de caso, nem para abrigar todos os bichos que estão abandonados. “Não é possível aceitar todos esse animais aqui, porque existe uma lotação máxima. Eu não posso lotar de cães aqui, isso provoca brigas, disputas de território e disseminação de doenças”, conta.

Na primeira tentativa de realizarmos a entrevista, Daniela precisou sair às pressas para realizar a eutanásia em um cavalo que foi atropelado por um caminhão. O atropelamento é apenas um dos riscos a que estão submetidos os equinos que ficam nas ruas. O número de equinos aumentou ainda mais com a chegada de uma égua que ficava solta e foi vítima de maus-tratos e seu filhote. O local não tem capacidade para muitos animais e contava com cerca de dez cavalos retirados das ruas. “Se o tutor do animal não aparecer em um período de dez dias e pagar uma multa, o cavalo é colocado para adoção”, informa Daniela. Embora os fiscais da CZS verifiquem denúncias de maus-tratos e irregularidades, o 7º Distrito Policial de Brigadeiro Tobias, em Sorocaba, é o responsável por registrar esse tipo de queixa.

Sem destino

Após receber denúncias de que cães circulavam pelos terminais urbanos de ônibus do município, o Cruzeiro do Sul flagrou a presença de dois no Terminal Santo Antônio. Vagando pelo local, comendo restos do chão e abrigando-se embaixo de bancos, os cães pareciam dóceis. Em Sorocaba, diversas Ongs e protetores retiram cães e gatos das ruas, dando-lhes abrigo e cuidados médicos. Além disso, a Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba (CZS) , mantém cerca de cinquenta bichos no canil municipal. Castração, vermifugação, doação de animais e conscientização são alguns dos trabalhos desenvolvidos pela equipe do local.

Uma das pessoas que entrou em contato com o jornal relatou o desejo de ficar com um dos animais, e que teria pedido permissão para embarcar com o cão no ônibus, porém seu pedido teria sido negado. A Urbes informou que o transporte de animais em ônibus é proibido, exceção feita apenas para cães-guia. De acordo com a empresa, os terminais urbanos são locais abertos e, portanto, sujeito a entrada de cachorros que circulam pela cidade. A empresa, na medida do possível, prometeu evitar que esses animais acessem o local através dos agentes de portaria ou de plataforma. A empresa informou que sempre que necessário, solicita a presença da Zoonoses para avaliação e eventual retirada dos animais agressivos ou doentes dos terminais, para preservar a segurança dos usuários. Segundo Daniela, o cão que mordeu a passageira foi colocado em observação de dez dias, após esse período, se ele não demonstrar o desenvolvimento de doenças contagiosas será vermifugado, vacinado, castrado e colocado para a adoção. O outro cão também foi disponibilizado para quem quiser adotá-lo.

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foto: Erick Pinheiro

Adoção

A Zoonoses também abriga filhotes de cães e gatos menores de 90 dias, fruto da guarda irresponsável de pessoas que não zelam por seu cães, deixando-os soltos pelas ruas, permitindo crias indesejadas. Esse animais podem ser adotados na própria CZS ou nas feiras de doação promovidas mensalmente.

Os animais resgatados pela CZS são vermifugados, vacinados e castrados antes de serem colocados para a adoção. Os filhotes também têm direito a castração gratuita no local. Uma campanha permanente de castração, principalmente para os bairros com maior número de animais abandonados também ajuda a diminuir o problema, que está longe de terminar. Para a veterinária, a castração é essencial, pois diminui a quantidade de animais nas ruas. Ela ressalta que todas as pessoas que adotam precisam assinar um termo de responsabilidade pelo animal e lembra que antes de abrigar um bicho é preciso levar em conta alguns fatores como os gastos que o animal irá gerar com alimentação e cuidados veterinários; ter em mente que o animal viverá muitos anos, e que precisará de atenção especial na velhice; compreender o comportamento e incômodos que os animais eventualmente podem causar; e acima de tudo, ter muito amor para compartilhar. “Já aconteceu de um senhora trazer aqui um cão para ser sacrificado simplesmente porque ele estava velho. Quando nos recusamos, ela abandonou o animal aqui em frente”, relembra.

Para Daniela, é preciso ter em mente que os bichos não são objetos que podem se descartados quando “perdem a utilidade”. A veterinária enfatiza que não só os filhotes são capazes de trazer alegria para um lar. Alguns adultos são tão brincalhões quanto filhotes, com tamanho final e os mais calmos podem ser uma boa opção para quem busca uma tranquila companhia.

fonte: http://www.apipa10.org/noticias/publicacoes-da-apipa/no-brasil/2338-descaso-o-destino-dos-animais-abandonados-nas-ruas-de-sorocaba-sp.html#jacommentid:226

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