Arquivo do dia: março 17, 2012

#Animais abandonados: Um problema para as #cidades

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(Foto: Juliana Lobato/Agência Bom Dia) Como adotar? Em Porto Alegre, o projeto Bicho de Rua está realizando um trabalho bem interessante: http://migre.me/8jW2C Além disso há várias opções na internet, a VIVASTREET.com.br classificados por exemplo, oferece diversar opções de animais sem um lar para diversas cidades do país http://migre.me/8jVS9 João Pessoa, está realizando hoje uma feira de animais http://migre.me/8jVyz O mesmo acontece em São Paulo hoje http://migre.me/8jVCk Em Curitiba O Cão Panheiro http://migre.me/8jXWI ajuda a adotar e divulgar animais para adoção. Em Salvador, O blog Bahia Patinhashttp://migre.me/8jZDG também ajuda você, é só querer...

Cuidados no resgate
Veterinária, protetores e Zoonoses dão dicas sobre o que fazer quando encontrar bichos abandonados

Animais abandonados em Bauru são um problema comum de encontrar em qualquer esquina. Enquanto o poder público afirma que bichos soltos na rua e sem tutor são responsabilidade e posse do munícipe, protetores reclamam da falta de apoio e estrutura, além de olharem desconfiados para a famigerada carrocinha.

De toda forma, aqueles que se preocupam com o bem-estar dos animais, mesmo que não sejam seus, ficam com dúvidas quando, por exemplo, um cachorro perdido aparece pela frente.

No CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Bauru, a questão é única. Se você perceber que o animal realmente não tem tutor, chame o centro. “É bom antes verificar se ele realmente não tem tutor”, reitera o agente de saneamento Dorival Tessari. Na sequência, o certo é tentar conter o animal com segurança e sem machucá-lo. Dorival aconselha usar algum petisco como isca para atrair o bicho e levá-lo a um lugar onde possa ficar até a equipe do CCZ chegar. “Sempre que o animal está abandonado, nós trazemos para cá”, afirma Cláudia Bomieri, veterinária do CCZ.

A protetora Leandra Marquezin – que ficou bastante conhecida depois de ter resgatado a cadela Vida, símbolo na luta contra os maus-tratos na cidade – pede cautela. “Normalmente, o animal está assustado, perdido e com fome. Não pode chegar ‘chegando’. Tem de ir com jeitinho para que o bichinho não saia correndo [risco de ser atropelado] e também para que não morda ou arranhe”, avisa. Leandra também sugere o uso de comida e de uma coleira de contenção, no caso de cachorros, como ferramentas do resgate.

Com o animal contido, você pode alimentá-lo e hidratá-lo. Muitos deles estão há dias na rua, sem nenhuma atenção. Feito isso, se a sua opção for a de não ligar para o CCZ, parta a para a divulgação. “Tem de divulgar em todos os lugares possíveis: jornais, sites, Facebook…”, sugere a veterinária Ana Lúcia Geraldi, que costuma abrigar os perdidos em sua clínica. “Muitos cães também são abandonados de propósito, então a pessoa que resgatou tem de se comprometer a cuidar do animal até achar um lar adotivo ou ficar com ele”, diz.

“Não temos abrigos em Bauru e sim pessoas de bom coração e que estão atolados. O CCZ deveria ficar com esses cães, mas eles resgatam muitos animais doentes e misturar fica difícil”, analisa.

“Todo animal que resgato levo direto para minha casa. Monto uma caminha pra ele, boto água, comida. Se vejo que está dodói, passo antes no veterinário pra dar uma geral. Em seguida, anuncio em rádio, jornal, internet, faço cartazes. Tudo pra ver se acho o tutor dele. Caso ninguém apareça, mando castrar [se ainda não for], vacinar e o coloco pra adoção”, ensina a jornalista Eliane Calixto, que abriga animais. Às vezes, o tutor do animal aparece. “Particularmente, quando resgato, acho o tutor em apenas 30% dos casos”, lamenta Ana Lúcia.

fonte: http://www.anda.jor.br/03/03/2012/veterinaria-protetores-e-zoonoses-dao-dicas-sobre-o-que-fazer-quando-encontrar-bichos-abandonados

#Abandono de animais é crime

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É preciso ter em mente que os bichos não são objetos que podem ser descartados. (Foto: Priscila Fernandes) Animais abandonados nas ruas são um grande risco de doenças, este drama atinge inúmeras cidades. Dados da OMS-Organização Mundial da Saúde indicam que em grandes centros urbanos há 1 cão para cada 5 habitantes. Os animais de rua são sujos e maltratados, vagam sem rumo, bembem água suja e reviram o lixo em busca de comida, isso causa forte comoção para quem gosta de animais. Por outro lado, eles representam um grande problema para as cidades, por que além de transmitir doenças, eles espalham lixo, avançam nas pessoas, invadem propriedades. Normalmente eles andam em grupos, é muito engraçado ver quando esperam o farol fechar para atravessar a rua. Esses bichinhos aprenderam a sobreviver quando só precisavam de carinho e adoção. Difícil é entender como que eles foram parar nas ruas, certamente alguém os abandonou, o que representa uma grande falta de responsabilidade e de humanidade. Abandono de animais é crime.

Descaso: O destino dos animais abandonados nas ruas de Sorocaba (SP)

CZ não realiza o resgate de animais saudáveis, feridos ou doentes, com possibilidade de recuperação.
Em Sorocaba, diversas Ongs e protetores retiram cães e gatos das ruas, dando-lhes abrigo e cuidados médicos. Além disso, a Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba (CZS) , mantém cerca de cinquenta bichos no canil municipal.

Castração, vermifugação, doação de animais e conscientização são alguns dos trabalhos desenvolvidos pela equipe do local.

A lembrança da temida e conhecida “carrocinha” ainda faz com que parte da população acredite que o CZS seja responsável por retirar todo e qualquer animal das vias públicas, e posteriormente, realizar a eutanásia nos bichos que não são adotados. A veterinária Daniela Camargo Mesquita de Oliveira, que trabalha na CZS, explica que a realidade mudou em 2007, quando em decorrência de uma lei, ficou proibida a eutanásia de animais saudáveis.

Embora essa medida tenha salvado a vida de muitos animais, também definiu regras diferentes para o resgate de animais abandonados. Hoje em dia, o CZS só atende ao chamado para recolher animais nas seguintes situações: bichos mordedores (que tenham atacado alguma pessoa), violentos, cães da raça pit bull, cadelas no cio que estejam causando brigas e tumultos entre outros cães, além de cavalos em vias públicas. Se algum animal estiver doente ou ferido em estado agonizante, a veterinária vai até o local para fazer a eutanásia.

O CCZ não realiza mais o resgate de animais saudáveis e feridos ou doentes com possibilidade de recuperação. De acordo com Daniela, o local não teria estrutura para realizar atendimento veterinário para esse tipo de caso, nem para abrigar todos os bichos que estão abandonados. “Não é possível aceitar todos esse animais aqui, porque existe uma lotação máxima. Eu não posso lotar de cães aqui, isso provoca brigas, disputas de território e disseminação de doenças”, conta.

Na primeira tentativa de realizarmos a entrevista, Daniela precisou sair às pressas para realizar a eutanásia em um cavalo que foi atropelado por um caminhão. O atropelamento é apenas um dos riscos a que estão submetidos os equinos que ficam nas ruas. O número de equinos aumentou ainda mais com a chegada de uma égua que ficava solta e foi vítima de maus-tratos e seu filhote. O local não tem capacidade para muitos animais e contava com cerca de dez cavalos retirados das ruas. “Se o tutor do animal não aparecer em um período de dez dias e pagar uma multa, o cavalo é colocado para adoção”, informa Daniela. Embora os fiscais da CZS verifiquem denúncias de maus-tratos e irregularidades, o 7º Distrito Policial de Brigadeiro Tobias, em Sorocaba, é o responsável por registrar esse tipo de queixa.

Sem destino

Após receber denúncias de que cães circulavam pelos terminais urbanos de ônibus do município, o Cruzeiro do Sul flagrou a presença de dois no Terminal Santo Antônio. Vagando pelo local, comendo restos do chão e abrigando-se embaixo de bancos, os cães pareciam dóceis. Em Sorocaba, diversas Ongs e protetores retiram cães e gatos das ruas, dando-lhes abrigo e cuidados médicos. Além disso, a Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba (CZS) , mantém cerca de cinquenta bichos no canil municipal. Castração, vermifugação, doação de animais e conscientização são alguns dos trabalhos desenvolvidos pela equipe do local.

Uma das pessoas que entrou em contato com o jornal relatou o desejo de ficar com um dos animais, e que teria pedido permissão para embarcar com o cão no ônibus, porém seu pedido teria sido negado. A Urbes informou que o transporte de animais em ônibus é proibido, exceção feita apenas para cães-guia. De acordo com a empresa, os terminais urbanos são locais abertos e, portanto, sujeito a entrada de cachorros que circulam pela cidade. A empresa, na medida do possível, prometeu evitar que esses animais acessem o local através dos agentes de portaria ou de plataforma. A empresa informou que sempre que necessário, solicita a presença da Zoonoses para avaliação e eventual retirada dos animais agressivos ou doentes dos terminais, para preservar a segurança dos usuários. Segundo Daniela, o cão que mordeu a passageira foi colocado em observação de dez dias, após esse período, se ele não demonstrar o desenvolvimento de doenças contagiosas será vermifugado, vacinado, castrado e colocado para a adoção. O outro cão também foi disponibilizado para quem quiser adotá-lo.

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foto: Erick Pinheiro

Adoção

A Zoonoses também abriga filhotes de cães e gatos menores de 90 dias, fruto da guarda irresponsável de pessoas que não zelam por seu cães, deixando-os soltos pelas ruas, permitindo crias indesejadas. Esse animais podem ser adotados na própria CZS ou nas feiras de doação promovidas mensalmente.

Os animais resgatados pela CZS são vermifugados, vacinados e castrados antes de serem colocados para a adoção. Os filhotes também têm direito a castração gratuita no local. Uma campanha permanente de castração, principalmente para os bairros com maior número de animais abandonados também ajuda a diminuir o problema, que está longe de terminar. Para a veterinária, a castração é essencial, pois diminui a quantidade de animais nas ruas. Ela ressalta que todas as pessoas que adotam precisam assinar um termo de responsabilidade pelo animal e lembra que antes de abrigar um bicho é preciso levar em conta alguns fatores como os gastos que o animal irá gerar com alimentação e cuidados veterinários; ter em mente que o animal viverá muitos anos, e que precisará de atenção especial na velhice; compreender o comportamento e incômodos que os animais eventualmente podem causar; e acima de tudo, ter muito amor para compartilhar. “Já aconteceu de um senhora trazer aqui um cão para ser sacrificado simplesmente porque ele estava velho. Quando nos recusamos, ela abandonou o animal aqui em frente”, relembra.

Para Daniela, é preciso ter em mente que os bichos não são objetos que podem se descartados quando “perdem a utilidade”. A veterinária enfatiza que não só os filhotes são capazes de trazer alegria para um lar. Alguns adultos são tão brincalhões quanto filhotes, com tamanho final e os mais calmos podem ser uma boa opção para quem busca uma tranquila companhia.

fonte: http://www.apipa10.org/noticias/publicacoes-da-apipa/no-brasil/2338-descaso-o-destino-dos-animais-abandonados-nas-ruas-de-sorocaba-sp.html#jacommentid:226

800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável

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Está mais do que na hora de usar a água de forma racional, segundo o Instituto Mundial da Água, apenas 2,5% da água de superfície e subterrânea do planeta está acessível para o uso humano. Este recurso finito, mantido pelo ciclo hidrológico da Terra, é utilizado para tudo, desde as redes de água potável até os sistemas de saneamento, da agricultura aos processos industriais. Prejudicadas pelo uso excessivo, poluição e infra-estrutura ineficiente, bem como por fenômenos naturais como secas, as reservas de água para a humanidade estão chegando ao limite. O Brasil é o país mais rico em água disponível para o consumo. Possuí 13,7 % de toda a água potável no mundo, e mesmo assim enfrenta problemas de escaces de água. Aqui, empresas privadas retiram a matéria prima da natureza, e redistribuem cobrando por este serviço, mas e a reposição deste bem? As estapas do serviço são: - Captação: retirada de água bruta do manancial; - Adução: caminho percorrido pela água bruta até a Estação de Tratamento de Água; - Mistura rápida: adição de um coagulante para remoção das impurezas; - Floculação: onde ocorre a aglutinação das impurezas; - Decantação: etapa seguinte, em que os flocos sedimentam no fundo de um tanque; - Filtração: retenção dos flocos menores em camadas filtrantes; - Desinfecção: adição de cloro para eliminação de micro-organismos patogênicos; - Fluoretação: adição de compostos de flúor para prevenção de cárie dentária; - Bombeamento para as redes e reservatórios de distribuição. E depois não deveria vir outro ítem? - Reposição: tratar novamente a água após o uso para reposição nos rios, arroios, lagos, aquíferos e mananciais. Então, a água é um bem natural, que pertence a humanidade e empresas privadas recebem para explorar este bem.

Escassez de água pode gerar conflitos no futuro, dizem especialistas
Aumento da demanda pode fazer com que 40% da população mundial fique sem acesso ao recurso.

A escassez de água no futuro poderá aumentar os riscos de conflitos no mundo, afirmam especialistas que participam do Fórum Mundial da Água, em Marselha, na França.

Apesar da quantidade de água disponível ser constante, a demanda crescente em razão do aumento da população e da produção agrícola cria um cenário de incertezas e conflito, segundo os especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diz que a demanda mundial de água aumentará 55% até 2050.

A previsão é que nesse ano, 2,3 bilhões de pessoas suplementares – mais de 40% da população mundial – não terão acesso à água se medidas não forem tomadas.

“O aumento da demanda torna a situação mais complicada. As dificuldades hoje são mais visíveis e há mais conflitos regionais”, afirma Gérard Payen, consultor do secretário-geral da ONU e presidente da Aquafed, federação internacional dos operadores privados de água.

Ele diz que os conflitos normalmente ocorrem dentro de um mesmo país, já que a população tem necessidades diferentes em relação à utilização da água (para a agricultura ou o consumo, por exemplo) e isso gera disputas.

Problemas também são recorrentes entre países com rios transfronteiriços, que compartilham recursos hídricos, como ocorre entre o Egito e o Sudão ou ainda entre a Turquia e a Síria e o Iraque.

Brasil x Bolívia

O Brasil também está em conflito atualmente com a Bolívia em razão do projeto de construção de usinas hidrelétricas no rio Madeira, contestado pelo governo boliviano, que alega impactos ambientais.

Tanto no caso de disputas locais, que ocorrem em um mesmo país, ou internacionais, a única forma de solucionar os problemas “é a vontade política”, segundo o consultor da ONU.

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) Vicente Andreu, que também participa do fórum em Marselha, acredita que hoje existe maior preocupação por parte dos governos em buscar soluções para as disputas.

“O problema dos rios transfronteiriços é discutido regularmente nos fóruns internacionais. Aposto na capacidade dos governos de antecipar os potenciais conflitos.”

Durante o fórum, que termina neste sábado, o Brasil defendeu uma governança global para a água e a criação de um conselho de desenvolvimento sustentável onde a água seria um dos temas tratados de maneira específica.

“A água está sempre vinculada a algum outro setor, como meteorologia, agricultura ou energia. Achamos que ela tem de ter uma casa própria para discutir suas questões”, diz Andreu.

Direito universal

Na declaração ministerial realizada no fórum em Marselha, aprovada por unanimidade, os ministros e chefes de delegações de 130 países se comprometeram a acelerar a aplicação do direito universal à água potável e ao saneamento básico, reconhecido pela ONU em 2010.

No fórum internacional da água realizado na Turquia em 2009, esse direito universal ainda era contestado por alguns países.

Os números divulgados por ocasião do fórum mundial em Marselha são alarmantes. Segundo estudos de diferentes organizações, 800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável e 2,5 bilhões não têm saneamento básico.

Houve, no entanto alguns progressos: o objetivo de que 88% da população mundial tenha acesso à água potável em 2015, segundo a chamada meta do milênio, já foi alcançado e mesmo superado em 2010, atingindo 89% dos habitantes do planeta.

Mas Gérard Payen alerta que o avanço nos números globais ocultam uma situação ainda preocupante.

“Entre 3 bilhões e 4 bilhões de pessoas não têm acesso à água de maneira perene e elas utilizam todos os dias uma água de qualidade duvidosa. É mais da metade da população mundial”, afirma.

Ele diz que pelo menos 1 bilhão de pessoas que têm acesso à água encanada só dispõem do serviço algumas horas por dia e que a água não é potável devido ao mau estado das redes de distribuição.

Segundo Payen, 11% da população mundial ainda compartilha água com animais em leitos de rios.

De acordo com a OMS, sete pessoas morrem por minuto no mundo por ingerir água insalubre e mais de 1 bilhão de pessoas ainda defecam ao ar livre. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,escassez-de-agua-pode-gerar-conflitos-no-futuro-dizem-especialistas,849739,0.htm

link relacionado: http://www.corsan.com.br/

imagem:http://2.bp.blogspot.com/_glyLfBk9Cic/TLo36g2nmDI/AAAAAAAATys/k5C_lLHnN6s/s1600/Charge_FALTA-DE-AGUA.jpg