O #ciclo do esgotamento sanitário teve solução inovadora proposta em #Marselha

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É fato que a falta de um sistema de esgotamento sanitário adequado pode causar graves prejuízos à saúde humana. A maior insidência por internações hospitalares por diarréia são em decorrência da ausência deste serviço público. Regiões pobres e periferias de grandes cidades são as mais críticas em coleta de esgoto, taxas e custos de internação por diarréias. As diarreias respondem por mais de 50% das doenças relacionadas a saneamento básico inadequado. o Brasil ainda está longe de alcançar a universalização dos serviços de esgotamento sanitário, sendo que o melhoramento deste setor tem o poder de alterar o panorama das internações por diarreias no país, e diminuir gastos para a saúde pública, algo muito relevante. Agora imagine você, com um esgoto a céu aberto embaixo de sua janela, se tiver uma. Imagine não ter um banheiro adequado para suas nescessidades básicas, imagine que estes resíduos vão direto a um canal que irá se misturar com a água que você deverá tomar depois. Isso seria um pouco desagradável, não e mesmo? A Solução sugerida em Marselha (França) durante o fórum Mundial da água (no texto ao lado) realmente não é muito confortável, mas é simples, barata e resolve um problemas público, que está a "anos luz" de ser sanado.

Crise da água incentiva soluções criativas e inovadoras em Fórum Mundial

Marselha – No canto de um casebre escuro de um bairro marginal que poderia estar no Rio de Janeiro, no México ou em Mumbai, mas que foi levantado no Fórum Mundial da Água de Marselha, encontra-se um pequeno sanitário descartável que está mudando a vida de uma favela na África. Batizado de Peepoo, o banheiro, que não precisa de água, foi desenhado por um arquiteto sueco, Anders Wilhemson, que teve a ideia de percorrer os bairros pobres de México e São Paulo, onde as pessoas fazem suas necessidades em latrinas ou no esgoto e a situação sanitária é grave.

O Peepoo é composto de um pequeno assento plástico e de uma sacola plástica biodegradável que contém em seu interior grânulos de ureia, um produto que decompõe a matéria fecal e a urina e as transforma em nutrientes. Uma vez utilizado, o dispositivo, que foi criado pela pequena empresa sueca Peepoople AB, pode ser transformado em uma fonte de adubo, o que também ajuda a aliviar a crescente pressão sobre a água na agricultura, provocada pelo galopante aumento da população mundial. A bolsa biodegradável, que custa cerca de três centavos de dólar, já transformou, ao menos em alguns aspectos, a vida diária dos habitantes de Kibela, um bairro marginal de Nairóbi, Quênia, que a utilizam há um ano.

Neste bairro, as bolsas utilizadas são recolhidas em grandes sacolas e utilizadas depois como fertilizantes para a agricultura. Por cada bolsa que serve de fertilizante, a família recebe um centavo. Além disso, foi organizada no bairro uma rede de vendedoras locais das bolsas biodegradáveis, e essas mulheres criaram posteriormente microempresas, que prosperam. O dispositivo será testado no Haiti, devastado em 2010 por um terremoto. E seu criador, que quer ampliar o uso do banheiro ecológico por todo o mundo, manteve contado com vários países, entre eles Bolívia, Paquistão e Bangladesh.

Outro dos 60 projetos apresentados na “Aldeia das Soluções”, situada no coração do Fórum Mundial da Água de Marselha, que será concluído no sábado, é uma vasilha de cerâmica para filtrar a água, de muito baixo custo, que se baseia em práticas pré-coloniais da Mesoamérica, que foram melhoradas pelo guatemalteco Fernando Mazariego. Chamada de “Filtrón”, esta vasilha, que tem em seu coração um elemento filtrador que pode ser fabricado por ceramistas locais com materiais locais, sem necessidade de eletricidade, nem de tecnologias de alto nível, torna potável a água contaminada. Graças a um banho de prata coloidal em seu elemento filtrante, o Filtrón elimina as bactérias, o que reduz as doenças.

Este projeto é apresentado no Fórum de Marselha por Ceramistas pela Paz, uma organização não governamental que capacita artesãos dos países em desenvolvimento, e que elaborou um processo de produção do filtro em grande escala, diminuindo seu custo. O Filtrón, que custa entre 10 e 20 dólares, pode ajudar a facilitar o acesso à água potável, num momento em que mais de 800 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a ela. A ONG indicou que havia, por isso, tomado “a decisão política” de não patentear sua tecnologia, que pode ser encontrada na internet, no site da Rede de Ceramistas pela Paz.

por: France Presse

fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/03/15/interna_ciencia_saude,293439/crise-da-agua-incentiva-solucoes-criativas-e-inovadoras-em-forum-mundial.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

links relacionados:
http://petambientalunivasf.blogspot.com/
http://cmdss2011.org/site/wp-content/uploads/2012/01/esgotamento.pdf

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