Arquivo do dia: março 8, 2012

#SUSTENTABILIDADE: Rio+20 não será uma reedição da ECO92

O embaixador Ricupero parece estar preso a um modelo de conferência que foi importante no passado, a ECO92. A sustentabilidade é o conceito que sofre muita rejeição no meio rural, isto por quelida justamente com a maneira como as pessoas ganham dinheiro a partir de seu trabalho e sua terra. Entender que a sustentabilidade está diretamente ligada a agregar valor e assim gerar rentabilidade e  lucro demanda uma quebra de paradigma. Um bom exemplo é a microdestilaria de etanol na foto ao lado. A economia de escala da monocultura extensiva só é possível a custa de fortes subsídios aos grandes produtores; ela desaparece se contabilizadas as perdas de serviços ambientais e as “externalidades negativas” (custos do impacto ambiental dos agro-químicos aplicados na lavoura).Portanto soluções descentralizadas, que agridem menos o meio ambiente e a biodiversidade e que se adaptam a realidade de cada região são mais lucrativas e a longo prazo prezervam justamente o que dá o sustento ao agronegócio, um ambiente saudável. (LM)

 

Foto: Micro-destilaria de etanol em Guaraciaba (MG)
http://www.ufmg.br/boletim/bol1619/4.shtml

 

Ex-negociador na Eco-92, Ricupero vê dispersão na Rio +20

Um grupo coordenado pelo embaixador Rubens Ricupero deve encaminhar ao governo brasileiro um documento criticando a pauta da Rio +20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que acontecerá em junho, no Rio.

De acordo com Ricupero, a organização da Rio +20 está marginalizando o tema ambiental e erra ao abordar vários assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável de maneira desfocada.

Isso significa, por exemplo, centrar a agenda da conferência no debate sobre a possível criação de uma agência da ONU para o desenvolvimento sustentável.

“O Brasil vive insistindo que temos de ver o lado econômico, o ambiental e o social do desenvolvimento sustentável. Mas qual é o foco? Ninguém sabe. O foco é tudo”, disse Ricupero durante uma reunião sobre a Rio +20 promovida pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“Essa abordagem é incorreta. As pessoas não percebem que o ambiente é a condição de possibilidade dos pilares econômico e social. O foco da conferência Rio +20 deve ser ambiental”, disse.

Para o embaixador, a agenda da Rio +20 deixa de fora um alerta sobre problemas ambientais urgentes, como a extinção acelerada de espécies por causa de mudanças que afetam o clima.

ERA GLACIAL

“O que nos separa da última era glacial é uma diferença de 5 graus Celsius. Se nós tivermos mais 5 graus Celsius a partir de agora, não sabemos o que vai acontecer.”

A movimentação de Ricupero contra a pauta da conferência é simbólica. Ele foi um dos principais nomes da Eco-92, responsável pelo capítulo financeiro do documento resultante da reunião.

Ricupero também já foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Amazônia e do Meio Ambiente de 1993 a 1994.

O texto contra a Rio +20, de acordo com Ricupero, está começando a ser preparado por ele e por colegas como o físico José Goldemberg, da USP, e o ex-deputado ambientalista Fábio Feldmann.

Antes de ser enviado ao governo, o documento será revisado por cientistas e pelo Fórum dos Ex-Ministros do Meio Ambiente, criado para discutir o Código Florestal.

A ideia é que o texto seja incluído na agenda do encontro no Rio. “Mas, se isso não acontecer, queremos que ele seja incluído no debate da sociedade civil”, disse.

Autoras: SABINE RIGHETTI e DENISE MENCHEN DE SÃO PAULO
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1058882-ex-negociador-na-eco-92-ricupero-ve-dispersao-na-rio-20.shtml

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#Mães, trabalho e vagas nas creches: Qualidade depende de planejamento

Não há vagas nas creches do Brasil

Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda! Como já disse Erasmo Carlos. A mulher é um ser forte e guerreiro por natureza, mas na atualidade, tantas batalhas atribuíram às mulheres maiores responsabilidades. Conciliar filhos com trabalho não é tarefa fácil, as creches particulares são caras e as públicas não tem estrutura. Nos Estado Unidos é recomendado um máximo de 10 crianças até os cinco anos de idade para cada professor. No Brasil, segundo estudo do Banco Mundial, as creches mantêm uma proporção aluno/professor constante de 26 na última década, enquanto as pré-escolas melhoraram, indo de 39 para 32. Com estes números é possível perceber que não há tempo para a realização de qualquer tipo de atividade pedagógica com as crianças. A situação é precária na maioria das creches em todo o país, a superlotação, falta de espaço e funcionários para atender tamanha demanda. As crianças necessitam de atenção e cuidados, e as mães precisam trabalhar. Mas nem tudo está tão ruim, existem bons exemplos, cidades que conseguem comportar as demandas, veja o caso de Florianópolis abaixo.

Florianópolis praticamente já atingiu a meta do governo federal para 2016, que é de zerar a falta de vagas na pré-escola.

De quatro a cinco anos, estão em creches ou núcleos de educação infantil 99,5% delas.
Entre zero e três anos, o município contabiliza 43, 8% dos pequenos tendo atendimento em alguma unidade. Para esta faixa etária, o objetivo nacional é atingir 50% das crianças em 2020, índice do qual a cidade não está muito longe. A informação é do Secretário de Educação da Capital Rodolfo Joaquim Pinto da Luz.
Florianópolis está á frente também de uma série de capitais nos dois segmentos. De zero a três anos, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, apresentam, respectivamente, índices de atendimento de 43,6%, 36,8%, 32%, 29,3% e 24,4%.
As mesmas capitais perdem na faixa etária de quatro a cinco anos. Por ordem, estão atrás de Florianópolis, Rio de Janeiro (87,6%), Belo Horizonte (86,8%), São Paulo (85,8%), Porto Alegre (67,9%) e Curitiba (60,1%).
Somente na rede de ensino de educação infantil da prefeitura há 10 mil 860 crianças, distribuídas em 83 estabelecimentos. Do total de matriculados, 70% deles ficam na unidade em tempo integral, entrando pela manhã e saindo no fim de tarde. Além de educação, atenção e cuidado, são oferecidas aos pequenos refeições e lanches.

fonte: http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=11616