ESTIAGEM: uma faca de dois gumes.

Agora é a hora de que mesmo?

De um lado o Governo com sua falta de compensação com perdas na economia e de outro lado o produtor o maior atingido pelas condições climáticas, mas o maior peso da balança ainda vai para as Prefeituras.

Estamos no mês do ano de discutir a seca. Todo janeiro é assim, os jornais ficam sem pauta e “caem pra cima” da estiagem. Todos os anos na estação verão é a mesma pauta, falta de chuva danifica as lavouras e causa prejuízos aos municípios, e causam mesmo, mas é aos municípios.

Enquanto o estado discute a menor verba possível que irá enviar para ajudar, as prefeituras discutem de onde irão tirar uns trocados para os combustíveis das retroescavadeiras e como justificar isso ao tribunal de contas na seqüencia.

Pois bem, vem a chuva, passa janeiro, e não se fala mais nisso. Seria a hora de se preocupar com ações preventivas para a seca que virá no ano seguinte? Não! É hora de gastar o dinheiro que veio do governo.

Quando o Governo vai entender que tem que investir em pesquisa para atuar da melhor forma em ações preventivas? Não basta doar, ano a ano, uma nova retroescavadeira às Prefeituras, a maioria dos municípios não tem nem como manter todo este equipamento.

Quando o Governo vai entender que cada região tem deficiências isoladas e necessidades diferentes?

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